segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Decididos os times para o Super Bowl

Por Gustavo Barretto

No domingo passado (18/01) as finais de conferência decidiram os grandes finalistas do Super Bowl que será realizado no próximo dia 1o. de fevereiro em Tampa Bay, na Florida.

No primeiro jogo do dia, o Arizona Cardinals recebeu o Philadelphia Eagles e, surpreendendo os especialistas, venceu por 35 x 27, conquistando o título da NFC após 61 anos de jejum, quando a equipe ainda tinha sede em Chicago. Curiosamente o adversário na ocasião foi o mesmo Philadelphia Eagles.

O Arizona entrou forte e, com fantástica atuação do WR Larry Fitzgerald, sem dúvida o melhor da NFL na atualidade, que terminou a partida com três TDs e 152 jardas recebidas (seus companheiros de equipe somados receberam 137 jardas e um TD) e do Safety Adrian Wilson (7 tackles solo, 2 sacks e um fumble forçado), o Arizona saiu vencendo o primeiro tempo por 24 x 6.

No 3o quarto, com grande atuação do QB Donovan McNabb, que terminou a partida com 375 jardas passadas, 3 TDs e uma INT, bem como da defesa, que permitiu o adversário avançar apenas uma mísera jarda no quarto, a equipe encostou no placar 24 x 18. No derradeiro período virou para 25 x 24, numa virada histórica. Mas, para desespero do torcedor da Philadelphia, a 3 minutos do fim o TD do RB Tim Hightower e a conversão de 2 pontos do TE Ben Patrick deram números finais à partida.

O Cardinals conquista um título que não acontecia desde que a equipe tinha sede em Chicago, no longínquo ano de 1947. No Super Bowl, o QB Kurt Warner e WR Larry Fitzgerald novamente enfrentarão a desconfiança dos críticos, que não acreditam numa equipe que só foi aos playoffs por estar na pior divisão da história da NFL e certamente colocarão o Cardinals como zebra. Na minha humilde opinião, não existe zebra em Super Bowl, uma das equipes normalmente é apontada como favorita, mas não será surpresa ver a outra vencer. Seria desprezar os méritos que levaram a equipe tão alto.

O Eagles, que desde 2000 só não foi aos playoffs em 2005 e 2007, inexplicavelmente só chegou ao Super Bowl na temporada 2004-2005, quando perdeu para o Patriots num jogaço. Sempre dono de um plantel poderoso, acaba sucubindo nos playoffs. Desta vez a contusão de boa parte da linha ofensiva pode ser apontada como a principal causa do novo fracasso. O espetacular RB Brian Westbrook, sem seus principais bloqueadores, correu apenas 45 jardas contra o Cardinals, 36 contra o Giants e 38 contra o Vikings. Somou 119 jardas em todos os jogos dos playoffs, marca que ele costuma fazer em uma partida. Mas, nos outros anos, resta saber o que acontece com o Eagles nos playoffs. A fama de amarelões vem se tornando o principal adversário da equipe.

Na outra partida, um belo duelo de defesas e big hits marcaram o confronto entre Pittsburg Steelers e Baltimore Ravens. O Steelers começou bem o drive mas, ao entrar no campo de defesa do Ravens, percebeu que entrar na End Zone seria complicado e teve que se contentar com um FG do K Jeff Reed. Depois do drive inicial, aconteceu o que se esperava: as defesas dominando e as equipes trocando punts até a primeira interceptação do QB Joe Flacco, colocando os Steelers no campo de ataque. Novamente a defesa do Ravens segurou (o Steleers chegou a ter um TD marcado pela arbitragem, mas o replay mostrou que o WR não segurou a bola ao descer na End Zone) e novamente a equipe da casa marcou um FG, aumentando a vantagem pra 6 x 0. O Steelers, ainda no primeiro quarto, chegou ao campo de ataque, mas LB Ray Lewis forçou de forma espetacular um fumble do RB Willie Parker e a bola voltou para o Baltimore. E as equipes voltaram a trocar punts até o fim do quarto.

No início do segundo quarto, aproveitando um escorregão do seu marcador, WR Santonio Holmes recebeu um passe no meio de campo e correu ate a end zone, marcando um TD pro Steelers, com XP convertido e 13 x 0 pra equipe da casa. As equipes voltaram a trocar punts e num deles o Safety e Retornador Jim Leonhard, do Ravens, fez um retorno espetacular, sendo parado a apenas 17 jardas da end zone. Três jogadas, TD do RB Willis McGahee e esse foi o placar da primeira etapa.

O terceiro quarto foi marcado novamente por punts, sendo que o ataque do Steelers conseguia bons drives até chegar no campo do Ravens e gastava o relógio, mas o excelente trabalho da defesa adversária só permitiu um FG, que deixou o placar em 16 x 7. A inoperância do ataque do Ravens e o excelente trabalho da melhor defesa da NFL davam tranquilidade ao torcedor da casa, que sabiam que dificilmente uma virada aconteceria.

Mas no inicio do 4o quarto, finalmente o ataque do Ravens apareceu. O time de retorno colocou a equipe no meio de campo, um bom drive com passes rápidos e jogadas No-Huddle (o QB instrui sua equipe com os jogadores formados através de códigos), a equipe chegou na Red Zone adversária pela segunda vez na partida. Uma falta deixou a equipe a uma jarda da End Zone e novamente RB Willie McGahee marcou um TD, marcando 16 x 14 e um jogo aparentemente ganho ficou apertardo. A defesa fez seu trabalho e o Steelers devolveu a bola através de um punt. Demonstrando que o último drive fora anormal, QB Joe Flacco completou sua péssima atuação com uma interceptação retornada para TD pelo excelente Safety Troy Polamalu, dando números finais ao jogo (23 x 14). Depois lançou outra para o Safety Tarone Carter e aí foi só festa em Pittsburgh.

O Steelers vai ao Super Bowl como favorito para se tornar o maior vencedor da história, deixando Dallas Cowboys e San Francisco 49ers pra trás. Sua defesa é simplesmente fantástica, o bom jogo corrido e a subida de produçao da linha ofensiva e do QB Big Ben Roethlisberger nos playoffs reforçam o favoritismo. Por sua vez, os times de punt e kickoff não tem ido bem e podem ser o Calcanhar de Aquiles na final. Outro ponto é o excesso de favoritismo, a equipe tem que lembrar que precisa ganhar em campo.

Apesar da derrota, a temporada foi excelente para o Ravens. Primeiro porque ninguém esperava tanto do time. Depois, que o ataque deu sinais de vida. Apesar de não ter sido brilhante, bons números foram conseguidos com um QB calouro, que tem muito que aprender. O torcedor do Ravens só espera que o aprendizado não seja tão longo, afinal Ray Lewis, Ed Reed e companhia um dia vão ter que parar, já não são garotos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Estaduais: Campeonato Carioca 2009

A 104ª edição do Campeonato Carioca de Futebol começa no sábado, dia 24. Como em 2008, são 16 times na disputa, divididos em dois grupos de 8. Mas, diferente do ano passado, os times grandes serão obrigados a jogar fora de casa, pelo menos nos estádios aprovados pela FERJ. Forçá-los a jogar fora talvez ajude no equilíbrio entre as forças. Mas jogar em Édson Passos, Volta Redonda e Saquarema certamente não será boa coisa do ponto de vista financeiro para os combalidos cofres dos clubes.

