Vou fazer uma propaganda de um blog muito interessante. Não é por ser de um amigo meu, mas realmente o e-Corredor é muito bom. Além de ter um visual excelente, é completo e certamente pode ser uma fonte de informação e ajuda pro pessoal que gosta de correr (atletismo, não automobilismo). Já está devidamente adicionado à lista de blogs recomendados aqui do Arquiba.
O Betinho, grande rubro-negro, foi meu vizinho por uns dezoito anos, em Laranjeiras. Depois eu me mudei, ele também. Voltamos a nos esbarrar quando ele entrou na musculação na mesma academia que eu malho. Descobriu os prazeres da corrida em 2006 e desde então nunca mais parou. Hoje ele treina com a Márcia Ferreira, ex-triatleta do mais alto nível.
Vida longa ao e-Corredor!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Pelé, versão feminina

Ontem a FIFA realizou seu evento anual de premiação dos melhores jogadores da temporada, o FIFA World Player Gala 2008. Foram divulgados os melhores do mundo no futebol masculino e feminino, futebol de areia e futsal. E em todas as categorias quem brilhou foi a Última Flor do Lácio. Pela primeira vez na história da premiação, todos os agraciados falam a nossa língua pátria. O português Cristiano Ronaldo e a brasileira Marta venceram no futebol, o português Madjer venceu na areia e o brasileiro Falcão papou o premio do futsal.
Todos conforme previsto. Falcão e Madjer já estavam escolhidos. Tanto no futsal quanto no futebol de areia, o melhor da temporada em anos de Copa do Mundo é o melhor da Copa. No futebol também não houve surpresa, apesar do clima de suspense que tentaram criar. Pelo menos nestas últimas os vencedores saíram de uma votação baseada em toda a temporada e não apenas pela atuação em uma competição. Entre os homens, Cristiano Ronaldo obteve a expressiva pontuação de 935, contra 678 do argentino Lionel Messi, segundo colocado, 203 do espanhol Fernando Torres, o terceiro, 183 do brasileiro Kaká, o quarto e 155 do também espanhol Xavi Hernandez.
Mas o objetivo do post não é falar de Cristiano Ronaldo, Madjer ou Falcão, todos merecedores dos prêmios. Nem de Lionel Messi, apontado por muitos como já merecedor do título. Tampouco de Kaká, o melhor do mundo na minha opinião (mas que realmente teve uma temporada mais fraca que Messi e Cristiano).
Fico impressionado quando vejo a Marta em ação. É incrível a diferença técnica entre ela e todas as demais jogadoras de futebol profissional feminino no mundo inteiro. E a diferença acabou registrada em votos: Marta levou o prêmio com incríveis 1.002 pontos, ficando muito à frente da alemã Brigitte Prinz (328), da conterrânea Cristiane (275), da goleira alemã Nadine Angerer (198)e da inglesa Kelly Smith (150). Um verdadeiro massacre.Infelizmente não tive o prazer de ver o Pelé jogar ao vivo. Vi alguns tapes, muitos "melhores momentos" e documentários, principalmente Isto é Pelé e Pelé Eterno. Mas não é o suficiente para captar todo o potencial do maior jogador da história. Já com Marta está sendo diferente. Vi todos os jogos das Olimpíadas de Atenas e Pequim, assim como a Copa do Mundo de 2007, na China, e alguma coisa do Mundial sub-20 de 2004, na Tailândia.
Marta levou o prêmio de melhor do mundo pela terceira vez seguida, empatando com Prinz como as maiores vencedoras da história. Ficou ainda em terceiro em 2004 e segundo em 2005. E tem apenas 22 anos. Salvo se alguma jogadora evoluir muito (ou Marta se contundir seriamente), não vejo motivo para ela perder o posto pelos próximos cinco anos, no mínimo, tamanha a diferença técnica entre ela e as demais mortais. Cristiane e Prinz fariam um duelo de foices pelo prêmio, se o mesmo fosse dado apenas a jogadoras deste planeta.
