segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Faltam 4 pro Hexa


Infelizmente (pelo menos para mim) o hexa referido do título do post não é do Flamengo. O São Paulo assumiu a ponta do campeonato no momento de decisão e, uma rodada depois, já colocou dois pontos na frente do segundo colocado. E, como já foi dito algumas vezes aqui neste espaço, é um time que não entrega jogo bobo (como o Flamengo é mestre em fazer). Como no sábado, quando foi pressionado pela Portuguesa no Canindé, levou bola na trave aos 47 do segundo tempo, com Rogério Ceni totalmente batido. Mas venceu o jogo, duríssimo, por 3 a 2, gol o gol da vitória marcado a 3 minutos do fim.

Mas antes que os gaúchos venham tacar pedras (ou chorar :P), não estou tirando o Grêmio do páreo. Principalmente depois da vitória maiúscula de ontem contra o Palmeiras, em São Paulo. O Tricolor Gaúcho, bastante desfalcado, principalmente na defesa, sufocou o adversário no campo de defesa alvi-verde, o que atordoou completamente o time paulista. Com a zaga reserva, o sempre criticado (com razão, diga-se) Celso Roth armou um esquema onde a principal defesa era o ataque. O fato patético da partida ficou a cargo do goleiro Marcos: depois de levar um frango ridículo, perdeu a calma e subiu para apoiar o ataque. Detalhe: fez isso pela primeira vez aos 29 minutos do segundo tempo. E é um goleiro experiente, campeão do mundo. Imagina o Bruno ou o Victor fazendo isso, o que não iriam falar...

Apesar de achar o São Paulo favorito ao título, acredito que a tabela final do Grêmio seja mais fácil do que a do São Paulo. Vejamos: Grêmio recebe o Coritiba, vai a Salvador pegar o Vitória, vai ao Vale do Aço enfrentar o Ipatinga e fecha o campeonato recebendo o Atlético-MG. Coxa, Leão Baiano e Galo já não têm mais o que aspirar no campeonato. Nenhum vai cair, nenhum vai pra Libertadores, provavelmente todos vão para a Sul-Americana. É o tipo de adversário bom para pegar na reta final. O Vitória não vence há seis jogos e ontem teve uma atuação medonha contra o Atlético-MG, no Barradão. O Ipatinga já deverá estar rebaixado na penúltima rodada. Dos quatro jogos, acredito que o Grêmio tenha plenas condições de vencer três e chegar a 72 pontos.

E os jogos do São Paulo? O bicampeão recebe na próxima rodada o penúltimo colocado, Figueirense. Jogo mole, certo? Os gremistas certamente não concordam. Depois vão a São Januário enfrentar o desesperado Vasco, jogo duríssimo. Time grande no desespero costuma se superar. Então recebe o Fluminense, também em desespero (mas com um time mais forte e em melhor fase do que o Vasco), no Morumbi. O São Paulo não tem grandes recordações do Flu em 2008. E fecha a última rodada contra o Goiás, no Serra Dourada. Dos times do meio da tabela, o Esmeraldino é o mais chato. Acho que o São Paulo vence o Figueira e perde pro Vasco. O jogo contra o Flu pode decidir o campeonato. Se o Tricolor carioca já estiver salvo, o São Paulo leva. Se não estiver, é imprevisível, mesmo no Morumbi.

Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo, na minha opinião, jogaram o campeonato pela janela (o Flamengo mais que os outros) e agora vão se debater por duas vagas na Libertadores. E olhem que interessante: domingo tem Flamengo x Palmeiras no Maracanã, enquanto o Cruzeiro vai ao Recife pegar o desesperado Náutico. São jogos onde tudo pode acontecer. No outro domingo, Cruzeiro x Flamengo no Mineirão e Palmeiras x Ipatinga no Parque Antártica (aqui o prejuízo é do Flamengo). Na penúltima rodada, Cruzeiro vai ao Beira-Rio pegar o Internacional, Palmeiras vai a Salvador contra o Vitória e o Flamengo recebe o Goiás no Maracanã. Desta vez o Flamengo fica numa posição melhor.

O campeonato fecha para estes três de modo sinistro. Flamengo vai a Curitiba pegar o Atlético-PR, desesperado e que sempre complica o Flamengo lá. O Cruzeiro recebe a Portuguesa, que vem jogando bem e pode precisar do resultado. O Palmeiras recebe o Botafogo, totalmente ressabiado com 2007, quando perdeu a vaga para o Cruzeiro ao ser derrotado em casa pelo arqui-rival da Raposa.