Mas vamos nos ater ao âmbito esportivo, mais pra frente eu abro uma discussão sobre a validade de disputar estaduais. O Grupo A contará com Vasco, Fluminense, Americano, Duque de Caxias, Tigres, Cabofriense, Madureira e Resende. O Grupo B terá o Flamengo, Botafogo, Macaé, Volta Redonda, Mesquita, Bangu, Boavista e Friburguense.

Na primeira fase, Taça Guanabara, os times jogam entre si nos grupos, em turno único. Os dois melhores se classificam para a semifinal, onde o primeiro do A enfrenta o segundo do B e o primeiro do B pega o segundo do A. Os vencedores fazem a final da Taça GB em jogo único. Na segunda fase, Taça Rio, o regulamento é o mesmo, com a diferença que os grupos se cruzam.

O Flamengo, que busca o quinto tricampeonato estadual (feito inédito), além do 31º título da história (também inédito, para assumir a liderança isolada), foi o time que menos contratou. Em compensação foi o que menos perdeu jogadores. Manteve a boa base de 2008, que ficou em quinto no Campeonato Brasileiro. Trouxe o técnico Cuca, vice com o Botafogo em 2007 e 2008, para tentar arrumar a casa. Dispensou Jailton, perseguido pela torcida. A maior contratação foi o meia Zé Roberto, que chega para vestir a camisa 10, que ficou largada desde a saída de Renato Augusto. É uma contratação de risco: Zé Roberto é conhecido tanto pelo belo futebol que apresentou desde o Vitória, quanto por deixar lembranças amargas nas torcidas, pelo péssimo comportamento. Cuca dá sinais que vai fazer o time jogar pra frente, como é seu gosto, escalando Airton como terceiro zagueiro (ou primeiro volante, dependendo da formação), Ibson, Kléberson e Marcelinho Paraíba no meio. Um meio-campo de respeito, capaz de tirar dos laterais a sobrecarga de armar as jogadas ofensivas do time, formado por jogadores polivalentes, como gosta o técnico. Ainda acredito que os melhores reforços podem vir de dentro do clube, com Jônatas, Fierro e Everton, que devem ser mais bem aproveitados por Cuca. Como ponto negativo, a indigência técnica do ataque. O clube vendeu Diego Tardelli e vai contar com Obina, Josiel, Vandinho, Maxi, Paulo Sérgio e Kayke. É pouco. O clube tenta a contratação do atacante Mota, que jogou bem no Cruzeiro em 2003 e é artilheiro na Coréia. Mas, convenhamos, jogar bem no Cruzeiro do Luxemburgo, com o Alex no auge da forma, Aristizabal e Deivid jogando o que nunca jogaram, facilita muito. Ser artilheiro na Coréia então... Em compensação, a defesa, ponto fraco de Cuca no Botafogo, não será problema no Flamengo. O time manteve a mesma base sólida que vem jogando há anos.

Diferente do Flamengo, o Botafogo mudou demais para 2009. A começar pelo presidente, depois do fim do mandato de Bebeto de Freitas. Simplesmente 14 jogadores deixaram o clube e outros 10 vieram. O clube enxugou a folha salarial, montou um time sem grandes nomes, mas que pretende tirar a hegemonia do Flamengo. Renovou com o ótimo técnico Ney Franco. A principal contratação foi o atacante Reinaldo, revelado pelo Flamengo, que estava na Europa, que joga fácil em qualquer time do Rio. O zagueiro Juninho voltou, depois de um ano encostado no São Paulo. O clube aposta em Maicosuel, eterna promessa contratada junto ao Palmeiras, e em Lucas Silva para armar a equipe. Leandro Guerreiro e Tulio Souza devem trabalhar na proteção à defesa, onde Fahel disputa uma posição. Teco e Wellington devem formar a zaga, com o apoio de Juninho. Depois de montar um time com Lucio Flavio, Zé Roberto, Carlos Alberto e Dodô, pode parecer pouco. Mas acredito que o Botafogo vai disputar o título com o Flamengo. O fato de estar desacreditado pode ajudar o time, que vai perder um tempo que o Flamengo não vai para dar padrão ao novo time.

O panorama nas Laranjeiras é de muita confiança para 2009. O patrocinador botou a mão no bolso e reforçou bastante o Fluminense. Perdeu jogadores importantes, como Thiago Silva, Washington, Arouca e Junior Cesar. Mas tentou repor no mesmo nível, trazendo Leandro Amaral (desta vez sem problemas judiciais), Leandro (lateral que fez um bom Brasileiro no Palmeiras), o meia Leandro Bonfim (que estava no Vasco, chega para dividir a responsabilidade da armação com o argentino Conca), o atacante Roger (ex-São Paulo e Ponte Preta), os volantes Diguinho (ex-Botafogo) e Jailton (ex-Flamengo). Acho que só Thiago Silva fará falta. O clube ainda sonha contratar o atacante Fred, que joga no Lyon. Montou um time competitivo, dentro da realidade do mercado nacional. Não sei se terá tempo para deixar o time pronto para levar o título estadual, já que o Carioca é um campeonato de tiro curto, mas deverá ser um candidato aos primeiros postos no Campeonato Brasileiro. Como em 2008, o time começa aparentando ser forte, mas precisará mostrar em campo, para não correr o risco de passar um ano de altos e baixos, como foi o anterior.

O Vasco terá um ano bem diferente dos demais. Pela primeira vez vai disputar a Série B do Campeonato Brasileiro. Começou a temporada da busca pela dignidade perdida muito bem, ao contratar o ótimo técnico Dorival Junior, trabalhador e competente. Mas fez duas contratações de risco, ao trazer Leo Lima e Carlos Alberto. Quem acompanha a pré-temporada do clube diz que ambos estão querendo jogo. Acho Leo Lima um jogador fraco, mas Carlos Alberto, motivado e com a cabeça no lugar, tem tudo para ser o craque do time. Certamente não é grande coisa, mas o time atual é melhor do que o que envergonhou a torcida, ao ser rebaixado no Brasileiro. Pela pressão do rebaixamento, o clube começa atrás dos demais. Acho que não disputará o título (o time é, dentre os grandes brasileiros, o que está há mais tempo sem ser campeão, desde 2003), mas deverá conseguir seu principal objetivo no ano, que é retornar à elite do futebol brasileiro.

Acho que Flamengo e Botafogo novamente decidirão o título. E também acredito que o Flamengo conquistará o penta tri. Mas tudo pode acontecer!

E você, o que espera para o Carioca? Quem será o campeão? Diga aí na caixinha de comentários e não deixe de votar na enquete do blog.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Estaduais: Campeonato Gaúcho 2009

Briga de foice no Campeonato Gaúcho de 2009. De um lado o Grêmio, vice no Campeonato Brasileiro. Do outro o Internacional, campeão da Sulamericana. No meio deles, mais 14 times, que serão divididos em dois grupos. No Grupo 1, o Colorado terá Juventude, Avenida, Esportivo, Veranópolis, Brasil de Pelotas (apesar da tragédia), Novo Hamburgo e Inter de Santa Maria. No Grupo 2 temos o Grêmio, Caxias, Santa Cruz, Ypiranga, Ulbra, Sapucaiense, São José e São Luiz. No primeiro turno os times enfrentam adversários do outro grupo, com os quatro primeiros se classificando para um mata-mata em jogo único, até definir o campeão. No segundo turno, mesmo regulamento, com a diferença que os clubes jogam dentro do grupo. Os campeões de cada turno decidem o Campeonato em dois jogos finais. Se o mesmo clube vencer os dois turnos, será campeão sem precisar disputar a final. Os dois últimos na classificação geral, ao final dos dois turnos, serão rebaixados.