Mas nem tudo são flores no futebol feminino brasileiro. Uma coisa me preocupa bastante. Estamos desperdiçando a oportunidade que temos de ver um segundo Pelé em ação. A situação do futebol feminino é lamentável, totalmente indigno de Marta, Cristiane e de todas as outras guerreiras que envergam a camisa amarela e defendem o país mundo afora. Não existe calendário, competições oficiais, nada. A CBF parece ignorar as meninas e, até por conta disso, os clubes também. Em 2008, depois de duas pratas olímpicas e uma mundial, resolveu fazer uma Copa do Brasil. Juntou 32 times, num campeonato que não durou nem um mês. Fora isso, somente ações isoladas de alguns abnegados.
Marta, pessoalmente, não tem do que reclamar, pois será a estrela do campeonato profissional que os EUA estão remontando em seu país. Cristiane também vai jogar lá, assim como Prinz e outras estrelas mundiais. Mas ela, apesar de tão nova, tem ciência da responsabilidade de ser a craque do país do futebol (masculino) e tornou-se uma espécie de porta-voz do futebol feminino no Brasil. A menina de origem humilde, nascida no interior de Alagoas, hoje é a estrela do futebol mundial. Foi por causa dos resultados de Marta e de suas companheiras que o Brasil passou a prestar mais atenção no futebol feminino.
Já desperdiçamos Gustavo Kuerten no tênis. Fizemos o mesmo com Oscar no basquete. Será que Marta não poderá deixar um legado para um séquito de seguidoras? Ou, pior, será que o legado dela será aproveitado pelas americanas? Deixo então uma pequena mostra do talento da Marta, para que os dirigentes pensem no que estão fazendo.
Categorias:
Futebol,
Futebol de Areia,
Futsal
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
A caminho do Super Bowl
Como o Gustavo Barretto, titular do Arquibancada Digital em assuntos de futebol americano, tem ficado ocupado para postar, tomei a liberdade de escrever sobre os playoffs da NFL, que estão pegando fogo. Não tenho a mesma envergadura moral que o titular, mas tentarei não fazer feio.Neste final de semana conhecemos os quatro times que farão as finais de conferência da liga. E quase vimos todos os times que ficaram de bye na primeira rodada de fora. Com as derrotas de Tennessee Titans (AFC #1), Carolina Panthers (NFC #2) e New York Giants (NFC #1), apenas o Pittsburg Steelers (AFC #2) salvou a honra dos cabeças-de-chave e virou o meu favorito a conquistar o Super Bowl, para se tornar o único time com seis títulos, deixando Dallas Cowboys e San Francisco 49ers para trás.
No sábado, o Baltimore Ravens (6) não se intimidou por enfrentar o time de melhor campanha da temporada regular (13-3), venceu o Titans fora de casa, num jogo duríssimo, onde as defesas se destacaram. O quarterback Joe Flacco, que jogou mal na primeira rodada contra o Miami Dolphins, na semana passada, conseguiu se redimir em grande estilo: foi escolhido o craque do jogo (161 jardas lançadas, um TD e nenhum turnover) e fez história, ao se tornar o primeiro calouro titular na posição a vencer dois jogos de playoffs na temporada de estréia na NFL. Por outro lado, o Titans sentiu muita falta do seu calouro Chris Johnson, que foi a estrela ofensiva da primeira metade do jogo, mas se contundiu no segundo quarto e não voltou. Mas, na minha opinião, o grande nome da partida foi Ray Lewis, um dos melhores linebackers de todos os tempos, que liderou a poderosa defesa do Ravens, que forçou o adversário a cometer três turnovers fundamentais, dois deles na red zone. O Titans mostrou que, em playoffs, os erros decidem a parada: o time teve maior posse de bola, avançou mais jardas (391 contra 211) e conseguiu mais first downs, mas sucumbiu com os erros (dois fumbles e uma interceptação). O time de Baltimore venceu por 13 a 10, com Matt Stover marcando um field goal de 41 jardas faltando pouco mais de 50s para o final do jogo. Um dado curioso deste confronto: foi a terceira vez que aconteceu nos playoffs, sempre com o visitante levando vantagem.