Fiz a simulação do Globoesporte.com e cheguei no seguinte resultado: 1º São Paulo, 2º Grêmio, 3º Flamengo, 4º Palmeiras, 5º Cruzeiro. Na rabeira, Portuguesa (17º), Náutico (18º), Figueirense (19º) e Ipatinga (20º).

Independente de qualquer tipo de previsão maluca, o bicho ainda vai pegar nesta reta final. O que você acha que vai acontecer? Quem vai levar o título? E as vagas para a Libertadores? E quem vai para a vala em 2009? Diga aí na caixinha de comentários!

domingo, 9 de novembro de 2008

Domingão de Masters Cup


Neste domingo começa a Tennis Masters Cup, desfecho da temporada profissional de tênis da ATP. A competição, realizada novamente em Shangai (para ferrar com os nossos sonos), é disputada entre os oito melhores tenistas da temporada. Na primeira fase os jogadores são divididos em dois grupos de 4 e jogam entre si no sistema round-robin. É o único torneio que derrota não tira o jogador do campeonato antes da semifinal. Os dois primeiros de cada grupo se classificam para a semifinal, onde o primeiro do Grupo Vermelho enfrenta o segundo do Grupo Ouro e vice-versa.

A temporada de 2008 foi um tanto estranha. Roger Federer perdeu, depois de mais de quatro anos, o título de Wimbledon (seu torneio preferido) e o posto de número 1 do mundo para Rafael Nadal. Mas o espanhol não vai disputar a Masters Cup. Está contundido e corre inclusive sério risco de não participar da final da Copa Davis, no fim do mês. Nada que tire dele o primeiro lugar do Ranking de Entradas e da Corrida dos Campeões.

Para aumentar a estranheza, vejamos o grupo Vermelho do Masters: Roger Federer (1041 pontos na Corrida) encabeça, junto com o escocês Andy Murray (3), o americano Andy Roddick (5) e o francês Gilles Simon (8), classificado no apagar das luzes, beneficiado pela desistência de Nadal. E o que tem de estranho nisso? É que Federer está em desvantagem no confronto direto contra TODOS eles em 2008. Simon o venceu em Toronto. Murray ganhou dois de três jogos, apesar de ter perdido o mais importante, a final do US Open. Até mesmo o freguezaço Roddick o venceu na única vez em que se enfrentaram em 2008, em Miami. Quando foi a última vez que você viu Federer entrar em um torneio com este retrospecto negativo? Mesmo com esta desvantagem, acho que Federer leva o grupo, com Murray em segundo.

O Grupo Ouro conta com o sérvio Novak Djokovic (2), o russo Nikolay Davydenko (4), o francês Jo-Wilfried Tsonga (6) e o argentino Juan Martin del Potro (7). Aqui a disputa será mais ferrenha. O Muhammad Ali Tsonga vem embalado pelo título no último Masters Series do ano, vencendo em casa o argentino David Nalbandian. Já del Potro faz uma grande temporada. E Djokovic é o favorito para levar o grupo. Neste bolo acho que sai o Tsonga em segundo. Del Potro está guardando o gran finale para a Davis. Aguardem!

Nas semifinais teríamos Federer x Tsonga e Djokovic x Murray. Federer passa pelo francês, mas a outra partida é imprevisível. Djokovic caiu de produção no segundo semestre e Murray vem crescendo demais. Aposto em Murray, mas não será fácil.

E na grande final, Roger Federer x Andy Murray. Será a chance de Federer empatar os confrontos diretos em 2008. E a chance de Andy vingar a derrota avassaladora na final do US Open. Mas acho que Federer vai mostrar porque consegue tirar coelhos da cartola em momentos adversos e vai papar o penta da Masters Cup, igualando-se ao lendário Pete Sampras.

Para não deixar passar em branco, uma recordação. Foi na Masters Cup que vi Gustavo Kuerten fazer o jogo da vida dele, em 2000, quando o torneio foi disputado em Lisboa. Guga estreou perdendo para Andre Agassi, sofreu uma contusão na partida, mas se recuperou. Venceu Magnus Norman (número 2 na época), Yevgeny Kafelnikov (que havia eliminado Guga das Olimpíadas), passou por Sampras na semifinal e reencontrou Agassi na final, quando deu uma escovada por 3 a 0, com triplo 6/4, sem dar chances para o americano. Foi o primeiro e único a vencer Pete Sampras e Andre Agassi em um mesmo torneio. E isso tudo em uma quadra rapidíssima, coberta, com piso de carpete, combinação onde Guga nunca se sentiu confortável. Ali ele se tornou o número 1 do mundo. Inesquecível!