Mais do que o São Paulo, na minha opinião o time a ser batido em 2009 no Brasil é o Internacional. O Colorado, que vem mordido depois de ter desperdiçado a chance de jogar a Copa Libertadores no ano do centenário, montou um time fortíssimo para ganhar tudo em 2009. Além de ter mantido a base poderosa, que conta com os argentinos Pablo Guiñazu - jogador que marca como volante e sai para o jogo como um meia - e Andrés D'Alessandro, o meia Alex, melhor jogador em atividade no Brasil (na minha modesta opinião) e o atacante Nilmar, o técnico Tite recebeu o goleiro Michel Alves (ex-Juventude), o meia Guiliano (Paraná) e os laterais Kleber (ex-Santos, para enfim deixar o enganador Gustavo Nery no banco) e Marcelo Cordeiro (ex-Vitória). Para completar, ainda terá à disposição a categoria de base, que vem revelando grandes valores nos últimos anos. Daniel Carvalho voltou para o CSKA. Sem dúvidas é um elenco forte, versátil e com fome de títulos. Com um time assim, o Inter é sempre alvo das famigeradas janelas de transferência. Mas se passar incólume pela de janeiro e a do meio do ano, tem tudo para transformar o ano do centenário em festa para a torcida.

O Grêmio começou o ano cheio de dúvidas, quando ninguém esperava muito do time. Mas terminou 2008 em alta, com o vice-campeonato brasileiro, depois de ter liderado boa parte do campeonato. Com a classificação para a Libertadores, a responsabilidade para 2009 aumenta. O clube manteve a base que deu certo no ano passado e reforçou o elenco com peças que tornarão o time apto a disputar para vencer todas as competições que entrar. Boas contratações chegaram, como a dupla de atacantes Jonas, que fez um belo campeonato brasileiro na Portuguesa (na verdade ele volta de empréstimo), e Alex Mineiro, que veio do Palmeiras. Além deles, o clube ainda contratou o zagueiro Rafael Marques (ex-Goiás), os laterais Ruy (que estava no Náutico), Fábio Santos (ex-Santos) e Jadílson (ex-Cruzeiro), além do volante Diogo (Figueirense). O Tricolor ainda conta com os garotos da base, especialmente o meia Mithyuê, que, aos 18 anos, deixou uma carreira de futuro estrelato no futsal para tentar a sorte no campo. Ou seja, mesmo perdendo os bons Rafael Carioca (saiu para o Spartak) e Felipe Mattione (foi pro Milan), o técnico Celso Roth tem uma bela base para encarar o duro ano de 2009.

Apontar um campeão no Gaúcho é uma tarefa ingrata. O Grêmio quer apagar a má impressão do ano passado, quando foi eliminado precocemente. Mas o foco na Libertadores pode atrapalhar. Na minha opinião o Inter é o favorito (apesar de torcer pro Grêmio levar). E o seu?

Estaduais: Campeonato Mineiro 2009

Doze clubes iniciam no domingo, 25 de janeiro, a disputa do Campeonato Mineiro de 2009. América, Atlético, Cruzeiro, Democrata-GV, Guarani, Ituiutaba, Rio Branco, Social, Tupi, Uberaba, Uberlândia e Villa Nova jogam em turno único, quando os oito melhores se classificam para o mata-mata decisivo, em jogos de ida e volta. Nas quartas-de-final, o primeiro enfrenta o oitavo, o segundo pega o sétimo e assim por diante. Os dois últimos da primeira fase serão rebaixados. A ausência em 2009 será o Ipatinga, campeão mineiro em 2005, que foi rebaixado no ano passado no Mineiro e no Brasileiro.

Os dois grandes do estado já entraram em campo oficialmente em 2009, na disputa de um torneio de verão em Montevideo, no Uruguai, com participação também de Nacional e Peñarol. Na estréia do torneio foi disputado o primeiro clássico em território estrangeiro da história do confronto. A Raposa venceu o Galo por 4 a 2, aumentando para nove o número de partidas invictas diante do rival. O Cruzeiro decidirá o título contra o vencedor do clássico uruguaio, enquanto o Atlético decide o terceiro lugar contra o perdedor.

Depois de passar em branco no ano do centenário, o Atlético vem mais forte para 2009. O clube aposta nas categorias de base, uma solução mais barata e quase sempre mais lucrativo, para ir bem. Montou um elenco onde pouquíssimos jogadores não vieram da base. Com média de idade inferior a 23 anos, o clube contratou o técnico Leão, conhecido por trabalhar bem em times de garotos. Éder Luis voltou de empréstimo do São Paulo, onde começou bem, mas foi pouco utilizado, assim como Thiago Feltri, que retornou do Goiás. O time ainda contratou o atacante Diego Tardelli junto ao Flamengo e o volante Junior, revelado pelo rubro-negro carioca, que estava no Grêmio. Mas a grande esperança do clube está depositada em Renan Oliveira, excelente meia que tem tudo para estourar em 2009 (e a ir embora na famigerada janela do meio do ano). É um time promissor, mas que carece de maior experiência. Tirando o fato de Junior ser aquele jogador bom pra comprar pelo que vale e vender pelo que ele acha que vale, o Atlético tem tudo para ter um ano mais calmo do que o passado, quando até o presidente do clube renunciou. Talvez aposte no interesse do Cruzeiro na Libertadores para tentar o título mineiro.

Já na Toca da Raposa, poucas mudanças. O que, inclusive, é louvável, visto que o clube possui muitos jogadores visados pelos times estrangeiros e tem uma diretoria conhecida por vender até gelo para esquimó. Apesar disso, o time celeste não perdeu ninguém. O bom técnico Adilson Batista tem então a espinha dorsal do time intacta. As contratações que vieram tornaram um time bom em um elenco forte, que vai ser muito útil ao time, envolvido com mais uma disputa de Copa Libertadores. Chegaram os atacantes Wellington Paulista, artilheiro do campeonato carioca de 2008 pelo Botafogo e Soares (ex-Fluminense e Grêmio), o meia Marcinho, que voltou ao clube, depois de jogar no Kashima Antlers, o lateral Jancarlos, que estava no São Paulo. Junto com a base que permaneceu, o Cruzeiro fica com um time jovem, rápido e talentoso, com o contra-ataque aparecendo como arma poderosa. Mas pode ser que o time se veja carente de mais força física, principalmente nos duelos na Libertadores. Para o Mineiro, é o favorito, desde que não ignore o campeonato por causa do torneio continental. E desde que os dirigentes não sucumbam aos euros e dólares dos europeus e asiáticos.

No final das contas, acredito que o Galo conquistará o campeonato, a despeito do favoritismo azul. O que você, torcedor mineiro ou que apenas acompanha o futebol nas Alterosas, tem como expectativas para o campeonato mineiro? Conte pra nós na caixinha de comentários!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Análises sobre os principais estaduais vem aí

Já deixei programado para entrar no ar amanhã, às 20:00h, o post de análise dos Campeonatos Mineiro e Gaúcho. Na quinta-feira, no mesmo horário, avaliarei o Campeonato Carioca. E no dia seguinte, também às 20:00h, vai ao ar a análise do Campeonato Paulista.

A bola inclusive já rolou oficialmente no Rio Grande do Sul, com o empate sem gols entre o Internacional e Santa Cruz, no Beira-Rio. O Grêmio estreia amanhã de tarde contra o Inter de Santa Maria.