Mais tarde , ainda no sábado, o Arizona Cardinals (6) chocou os fãs do esporte ao surrar o Panthers, em Charlotte, onde o time ainda não havia sido derrotado, por 33 a 13. A equipe ainda largou a pecha de time que não vence no Leste, depois de cinco derrotas em igual número de jogos. O quarterback do Panthers, Jake Delhomme, aniversariante do dia, colaborou com a vitória dos Cardinals, ao ser interceptado cinco vezes, enquanto seu adversário, Kurt Warner, lançou para dois TDs. Delhomme completou apenas metade de seus 34 passes e lançou apenas um TD. O Cardinals, que chegara desacreditado aos playoffs, começou de modo arrasador e já vencia por 27 a 7 na metade do jogo. Agora o time, que tem o segundo melhor ataque aéreo da liga, ganha moral para tentar se tornar o segundo time número 6 na história a vencer o Super Bowl. Apenas o Steelers, em 2005, conseguiu tal feito. Esta vai ser a primeira final de conferência da história do Arizona Cardinals.
No domingo, o atual campeão New York Giants caiu diante do Philadelphia Eagles, que teve uma grande atuação, principalmente no segundo tempo. Destaque para o touchdown conseguido na virada do último quarto, numa jogada linda de play action, quando o quarterback Donovan McNabb fingiu que deixaria a bola com o fullback Dan Klecko, fintou a defesa e encontrou Brent Celek sozinho na end zone. Diferente do adversário, o QB do Giants, Eli Manning, teve uma atuação fraca, sendo interceptado duas vezes e lançando apenas 169 jardas. Amplamente dominante na segunda metade da partida, o Eagles marcou 13 a 3 neste período, sendo 10 a 0 apenas no último quarto. O time tenta repetir nesta temporada a trilha feita pelo próprio Giants na temporada passada, quando chegou aos playoffs como azarão e levantou o título, depois de bater o favorito na final. Agora o Eagles que é apontado por alguns especialistas como favorito ao título e vai enfrentar o Arizona, fora de casa, na final da NFC. É a quinta participação do time na final da NFC nos últimos oito anos.
No último jogo da rodada o Steelers venceu com autoridade por 35 a 24 o San Diego Chargers (6), que já havia eliminado o Indianapolis Colts do genial quarterback Peyton Manning. O QB do Steelers, Ben Roethlisberger, teve uma grande atuação e liderou o time à vitória, que não pareceu ameaçada em momento algum do jogo. Mas o grande nome da partida foi o running back Willie Parker, com 27 corridas, 146 jardas cobertas e dois TDs. O Chargers abusou das jogadas de passe (foram apenas 15 jardas em jogadas terrestres). Apesar do QB Phillip Rivers ter jogado muito bem (21 passes completados em 35, 308 jardas e três TDs), o time ficou marcado. O ataque do Pit deu um alento para sua torcida, já que vinha tendo dificuldades contra as melhores defesas. Bom sinal, pois vão enfrentar o paredão do Ravens na final da AFC.Na semana que vem o Ravens pega o Steelers na final da conferência americana, enquanto o Cardinals recebe o Eagles, decidindo a conferência nacional. Os vencedores decidem o Super Bowl no dia 1º de fevereiro, em Tampa Bay, na Florida.
Será que Flacco se tornará o primeiro QB titular calouro a alcançar o Super Bowl? O ataque do Arizona continuará fazendo estragos? O Philadelphia vai confirmar o favoritismo? O Pittsburg vai se isolar na liderança de títulos? Deixe seu palpite na caixinha de comentários.
Categorias:
Futebol Americano,
NFL
Assinar:
Postagens (Atom)