Até agora foram disputadas oito rodadas em dois meses pelo Campeonato Brasileiro, com jogos apenas nos finais de semana. A partir de hoje, as próximas oito rodadas acontecerão dentro do mês de julho. Nos próximos 30 dias corridos serão onze.Acredito que em agosto já teremos um panorama de quem realmente irá brigar pelo título. Quem tiver esta pretensão vai ter que provar que tem elenco para tal. Desfalques nesta maratona serão normais, seja por contusão, por suspensão ou por negociação (maldita janela).Palpites do Blog para a oitava rodada:- Sport x Cruzeiro: jogo duro, o Sport vai querer mostrar que a derrota para o Flamengo foi acidente de percurso e que as comemorações da Copa do Brasil já acabaram.
- Atlético-PR x Santos: jogo duro (de assistir), dois times fracos, mas o Furacão deve fazer o fator campo prevalecer.
- Flamengo x Náutico: jogo aparentemente fácil, mas são jogos como este que o Flamengo adora complicar. Ibson (melhor jogador do campeonato até aqui) e Fabio Luciano (substituído por Dininho, que não joga uma partida oficial desde fevereiro) farão uma falta imensa.
- Figueirense x Vasco: o Vasco vai com 3 atacantes e Moraes. A defesa do Figueira é uma mãe.
- Internacional x Coritiba: o Inter tem que começar a reagir de agora.
- Portuguesa x Vitória: tem tudo para ser o jogo mais interessante da rodada. A Lusa está invicta em casa. O Leão está na cola do G-4.
- Atlético-MG x Palmeiras: o Verdão vai com desfalques sérios para a partida, inclusive Valdívia. O Galo precisa ganhar em casa.
- São Paulo x Ipatinga: jogo mais fácil da rodada. Só uma hecatombe tira a vitória do Tricolor Paulista, que deve tirar do Palmeiras a posição no G-4.
- Goiás x Fluminense: provavelmente a ressaca da Libertadores vai afetar o Tricolor Carioca. O Goiás não tem nada com isso e precisa fugir da zona de perigo.
- Botafogo x Grêmio: jogo complicado para os dois times. O Botafogo é fraco e está em má fase. O Tricolor Gaúcho vai ter o primeiro compromisso sem Roger, vendido para o Qatar.
E você, o que espera da nona rodada e da maratona que está por vir?----------------
Já para a disputa do título e vagas na Libertadores, Arquibancada Digital aposta (antes da maratona de julho) em Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Cruzeiro. Não acredito em uma arrancada como a do Flamengo do ano passado. Mas se algum time fizer isso, deverá ser o Internacional.
Os Alvos alcançam a glória e dão uma grande alegria aos equatorianos ao conquistar pela primeira vez a Copa Libertadores, ao derrotar nos pênaltis o Fluminense, do Brasil. O campeão da América retorna a casa para festejar com todo o país, que recebeu um exemplo de trabalho, honra, entrega e garra.Assim o jornal La Hora, de Quito, divulgou em sua primeira página o feito histórico. Ontem, com surpresa para alguns, mas com justiça, a Liga Deportiva Universitária conquistou pela primeira vez na história a Copa Libertadores da América. Foi também a primeira vez que um time equatoriano conquistou o título. E o fez em pleno Maracanã, com mais de 78.000 pagantes (quase 90.000 presentes), promovendo mais um Maracanazo. A torcida tricolor, que acreditava plenamente no título, voltou pra casa em silêncio, enquanto cerca de 2.000 heróis equatorianos comemoravam sua apoteose.Diferente do que apregoou o Fluminense e seu técnico durante a semana, a LDU não é uma “carne assada” e não seria fácil vencê-la por três gols de diferença. Fraco defensivamente, sim. Com um goleiro irregular, sim. Mas com um meio-campo e ataque muito conscientes. E com uma força incrível pelas laterais do campo. A arrancada que o ala Guerrón deu no 120º minuto de partida, de 70 metros até ser derrubado por Luiz Alberto, foi assombrosa.Isso para ficar no campo técnico. A LDU tem um estádio que faz inveja a qualquer outro no Brasil, tem um centro de treinamento de ótimo nível. Tem jogadores na seleção equatoriana (7 na Copa de 2006). Lembrem-se que o Equador é a seleção sul-americana que mais evoluiu nos últimos 10 anos, disputando com o Paraguai a terceira força do continente.
Já o Fluminense conheceu os dois extremos de uma decisão de campeonato. Com uma hora de jogo estava próximo ao céu, com Thiago Neves inspirado e empolgando a torcida, depois de se tornar o primeiro jogador da história a fazer três gols na finalíssima da Libertadores. Mas, por incrível que pareça, ao bater na porta da glória, eis que o tricolor começou a despencar. Uma hora depois, chegou ao inferno com a defesa de Cevallos no pênalti mal cobrado por Washington. Jogou fora um ano em uma hora. Jogou fora o maior momento da história do clube.