Aguardem!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Indicação de blog

Vou fazer uma propaganda de um blog muito interessante. Não é por ser de um amigo meu, mas realmente o e-Corredor é muito bom. Além de ter um visual excelente, é completo e certamente pode ser uma fonte de informação e ajuda pro pessoal que gosta de correr (atletismo, não automobilismo). Já está devidamente adicionado à lista de blogs recomendados aqui do Arquiba.

O Betinho, grande rubro-negro, foi meu vizinho por uns dezoito anos, em Laranjeiras. Depois eu me mudei, ele também. Voltamos a nos esbarrar quando ele entrou na musculação na mesma academia que eu malho. Descobriu os prazeres da corrida em 2006 e desde então nunca mais parou. Hoje ele treina com a Márcia Ferreira, ex-triatleta do mais alto nível.

Vida longa ao e-Corredor!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Pelé, versão feminina


Ontem a FIFA realizou seu evento anual de premiação dos melhores jogadores da temporada, o FIFA World Player Gala 2008. Foram divulgados os melhores do mundo no futebol masculino e feminino, futebol de areia e futsal. E em todas as categorias quem brilhou foi a Última Flor do Lácio. Pela primeira vez na história da premiação, todos os agraciados falam a nossa língua pátria. O português Cristiano Ronaldo e a brasileira Marta venceram no futebol, o português Madjer venceu na areia e o brasileiro Falcão papou o premio do futsal.

Todos conforme previsto. Falcão e Madjer já estavam escolhidos. Tanto no futsal quanto no futebol de areia, o melhor da temporada em anos de Copa do Mundo é o melhor da Copa. No futebol também não houve surpresa, apesar do clima de suspense que tentaram criar. Pelo menos nestas últimas os vencedores saíram de uma votação baseada em toda a temporada e não apenas pela atuação em uma competição. Entre os homens, Cristiano Ronaldo obteve a expressiva pontuação de 935, contra 678 do argentino Lionel Messi, segundo colocado, 203 do espanhol Fernando Torres, o terceiro, 183 do brasileiro Kaká, o quarto e 155 do também espanhol Xavi Hernandez.

Mas o objetivo do post não é falar de Cristiano Ronaldo, Madjer ou Falcão, todos merecedores dos prêmios. Nem de Lionel Messi, apontado por muitos como já merecedor do título. Tampouco de Kaká, o melhor do mundo na minha opinião (mas que realmente teve uma temporada mais fraca que Messi e Cristiano).

Fico impressionado quando vejo a Marta em ação. É incrível a diferença técnica entre ela e todas as demais jogadoras de futebol profissional feminino no mundo inteiro. E a diferença acabou registrada em votos: Marta levou o prêmio com incríveis 1.002 pontos, ficando muito à frente da alemã Brigitte Prinz (328), da conterrânea Cristiane (275), da goleira alemã Nadine Angerer (198)e da inglesa Kelly Smith (150). Um verdadeiro massacre.

Infelizmente não tive o prazer de ver o Pelé jogar ao vivo. Vi alguns tapes, muitos "melhores momentos" e documentários, principalmente Isto é Pelé e Pelé Eterno. Mas não é o suficiente para captar todo o potencial do maior jogador da história. Já com Marta está sendo diferente. Vi todos os jogos das Olimpíadas de Atenas e Pequim, assim como a Copa do Mundo de 2007, na China, e alguma coisa do Mundial sub-20 de 2004, na Tailândia.

Marta levou o prêmio de melhor do mundo pela terceira vez seguida, empatando com Prinz como as maiores vencedoras da história. Ficou ainda em terceiro em 2004 e segundo em 2005. E tem apenas 22 anos. Salvo se alguma jogadora evoluir muito (ou Marta se contundir seriamente), não vejo motivo para ela perder o posto pelos próximos cinco anos, no mínimo, tamanha a diferença técnica entre ela e as demais mortais. Cristiane e Prinz fariam um duelo de foices pelo prêmio, se o mesmo fosse dado apenas a jogadoras deste planeta.

Mas nem tudo são flores no futebol feminino brasileiro. Uma coisa me preocupa bastante. Estamos desperdiçando a oportunidade que temos de ver um segundo Pelé em ação. A situação do futebol feminino é lamentável, totalmente indigno de Marta, Cristiane e de todas as outras guerreiras que envergam a camisa amarela e defendem o país mundo afora. Não existe calendário, competições oficiais, nada. A CBF parece ignorar as meninas e, até por conta disso, os clubes também. Em 2008, depois de duas pratas olímpicas e uma mundial, resolveu fazer uma Copa do Brasil. Juntou 32 times, num campeonato que não durou nem um mês. Fora isso, somente ações isoladas de alguns abnegados.

Marta, pessoalmente, não tem do que reclamar, pois será a estrela do campeonato profissional que os EUA estão remontando em seu país. Cristiane também vai jogar lá, assim como Prinz e outras estrelas mundiais. Mas ela, apesar de tão nova, tem ciência da responsabilidade de ser a craque do país do futebol (masculino) e tornou-se uma espécie de porta-voz do futebol feminino no Brasil. A menina de origem humilde, nascida no interior de Alagoas, hoje é a estrela do futebol mundial. Foi por causa dos resultados de Marta e de suas companheiras que o Brasil passou a prestar mais atenção no futebol feminino.

Já desperdiçamos Gustavo Kuerten no tênis. Fizemos o mesmo com Oscar no basquete. Será que Marta não poderá deixar um legado para um séquito de seguidoras? Ou, pior, será que o legado dela será aproveitado pelas americanas? Deixo então uma pequena mostra do talento da Marta, para que os dirigentes pensem no que estão fazendo.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A caminho do Super Bowl

Como o Gustavo Barretto, titular do Arquibancada Digital em assuntos de futebol americano, tem ficado ocupado para postar, tomei a liberdade de escrever sobre os playoffs da NFL, que estão pegando fogo. Não tenho a mesma envergadura moral que o titular, mas tentarei não fazer feio.

Neste final de semana conhecemos os quatro times que farão as finais de conferência da liga. E quase vimos todos os times que ficaram de bye na primeira rodada de fora. Com as derrotas de Tennessee Titans (AFC #1), Carolina Panthers (NFC #2) e New York Giants (NFC #1), apenas o Pittsburg Steelers (AFC #2) salvou a honra dos cabeças-de-chave e virou o meu favorito a conquistar o Super Bowl, para se tornar o único time com seis títulos, deixando Dallas Cowboys e San Francisco 49ers para trás.

No sábado, o Baltimore Ravens (6) não se intimidou por enfrentar o time de melhor campanha da temporada regular (13-3), venceu o Titans fora de casa, num jogo duríssimo, onde as defesas se destacaram. O quarterback Joe Flacco, que jogou mal na primeira rodada contra o Miami Dolphins, na semana passada, conseguiu se redimir em grande estilo: foi escolhido o craque do jogo (161 jardas lançadas, um TD e nenhum turnover) e fez história, ao se tornar o primeiro calouro titular na posição a vencer dois jogos de playoffs na temporada de estréia na NFL. Por outro lado, o Titans sentiu muita falta do seu calouro Chris Johnson, que foi a estrela ofensiva da primeira metade do jogo, mas se contundiu no segundo quarto e não voltou. Mas, na minha opinião, o grande nome da partida foi Ray Lewis, um dos melhores linebackers de todos os tempos, que liderou a poderosa defesa do Ravens, que forçou o adversário a cometer três turnovers fundamentais, dois deles na red zone. O Titans mostrou que, em playoffs, os erros decidem a parada: o time teve maior posse de bola, avançou mais jardas (391 contra 211) e conseguiu mais first downs, mas sucumbiu com os erros (dois fumbles e uma interceptação). O time de Baltimore venceu por 13 a 10, com Matt Stover marcando um field goal de 41 jardas faltando pouco mais de 50s para o final do jogo. Um dado curioso deste confronto: foi a terceira vez que aconteceu nos playoffs, sempre com o visitante levando vantagem.