sábado, 8 de novembro de 2008

A semana na NBA


Caramba, fiquei uma semana sem muito tempo para novidades que me passou desapercebido uma transação bombástica na NBA. O Detroit Pistons mandou para o Denver Nuggets o armador Chauncey Billups, o ala-pivô Antonio McDyess e o calouro senegalês Cheikh Samb em troca do armador 9 vezes participante do All Star Game, Allen Iverson. Acho que foi uma troca boa para o Denver, que terá uma equipe mais consistente e mais experiente. Billups deverá fazer o jogo de Carmelo Anthony crescer e Melo voltará a ser a estrela maior da equipe. Iverson joga muito para si, o que não combina com o estilo de jogo solidário do Pistons. Mas, pelo que se especula nos EUA, o Detroit fez esta troca para baixar seu teto salarial para 2009-2010 - já que Iverson vira free agent no fim da temporada - e poder investir em LeBron James, que também vira free agent ao final do campeonato. Aí, malandro, o Pistons ficaria bem indigesto.

Iverson estreou ontem contra o New Jersey Nets, fora de casa. Com a camisa 1 que era de Billups, o bad boy jogou bem, fez 24 pontos e deu 6 assistências, mas foi ofuscado por Devin Harris, cestinha do Nets e da partida, com 38 pontos. O Nets venceu por 103 a 96, marcando a primeira derrota do Detroit na competição.

De volta à terra natal, Billups estreou com melhor sorte em Denver. O Nuggets, com Nenê como titular, recebeu o Dallas Mavercks e venceu por 108 a 105. Billups anotou 15 pontos, 4 rebotes e 3 assistências, em 30:15min em quadra. O grande nome da partida foi Carmelo Anthony, com 28 pontos, 8 rebotes e 6 assistências. O pivô Nenê foi o jogador que mais passou tempo em quadra pelo Denver, com 35:58min, 19 pontos, 7 rebotes e 2 tocos. Ainda teve uma roubada de bola fundamental, faltando 12 segundos para o fim, com o Denver vencendo por apenas 2 pontos. Na quarta-feira já havia sido o homem do jogo, marcando 19 pontos e catado 15 rebotes na derrota para o Golden State Warriors. Com belas médias de 15,8 pontos e 8,4 rebotes por partida, o brasileiro vem mostrando que superou o problema com o tumor.

Na quinta-feira, uma partida antológica em Portland. Num jogo que teve prorrogação, o que chamou atenção foram incríveis três mudanças de liderança no placar em apenas dois segundos! O Portland Traiblazers passou 2 pontos na frente quando Brandon Roy acertou uma bola faltando 1s9 para o fim da prorrogação. Na reposição, o gigante chinês Yao Ming recebeu ao lado do garrafão, girou, fez a cesta e sofreu falta. No lance de bonificação, colocou o Houston Rockets na liderança por um ponto, a oito décimos do final do jogo. Tempo pedido pelo Blazers. Quando o jogo parecia resolvido, Roy recebeu o lateral no meio da quadra e só teve tempo de virar e lançar o pombo sem asa dali mesmo. Cestaça e milagre consumado: Portland 101 x 99 Houston, resultado que tirou a invencibilidade do Rockets (veja abaixo o vídeo da façanha). Daqueles lances que fez o jornalista Armando Nogueira dizer que "o basquete é um esporte criado por Deus e administrado pelo Diabo". Outro fato interessante é que Roy não vinha jogando bem, havia cometido a falta no chinês no lance anterior e estava desapontado por se tornar o vilão do jogo. Pediu para o armador Steve Blake lhe dar a última bola do jogo e se redimir. O fez em grande estilo, como um craque faz. Brandon Roy, atual Rookie Of The Year, tem um grande futuro pela frente.




Liderado pelo armador Mike Bibby, o surpreendente Atlanta Hawks (4-0) pelo Leste e os óbvios Los Angeles Lakers (4-0) e Utah Jazz (5-0), no Oeste, são os únicos invictos até o momento na NBA. Do outro lado da tabela, Washington Wizards (0-4) e Los Angeles Clippers (0-6) são as únicas equipes que ainda não venceram. Vale também destacar o péssimo início do San Antonio Spurs, com uma vitória em cinco partidas, mas desfalcado de Manu Ginóbili, contundido. Para piorar o panorama, Tony Parker torceu o tornozelo na última partida e fica de molho por duas semanas.