Aliás, foi impressionante o despreparo emocional dos jogadores do Fluminense, desde o tempo regulamentar. Conforme o tempo ia passando, o time ia se encolhendo, sem conseguir mais agredir o adversário, até chegar no limite de ter um gol contra mal anulado e quase levar um gol no último minuto da prorrogação. Na disputa dos pênaltis, que não tem nada de loteria (desculpa para despreparados física, técnica e psicologicamente), era nítido o nervosismo dos tricolores. Thiago Neves caiu no conto do goleiro: demorou muito pra bater, dando motivo pro goleiro reclamar. Depois da cera, Thiago resolveu mudar o canto, fazendo exatamente o que o goleiro queria. O resultado não podia ser outro mesmo.
Agora o Flu vai ter que juntar os cacos numa tarefa razoavelmente complexa. Na lanterna do Campeonato Brasileiro, 16 pontos atrás do líder e 13 atrás do último integrante do G-4, vai encarar uma maratona de 8 jogos no mês de julho, toda quarta e domingo, contra adversários como Palmeiras, Cruzeiro, Internacional e o clássico contra o Vasco. E corre o risco de perder os Thiagos, Arouca, Dodô (para mim isso é reforço pro Fluminense), Gabriel...
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Reproduzo trecho do post do Urublog: “O mais certo pra se fazer é que os rubro-negros cuidem da sua própria vida e torçam para que o Flor reencontre seu rumo e volte logo pra disputar a Segundona, de onde estão foragidos desde 1999. Não acho bacana ficar rindo da derrota alheia, é uma atitude mesquinha e não condizente com nossa posição hegemônica na cadeia alimentar do futebol. Mas é perfeitamente justo e bom comemorar a manutenção e a continuidade do status quo do mundo que em que vivemos. Elas já tinham aviltado a Copa do Brasil, esculhambarem com a Libertadores seria trágico, o fim do mundo.” - Muhlemberg, Arthur. Urublog
O técnico da seleção brasileira de basquete, o espanhol Moncho Monsalve, fez em pouco tempo o que técnicos brasileiros não conseguem há pelo menos oito anos. Com menos de dois meses comandando o Brasil, Moncho percebeu que o verdadeiro ponto forte do time (e da atual geração) é o jogo de garrafão. Nunca tivemos uma geração tão prodigiosa na posição, uma vez que sempre privilegiamos alas, armadores e o modo de jogar americanizado.Lula Ferreira e Helio Rubens não tiveram a perspicácia (talvez qualidade?) para perceber que jogadores como Leandrinho Barbosa, Marcelinho Machado e Marcelinho Huertas deveriam dar suporte para o jogo de garrafão. São três jogadores de qualidade indiscutível, mas que não deviam dar o ritmo de jogo do time e sim jogarem para facilitar os pivôs, estes sim, os verdadeiros astros do time brasileiro. O resultado da teimosia (ou seria falta de visão?) é aterrador: há duas olimpíadas que sequer nos classificamos. É absurdo ter que aceitar que a provável geração mais talentosa da história do basquete brasileiro não se classifique para três Olimpíadas consecutivas.Jogadores do nível de Thiago Splitter, Rafael Baby, JP Batista, Murilo e Ricardo Probst estão treinando com a seleção para o Pré-Olímpico Mundial, que vai acontecer em Atenas neste mês de julho. Moncho ainda perdeu três jogadores importantes na posição, dois deles prováveis titulares do time: Nenê e Anderson Varejão (o terceiro é Paulão). Em vez de se lamentar, Moncho tratou de elogiar os que estão treinando com ele, aumentando a moral dos jogadores:- Aqui temos muito talento. O Brasil é o melhor país do mundo em pivôs.Não sei se é um exagero, até porque não sou especialista, muito menos técnico da seleção, mas se olharmos a convocação dos EUA, favoritíssimo ao ouro, com apenas Dwight Howard como pivô de ofício, talvez Moncho saiba o que está falando.O Pré-Olímpico Mundial será encardidíssimo. Grécia (que vai jogar em casa), Croácia, Alemanha (do craque Dirk Nowitzky, do Dallas Mavs), Eslovênia (de Rasho Nesterovic, do Toronto Raptors) e Porto Rico (de Carlos Arroyo, do Orlando Magic) vão estar na disputa com o Brasil por apenas 3 vagas. Certamente se qualquer destas seleções ganhar uma medalha em Pequim não será surpresa nenhuma.Apesar da dificuldade enorme e de todo o esforço que o bagunçado basquete brasileiro faz para se afundar cada vez mais, vou torcer muito pelo Brasil no Pré-Olímpico. O Moncho merece pelo menos isso.