Mais tarde , ainda no sábado, o Arizona Cardinals (6) chocou os fãs do esporte ao surrar o Panthers, em Charlotte, onde o time ainda não havia sido derrotado, por 33 a 13. A equipe ainda largou a pecha de time que não vence no Leste, depois de cinco derrotas em igual número de jogos. O quarterback do Panthers, Jake Delhomme, aniversariante do dia, colaborou com a vitória dos Cardinals, ao ser interceptado cinco vezes, enquanto seu adversário, Kurt Warner, lançou para dois TDs. Delhomme completou apenas metade de seus 34 passes e lançou apenas um TD. O Cardinals, que chegara desacreditado aos playoffs, começou de modo arrasador e já vencia por 27 a 7 na metade do jogo. Agora o time, que tem o segundo melhor ataque aéreo da liga, ganha moral para tentar se tornar o segundo time número 6 na história a vencer o Super Bowl. Apenas o Steelers, em 2005, conseguiu tal feito. Esta vai ser a primeira final de conferência da história do Arizona Cardinals.

No domingo, o atual campeão New York Giants caiu diante do Philadelphia Eagles, que teve uma grande atuação, principalmente no segundo tempo. Destaque para o touchdown conseguido na virada do último quarto, numa jogada linda de play action, quando o quarterback Donovan McNabb fingiu que deixaria a bola com o fullback Dan Klecko, fintou a defesa e encontrou Brent Celek sozinho na end zone. Diferente do adversário, o QB do Giants, Eli Manning, teve uma atuação fraca, sendo interceptado duas vezes e lançando apenas 169 jardas. Amplamente dominante na segunda metade da partida, o Eagles marcou 13 a 3 neste período, sendo 10 a 0 apenas no último quarto. O time tenta repetir nesta temporada a trilha feita pelo próprio Giants na temporada passada, quando chegou aos playoffs como azarão e levantou o título, depois de bater o favorito na final. Agora o Eagles que é apontado por alguns especialistas como favorito ao título e vai enfrentar o Arizona, fora de casa, na final da NFC. É a quinta participação do time na final da NFC nos últimos oito anos.

No último jogo da rodada o Steelers venceu com autoridade por 35 a 24 o San Diego Chargers (6), que já havia eliminado o Indianapolis Colts do genial quarterback Peyton Manning. O QB do Steelers, Ben Roethlisberger, teve uma grande atuação e liderou o time à vitória, que não pareceu ameaçada em momento algum do jogo. Mas o grande nome da partida foi o running back Willie Parker, com 27 corridas, 146 jardas cobertas e dois TDs. O Chargers abusou das jogadas de passe (foram apenas 15 jardas em jogadas terrestres). Apesar do QB Phillip Rivers ter jogado muito bem (21 passes completados em 35, 308 jardas e três TDs), o time ficou marcado. O ataque do Pit deu um alento para sua torcida, já que vinha tendo dificuldades contra as melhores defesas. Bom sinal, pois vão enfrentar o paredão do Ravens na final da AFC.

Na semana que vem o Ravens pega o Steelers na final da conferência americana, enquanto o Cardinals recebe o Eagles, decidindo a conferência nacional. Os vencedores decidem o Super Bowl no dia 1º de fevereiro, em Tampa Bay, na Florida.

Será que Flacco se tornará o primeiro QB titular calouro a alcançar o Super Bowl? O ataque do Arizona continuará fazendo estragos? O Philadelphia vai confirmar o favoritismo? O Pittsburg vai se isolar na liderança de títulos? Deixe seu palpite na caixinha de comentários.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Futebol brasileiro em 2009

Início de ano, times voltando das férias, muitas contratações, várias dispensas, mais ainda especulações. Na falta de notícias sobre jogos, muita coisa é plantada na imprensa e precisamos ter um pouco de calma na hora de analisar tudo.

Sendo assim, vou preparar um post para analisar cada um dos principais campeonatos estaduais que começarão no final de janeiro: Paulista, Carioca, Mineiro e Gaúcho. Vou esperar, na medida do possível, os times terminarem de montar os elencos (será que um dia a gente vê todo mundo começar a pré-temporada com elenco fechado?).

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Nova casa para o MMA

O MMA (e demais esportes de combate) está de saída aqui do Arquibancada Digital...

Calma, não precisa arrancar os cabelos de desespero! Os posts de luta estão se mudando para uma casa nova. Agora as informações virão do MMA Brasil, que vai se dedicar apenas a este assunto. Todos os posts sobre MMA e boxe do Arquiba foram movidos para o novo blog.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Feliz 2009 com tênis de alto nível


Desejo um feliz 2009 para todos os amigos do Arquibancada Digital, que no ano novo os sonhos de todos nós sejam realizados.

Não vamos ficar olhando para trás mais, afinal o ano esportivo de 2009 já começou, com o Desafio Internacional de Abu Dhabi de tênis, que reune os seis melhores tenistas da atualidade. No primeiro dia de jogos, o russo Nikolay Davidenko bateu o americano Andy Roddick por 2 sets a 0 e enfrenta amanhã o espanhol Rafael Nadal, líder do ranking, na primeira semifinal. Depois o escocês Andy Murray fez o mesmo placar em cima do também americano James Blake e vai enfrentar o suíço Roger Federer, também amanhã, na outra semi. Os dois jogos valem vagas para a final de domingo.

Como a temporada está apenas começando, palpites seriam baseados apenas em chute. Mas vale a pena acompanhar o torneio, que está sendo transmitido ao vivo pelo Sportv 2, a partir de 9:00h (de Brasília), para vermos como Roger Federer inicia o ano em que tentará recuperar a coroa de Wimbledon e do próprio tênis mundial.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Equilíbrio é a palavra na NBA


No dia 23 de dezembro, o Boston Celtics recebeu o Philadelphia 76ers no seu TD Banknorth Garden, venceu por 110-91, cravou uma incrível seqüência de 19 partidas invicto (recorde da franquia), chegando à marca de 27 vitórias e duas derrotas, o melhor início de campeonato para times com duas derrotas na história. O jogo seguinte aconteceria em 25 de dezembro, no Christmas Day, tradição da NBA de ter uma rodada no dia de Natal (eles jogam dia 1º de janeiro também).

O Los Angeles Lakers, ex-líder geral, atravessou o país para uma mini-excursão na Florida, nos dias 19 e 20 de dezembro, quando perdeu em seqüência para Miami Heat de Dwyane Wade (89-87) e Orlando Magic de Dwight Howard (106-103). As duas derrotas tiraram o time da liderança geral da liga. Duas vitórias duras, contra Memphis Grizzlies e New Orleans Hornets, a primeira com uma virada no último período e a última com muitos altos e baixos durante o jogo, mostravam que o time estava perdendo o equilíbrio. O jogo seguinte aconteceria em 25 de dezembro, no Christmas Day.

