Junte um técnico estreante, que nunca dirigiu nem time da terceira divisão de Vanuatu (nem sei se tem uma lá), a um bando de jogadores sem organização tática, num dia que todos pareciam ter acordado com o pé esquerdo e largaram a vontade no hotel de Santiago. Dentre os jogadores, dois volantes (não sei pra que).
Coloque essa mistura para enfrentar um time fraco, que até o Mané Garrincha, lá do Além, sabia que viria apenas se defender. Lanterna do campeonato, com uma vitória e um empate em 7 jogos, há sete anos sem ganhar fora de casa, cansada de ser sacodida.
Depois arrume um campo de dimensões reduzidas (que facilita a retranca), com um gramado sem condições perfeitas, onde nenhum deles jamais jogara, portanto, não têm nenhuma referência espacial. Campo este num estádio novo, onde o público ainda não se acostumou, mal localizado, num horário indigente (22:00h de quarta-feira), com ingresso europeu (R$100,00).
Ainda, juntem menos de 20.000 torcedores (torcedores?) para ficar vaiando. Ninguém acreditou que tinha mais de 30.000, né? E ninguém acredita que espectadores como os de ontem sejam Torcedores, né?
O resultado desta mistura macabra: Brasil 0 x 0 Bolívia, ontem, pelas Eliminatórias da Copa de 2010. Um dos jogos mais safados que já tive o desprazer de ver na vida. E olha que só vi o segundo tempo...