O Christmas Day de 2008 foi especial. Os líderes das conferências e maiores rivais da NBA mediram forças no Staples Center. Os cinco minutos finais da partida contra o Sixers foram debaixo de gritos de "Beat L.A.!". Apesar de estar passando por uma fase pior, o time da California venceu com autoridade por 92-83, numa atuação fantástica do ala espanhol Pau Gasol, que marcou 7 dos seus 20 pontos nos três minutos finais, além de dar tocos providenciais em Paul Pierce e Ray Allen a menos de 90 segundos para o fim. Gasol vem sendo o ponto de equilíbrio individual de um time que vem desequilibrado coletivamente. O cestinha da partida foi Kobe Bryant, com 27.

A partida seguinte de ambos foi contra o Golden State Warriors. O Celtics, que virou freguês do time da Bay Area, perdeu a quinta partida consecutiva em Oakland (e 12ª de 15) e pela primeira vez perdia duas partidas seguidas na temporada. O Lakers recebeu o Warriors e venceu por 130-113, com direito a 31 pontos de Kobe.

A briga pelo primeiro lugar geral, que dá vantagem de mando de quadra em todo o playoff (motivo fundamental para o título do Celtics em 2008) está mais embolada do que se imaginava. O Celtics é o líder do Leste (e geral) com 28-4. O Lakers é o líder do Oeste com 25-5. Entre eles está o intruso Cleveland Cavaliers, com 26-4. O time do supercraque LeBron James é o único na liga invicto em casa na atual temporada. Já são 16 partidas sem derrotas na Quicken Loans Arena. Além disso tem a melhor defesa do campeonato, com média de apenas 89.13 pontos sofridos por jogo. O armador Mo Williams trouxe o equilíbrio que faltava para o time. King James já cogita seriamente a possibilidade de renovar contrato com o Cavs, vendo as chances de título crescerem.

Rápidas
  • Shaquille O'Neal se tornou o nono maior cestinha da história da NBA ao marcar 28 pontos na vitória de ontem do Phoenix Suns contra o Oklahoma City Thunder por 110-102. Deixou para trás o craque Dominique Wilkins, que fez sucesso defendendo o Atlanta Hawks.
  • O San Antonio Spurs deu a arrancada que se esperava e alcançou a marca de 20-10, chegando à terceira colocação da Conferência Oeste.
  • Com 60,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra, o pivô brasileiro Nenê, do Denver Nuggets, ainda lidera este fundamento na liga.
  • Chris Paul, do New Orleans Hornets, segue liderando em passes decisivos (11,4 assistências por partida) e roubadas de bola (3 roubadas por jogo). CP3 é o único jogador na temporada com média de assistências acima de 10.
  • O superpivô Dwight Howard ainda é o cara em rebotes (13,6) e tocos (3,7). O Superman deu incríveis 10 tocos contra o Thunder no dia 11 de dezembro, três dias após completar 23 anos.
  • O armador José Manuel Calderón, do Toronto Raptors, ainda não sabe o que é errar um lance livre na atual temporada. O espanhol acertou todos os 70 lances da marca fatal que tentou.

Veja aqui a classificação atual da Liga, ordenada por conferência.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Cada um com a solução que merece


Às vezes tenho a impressão de não entender nada de futebol... Nestes tempos de férias dos clubes, o que não faltam são notícias, fatos e factóides, sobre contratações, reformulações de elencos e etc.. No Flamengo estas notícias brotam, a maioria falsas, como se fossem lançadas apenas para vender jornal.

Por que voltei a este assunto? Dois jogadores muito citados nesta época, em notícias e comentários em foruns e blogs, vêm me causando o sentimento da primeira frase do post. Um deles é o Rômulo, volante jovem, revelado nas categorias de base do Flamengo, afastado do futebol desde o ano passado, quando sofreu uma grave contusão no joelho. Depois de aturar diversas falhas individuais do Jailton, parece que alguns integrantes da torcida do Flamengo vêem no Rômulo a salvação para a posição. Só não sei como um volante que não acerta um passe sequer, que marca pessimamente e nas raríssimas vezes que se apresenta na frente, o faz como se calçasse as chuteiras invertidas, possa ser solução para alguma coisa. Na melhor das hipóteses o Rômulo é um Jailton mais novo. Aliás, não sei como alguém assim pode ter se profissionalizado. Bom, sei sim, deve ser mais uma prova do sucateamento das categorias de base que falei alguns posts atrás.

E o outro jogador é o Renato Abreu. Fico estarrecido com duas observações sobre este jogador: que é raçudo e que chuta bem. Quando vejo a quantidade de gente falando isso, penso que não devo entender de futebol. Se as pessoas confundem raça com reclamações constantes com a arbitragem e xingamentos aos companheiros (pois é...), tudo bem. Mas isso não é raça. Raça é ter vontade em campo de jogar pelo conjunto. E o Renato adorava jogar para ele, com a bola no pé. Sem ela, não marcava ninguém e ainda reclamava dos companheiros. Perdia a bola e era incapaz de tentar recuperá-la sem apelar para faltas. Mas se pelo menos com a bola no pé ele fosse bom... Poucos meias no Flamengo (pelo menos dos considerados titulares) vi errar tantos passes como o Renato. Perdi as contas de quantas vezes eu o xingava no Maracanã pelos inúmeros erros. Bom chutador? Faz-me rir. Renato de vez em quando acertava uns petardos indefensáveis. Mas os 199 chutes anteriores tinham como endereço a bandeirinha de escanteio. Estatisticamente falando, Renato chuta muito mal. Fazia um gol, depois de ter xingado meio time, vestia uma máscara de urubu e ia fazer graça com a torcida. Assim enganava alguns, a mim nunca. E internamente o jogador se auto-denominava Pelé. Coitado do Rei!

Será possível que tanta gente esteja errada e eu e mais outros, certos? Não sou o dono da verdade e quando me deparo com uma situação assim, paro para refletir. Para minha defesa, a única explicação é que eu vejo os jogos do Flamengo no estádio. Das arquibancadas a visão do jogo é muito melhor do que pela TV. Os torcedores que conheço que não gostam do Renato e Rômulo também são frequentadores assíduos do Maracanã. E a maioria dos defensores do Renato e Rômulo não frequentam as arquibancadas. Aliás, como a maioria dos torcedores que vivem reclamando de seus clubes, mas que não fazem nada para ajudar. Não pagam ingressos, não compram produtos oficiais, não são sócios dos clubes. Eu vou ao Maracanã sempre, tenho camisas, short, meião, chaveiro, caneta, porta-chuteira, DVD, etc., tudo adquirido na Fla Boutique (e agora também na recém inaugurada Fla Shop), sou sócio do clube desde os 4 anos, primeiro como dependente do meu pai, depois como titular, assino a Fla TV. Se cada torcedor corneteiro fizesse o mesmo, mesmo os que não moram no Rio de Janeiro, o Flamengo talvez tivesse numa situação um pouco melhor.

Fico feliz por não pensar assim sozinho. A torcida do Flamengo é tão grande que sempre vai ter gente defendendo todo tipo de jogador. E você, o que acha do Renato Abreu e Rômulo? Seu time tem histórias assim também? Conte aí pra gente.

-----------------

Rica, este post foi uma homenagem ao seu aniversário. Parabéns!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Feliz Natal!

Desejo um Feliz Natal com muita paz e tranqüilidade para todos os amigos do Arquibancada Digital!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Resumo da NBA volta na sexta

Duas semanas sem falar nada sobre a NBA e já levei um puxão de orelhas do Grgr numa das caixinhas de comentários! Para não ficar dando desculpas esfarrapadas, já deixo avisado que na sexta teremos um post tentando me redimir da falta. Na quinta teremos o NBA Christmas Day 2008, com o grande confronto entre Los Angeles Lakers e Boston Celtics, no Staples Center, LA. Pois é, na NBA joga-se nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro...

E assunto não faltará: além do grande clássico, que pode ser a provável final do campeonato, falaremos do recorde do Boston Celtics, das incríveis derrotas seguidas do Los Angeles Lakers, do futuro de LeBron James, das grandes atuações de Nenê e muito mais. Aguardem!

Boca Juniors papou o Apertura 2008


Se o Campeonato Brasileiro de 2008 teve muita emoção, com o campeão definido apenas na última rodada, nossos hermanos argentinos abusaram. Depois de três times terminarem empatados em primeiro, um triangular foi disputado. E o que aconteceu? Cada time venceu um jogo! Na primeira rodada o San Lorenzo venceu o Tigre por 2 a 1. No sábado, bastava ganhar do Boca Juniors para conquistar o título, mas a derrota por 3 a 1 tirou o San Lorenzo da parada e levou a decisão para hoje, no jogo entre Boca e Tigre.

Os xeneizes podiam perder até por um gol de diferença. A partida, disputada no Cilindro de Avellaneda (todo o triangular final foi no estádio do Racing), teve muita emoção, para fechar um campeonato deste nível. No primeiro tempo o Tigre imprimiu forte marcação para bloquear as subidas do Boca. No segundo, partiu para o ataque em busca dos dois gols que lhe dariam o título. Mas o gol só saiu aos 22 minutos do segundo tempo, quando o centroavante Lazzaro se antecipou ao fraco goleiro Javier Garcia, que saiu catando borboleta, para cabecear para o gol.

Com o fim do campeonato, a Argentina conhece seus representantes na Libertadores 2009. Além do River Plate e Lanús, classificados como campeão e vice do Clausura, no primeiro semestre, o Boca e San Lorenzo entraram pelo Apertura. A quinta vaga ficou com o Estudiantes, em critério que desconheço (talvez tenha sido o de melhor campanha nos dois torneios somados). Se alguém souber, conte aí na caixinha de comentários, por favor.

No campeonato mais embolado que eu tenho lembrança, o campeão só saiu no saldo de gols do triangular de desempate. Dos oito últimos campeonatos argentinos (contando Apertura e Clausura), foram seis times diferentes a conquistar o título: Boca e River Plate (2008), San Lorenzo e Lanús (2007), Estudiantes e Boca (2006) e Boca e Vélez Sarsfield (2005). O Brasil tem cinco campeões diferentes nos últimos oito campeonatos (São Paulo, Corinthians, Santos, Cruzeiro e Atlético-PR).

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Confrontos das oitavas-de-final da Champions League


Na manhã de hoje (horário de Brasília) a UEFA sorteou os confrontos das oitavas-de-final da Champions League. Já nesta fase teremos três clássicos que abalarão a Europa. O Chelsea, do técnico Luiz Felipe Scolari, mede forças contra a Juventus de Alessandro Del Piero, no duelo de dois dos quatro melhores goleiros do mundo (Petr Čech e Gianluigi Buffon) na minha modesta opinião. O Real Madrid, maior campeão do torneio (nove taças), segundo do grupo da Juve e time de outro goleiro do meu top-4 (Iker Casillas), encara o Liverpool, terceiro maior campeão da história (cinco canecos), que é sempre forte na Champions. E o atual campeão Manchester United enfrentará a Internazionale, do técnico José Mourinho (velho conhecido do United da época em que treinava o Chelsea) e do goleiro da Seleção Brasileira, Julio Cesar, que completa o meu quarteto fantástico das traves.

Os jogos de ida acontecerão apenas no dia 24 de fevereiro, com as partidas de volta marcadas para 11 de março. Como muita coisa ainda vai acontecer até lá, por exemplo uma nova janela de transferências em janeiro, não vou me meter a palpitar ainda. Farei assim que a janela se fechar, os campeonatos nacionais estiverem no returno e a final do Mundial de Clubes tenha passado. Já pensaram no que pode acontecer ao Manchester se perder a final para a LDU? Por enquanto vou deixar em negrito os meus favoritos atuais para poder comparar com o palpite oficial em fevereiro. Em azul, os times para os quais vou torcer.

Os jogos (quem aparece na frente joga a primeira partida em casa):

Chelsea (2º Grupo A) x Juventus (1º Grupo H)
Panathinaikos (1º Grupo B) x Villarreal (2º Grupo E)
Bayern de Munique (1º Grupo F) x Sporting (2º Grupo C)
Atlético Madrid (2º Grupo D) x Porto (1º Grupo G)
Lyon (2º Grupo F) x Barcelona (1º Grupo C)
Real Madrid (2º Grupo H) x Liverpool (1º Grupo D)
Arsenal (2º Grupo G) x Roma (1º Grupo A)
Internazionale (2º Grupo B) x Manchester United (1º Grupo E) => nem me atrevo, só em fevereiro mesmo.

E você, já tem coragem de dar algum palpite assim tão cedo? Compartilhe com a gente, para que possamos rir das nossas previsões em fevereiro.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Sucateamento das categorias de base

Em tempos de futebol de férias, mais uma vez o Flamengo gera motivo para um texto no Arquiba. E novamente o motivo não é bom. A última da diretoria rubro-negra foi a demissão do Adílio do cargo de técnico do time de juniores do clube. Depois de quatro temporadas ganhando vários títulos, o ex-craque foi demitido por passar a temporada de 2008 em branco. No período em que ele esteve à frente do time, o Flamengo conquistou o tricampeonato estadual, o bi da Copa OPG, foi campeão das Taças BH e Rio-São Paulo, além de ter ficado em terceiro no Mundial Sub-19, na Malásia. O maior expoente da geração de Adílio foi o meia Renato Augusto, vendido no meio do ano para o Bayer Leverkusen, da Alemanha. Adílio será substituído por Rogério Lourenço, ex-zagueiro do Flamengo, técnico dos juvenis e da seleção brasileira sub-20.

Minha primeira reação ao saber da notícia foi de tristeza. Cresci vendo a geração fantástica de Zico, Adílio e Junior ganhar tudo, contra todos. Tinha um carinho especial pelo Brown, herói da conquista do tricampeonato brasileiro de 1983, primeira final de Brasileiro que lembro de ter visto ao vivo. Adílio foi o melhor em campo naquele dia. Depois que Zico e Junior foram vendidos e o supertime desmontado, Adílio permaneceu lá, mesmo em períodos de vacas magras. Nunca me esqueço de um Flamengo x Bangu que o time suburbano deu uma coça de 6 a 2 e Adílio formou o ataque (isso mesmo!) com Robertinho e Peu. Se jogasse em qualquer time razoavelmente decente na Europa, Adílio seria até nome de praça na cidade. Mas no Flamengo tem este destino.

Achei a demissão de Adílio injusta. O Flamengo se desfez de diversos jogadores em 2008. Vendeu Michel, Pedro Beda e Anderson Bamba, emprestou Fabricio e Camacho, além de ter promovido aos profissionais Erick Flores e Paulo Sérgio. Desmontaram o time do Adílio e colocaram a culpa no técnico no fim das contas.

Mas o grande problema desta história, para mim, é outro. O Flamengo virou celeiro de títulos nos juniores, mas parece que esqueceu que o principal motivo da base é revelar bons jogadores. Isso tem ficado raro no Flamengo. E é inaceitável, pois o clube tem as maiores peneiras do futebol brasileiro. Na quantidade maior TEM que se tirar qualidade maior. Título nos juniores não vale de quase nada.

O presidente do clube fala muita abobrinha, mas num ponto tem razão. O Flamengo sempre foi forte quando contava com pratas da casa. O time que acabou o Campeonato Brasileiro de 2008 só tinha o Ibson de prata da casa entre os titulares. Nem vamos recorrer à geração campeã mundial. Se compararmos com a geração campeã da Copa São Paulo de 1990, já é de dar pena. Aquele time tinha Djalminha, Marcelinho Carioca, Junior Baiano, Marquinhos, Rogério (o que acaba de substituir o Adílio), Nélio, Paulo Nunes, Fábio Augusto, Piá. Todos faziam parte do elenco pentacampeão brasileiro em 92, vários eram titulares. Muitos viraram ídolos de outros times depois de negociados. Se tirarmos o Piá e o Rogério, foi uma geração com seis grandes jogadores e um craque em apenas uma fornada.

Nos tempos atuais o Flamengo traz da base jogadores como Jean, um atacante que tem sérias dificuldades de finalização e é conhecido por não saber fazer gol. Revela Rômulo, volante que acerta passes de forma bissexta. Revela Thiago Salles, zagueiro que fica conhecido por fazer gols e não por evitá-los. Revela Diego, goleiro com imensa deficiência em chutes de longa distância, chamado ironicamente pela torcida de Horácio, pelos braços curtos. Se o Flamengo entrar no Brasileiro apenas com pratas da casa do atual elenco, corre o risco de disputar rebaixamento de novo.

De 10 anos para cá o Flamengo revelou Julio Cesar, Adriano, Juan, Athirson, Ibson, Jônatas e Renato Augusto. Mesma quantidade de jogadores com qualidade da geração de 1990. Para uma década inteira, num clube como o Flamengo, é muito pouco. Tem muita coisa errada no Flamengo...

PS: Usei o Flamengo como exemplo, mas o problema acontece em praticamente todos os grandes clubes brasileiros, senão em todos.

Souza: perna-de-pau ou injustiçado?


Fim de ano, clubes em férias. É a hora que começam a chover no noticiário informações sobre transferências de jogadores. Tenho a nítida impressão que muitas destas notícias são vinculadas apenas para "vender jornal" ou "dar audiência", na falta de movimentação de campeonatos. Por isso o Arquibancada Digital dificilmente comentará este tipo de informação, a menos que tenha algum tipo de fundamento.

O paradoxo disso é que vou acabar tocando no assunto. Mas não por causa da transferência em si, mas pelo jogador envolvido. Li no Globoesporte.com que o Grêmio pode se envolver numa troca entre o zagueiro Léo e o atacante Souza. Segundo a boataria da vez, o grego Panathinaikos estaria interessado no beque gremista e teria intenção de colocar o atacante como moeda de troca.

Minha opinião? Negócio da China para o Grêmio. Léo é novo, tem potencial para um belo futuro, mas andou se perdendo depois de um início sensacional no Brasileiro 2008. Mesmo com a queda de produção, o sistema defensivo do Grêmio segurou a onda e terminou o campeonato como a melhor defesa do campeonato, com grandes atuações de Réver e Pereira, o que talvez mostre que a defesa se viraria bem mesmo sem Léo. Em contrapartida, um dos motivos mais marcantes para o Grêmio ter deixado o título ir para o Morumbi foi a péssima atuação de seu ataque. E com certeza Souza seria uma excelente opção para o clube em 2009.

Defender o Souza no Brasil é arriscado. Corro o risco de ler impropérios na caixinha de comentários por causa disso, até mesmo de ouvir bobagem. Mas a verdade é que considero o Souza injustiçado por parte da torcida do Flamengo e da imprensa. Mas acho isso porque não o vejo como um atacante matador, como muitos pintam e ele mesmo tentou nos fazer acreditar. Apesar de ter sido artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2006, pelo Goiás, Souza não é um matador trombador, como muitos gostam de rotulá-lo. Jogador assim é o Washington, por exemplo.

Rodrigo de Souza Cardoso, 26 anos, é um cara forte, alto (1,88m e 87kg) e com excelente domínio de bola. Quantas vezes ele foi lançado em meio a até três zagueiros e não era desarmado? Esta característica era fundamental no esquema de jogo do Flamengo: Souza prendia a bola no ataque, o que dava tempo para o time chegar com os laterais, meias e volantes no ataque. Com dois defensores na cola dele, sobrava espaço para Marcinho, Leo Moura, Juan, Ibson. E, deste jeito, chances eram criadas para todos, muitas com passes de Souza, como o lance abaixo, na partida contra o Ipatinga, na sétima rodada do Brasileiro:



Esta mesma característica, além de ajudar o ataque do Flamengo, ainda facilitava a vida da defesa. Apesar dos diversos volantes e zagueiros formando um ferrolho, o sistema defensivo do Flamengo começava lá na frente. Como Souza não era desarmado com facilidade, o time tinha tempo para atacar e recuar de volta, sempre em bloco e sem desespero. Quando saiu para a Grécia, o atacante deixou o Rubro-Negro líder, com o melhor ataque e a melhor defesa do Campeonato Brasileiro.

Souza se foi e a capacidade do time do Flamengo prender a bola no ataque praticamente desapareceu. Obina é bom finalizador, tem disposição, mas não tem um quinto do domínio de bola do ex-companheiro. Diego Tardelli nunca se firmou, além de ter se machucado. Marcelinho Paraíba não é atacante. O resultado disso é que em muitas vezes a bola era lançada para o ataque, batia lá e voltava rapidamente, pegando o time "de calça arriada", subindo em bloco. Com Souza em campo, quantas vezes o Flamengo foi visto levando gols patéticos, com a defesa escancarada, como os do jogo contra o Cruzeiro, no Mineirão?

Porém, para enxergar a importância tática do Souza, é necessário ir ao estádio. Da arquibancada temos uma visão mais ampla do jogo, podemos ver toda a movimentação, mesmo sem a bola. A TV impossibilita isso. E ainda tinha scouts cretinos, quando adoravam dizer que o Souza estava a não-sei-quantos minutos sem tocar na bola, fazendo o torcedor que não vai a campo constantemente ficar com raiva do jogador. Como vocês sabem, acompanho o Flamengo no estádio. Acho que devo ter ido a uns 90% dos jogos do Flamengo no Rio desde 1991. Fiz "amigos de arquibancada". E o consenso entre o pessoal é a falta que o Souza faz ao Flamengo.

Faltou ao Flamengo maior sagacidade do departamento de marketing. Deviam ter tirado a camisa 9 das costas de Souza. Poderiam ter lhe dado a camisa 7 e ter presenteado Ibson com a 10, depois que Renato Augusto foi embora. Tenho certeza que a torcida gostaria mais de ver a camisa imortalizada por Zico com Ibson do que escondida no banco, nas costas do Sambueza. E o Souza, com a 7, provavelmente teria a imagem desassociada do matador trombador. Acredito que o jogador poderia ser menos vaiado, por conseqüência menos substituído e por último, com o time comemorando mais vitórias. Mas infelizmente são suposições. O certo é que o Souza foi embora e faz muita falta ao Flamengo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Vote no melhor desempenho esportivo do ano

Está no ar aqui no Arquibancada Digital a enquete para decidir o Arquiba Awards 2008, categoria Arquibancada de Ouro. Logo ali, no alto, do lado direito, você pode escolher qual foi o melhor desempenho esportivo do ano de 2008. Caso queira votar em algum evento que não esteja listado nas opções, use a caixinha de comentários deste post para dar sua opinião, explicando por que achou que foi o melhor desempenho de 2008.