sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Deixaram chegar...


E o São Paulo chegou no Grêmio. Ainda está atrás pelos critérios de desempate (culpa dos inúmeros empates), mas já não tem diferença de pontos. O Tricolor Paulista foi o time que mais se deu bem na rodada. Venceu um jogo duro fora de casa e contou com a derrota do time gaúcho.

No Mineirão o Cruzeiro não deu chance pro azar e colocou o Grêmio na roda. Com 15 segundos já tinha feito um golaço, com Wagner. Foi o sinal para incendiar os mais de 35.000 torcedores presentes. E depois de falhar no primeiro gol, a melhor defesa do campeonato voltou a dar mole no terceiro, marcado por Guilherme. Os torcedores gremistas ficaram irritados com o técnico Celso Roth (que novidade!), enquanto os cruzeirenses passaram a acreditar mais do que nunca no título. O time segue em terceiro, mas agora está a apenas um ponto dos líderes. E é o time que joga o futebol mais bonito dentre os 5 primeiros.

O Flamengo abusou de perder gols inacreditáveis. Léo Moura chegou a perder um que provavelmente eu faria de muletas. Obina também deu sua contribuição de gols perdidos, sem contar uma incrível de Toró, que podia ter cruzado para o gol do Obina ou fuzilado o goleiro e feito ele mesmo. Não fez nem um nem outro e o rubro-negro jogou 2 pontos na lata do lixo, ao empatar sem gols com o Vitória, no Barradão. Acho inacreditável a quantidade de jogos que o Flamengo entrega por absoluta incompetência. Nao adianta chorar pênalti em cima do Juan. Quem perde aquela quantidade de gols feitos não merece ganhar. Ah! O Caio Junior também deve estar de brincadeira. O Kleberson estava jogando nada (estava gripado, segundo informação de Salvador) e o técnico tira o Ibson, que estava jogando bem. Demorou muito para lançar o Fierro. E mais ainda para lançar o Vandinho. É muito erro junto de um time que quer ser campeão.

Já no Engenhão, Botafogo e São Paulo fizeram um jogo movimentado. O time paulista bateu o carioca e deu um passo importantíssimo rumo ao hexacampeonato. O goleiro Renan falhou na reposição de bola e entregou no pé de Jean, que dominou e bateu da intermediária, por cobertura, fazendo um golaço. Em que pese um gol pessimamente anulado pelo árbitro e assistente. Wellington Paulista não tocou na bola, não participou da jogada. Pela câmera de dentro do gol foi possível ver que o Rogério Ceni saltou assim que a bola saiu do pé do Lucas Silva. Inclusive Rogério falhou no lance. E nem reclamou de nada, levou o gol e ficou deitado, aceitando o gol. Mas o evento, que acontece em toda rodada, em todo canto, só serviu para vermos mais uma sessão deplorável de chororô de botafoguenses, dizendo absurdos como "o campeonato está comprado para o São Paulo". Impressionante como este tipo de coisa me irrita profundamente.

No fim das contas, acho improvável que o São Paulo perca o campeonato. O time é cascudo, pronto pra guerra sempre, não perde jogos bobos, não entrega o resultado. E isso tudo com um time mais fraco do que Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro. O São Paulo não tem laterais, não tem meias ofensivos. Mas tem o Hernanes jogando muito, do lado do Jean. Tem uma defesa bem postada. Foi derrotado apenas cinco vezes no campeonato: para o Grêmio duas vezes (uma com o time reserva e outra com um gol impedido), para o forte Internacional no Beira-Rio, para o Fluminense no Maracanã e para o Náutico no Recife. Todos resultados normais. Para ganhar do São Paulo tem que cortar um dobrado. Nem o empate com o Ipatinga no Morumbi foi de bobeira, o time mineiro jogou melhor mesmo e mereceu até vencer. Assim como o Atlético-MG jogou melhor que o Flamengo no Maracanã. Este tipo de coisa acontece.

O panorama do São Paulo é bem diferente do Flamengo. O time rubro-negro entregou dois pontos contra a Portuguesa (pênalti perdido duas vezes aos 44 do segundo tempo), um contra o Goiás (gol sofrido aos 46 do segundo tempo, num erro lamentável de saída de bola), três contra o Coritiba (dominou o jogo todo e levou um gol ridículo) e dois ontem (com os favores de Léo Moura e Toró). Oito pontos doados idiotamente, absolutamente de graça. Nem vou entrar nos pontos perdidos para São Paulo, Vitória, Cruzeiro e Atlético-MG no Maracanã, são coisas normais em um campeonato tão longo e equilibrado, acontece com todo mundo. Não existe possibilidade do São Paulo entregar pontos deste modo.

Espero que eu esteja errado, vou continuar acreditando, incentivando, indo aos jogos, mas acho que o Flamengo entregou o hexa de mão beijada para o São Paulo. Acho que, no final, vai dar São Paulo em primeiro, Cruzeiro em segundo, Flamengo em terceiro, Palmeiras em quarto e Grêmio em quinto.

Tomara que eu esteja errado. Tomara...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

NBA 2008-2009, Conferência Oeste

Conferência Oeste

Diferente do outro lado, esta conferência reúne mais times fortes, em condição de disputar o título. Não me lembro de uma ocasião em que um time do Oeste tenha se classificado para os playoffs com uma campanha negativa na temporada regular. Por jogarem mais vezes contra adversários mais fortes, se o campeão do Oeste tiver campanha melhor que o campeão do Leste, normalmente termina campeão. A Conferência Oeste é tão forte que não acho muito prudente apontar os times que farão a final da conferência. Mas como sou folgado, meu palpite é que Los Angeles Lakers e New Orleans Hornets decidirão a vaga para as finas da Liga.

Todo grande time deve ter um grande craque, um grande líder. O fantástico armador Chris Paul faz este papel com brilhantismo no Hornets. Apesar do tamanho diminuto para os padrões da liga (1,83m), Paul, aos 23 anos, é um cracaço, agora ainda mais amadurecido em sua terceira temporada. Além do supercraque, o time ainda conta com o ala sérvio Peja Stojakovic, que quer voltar aos bons tempos, com o pivô Tyson Chandler e com os bons coadjuvantes David West e Morris Peterson. É um grande time, que joga um basquete muito vistoso, que dá gosto de assistir.

Outro time que merece muito respeito é o Utah Jazz, com sua dupla de campeões olímpicos Deron Williams e o King Kong Carlos Boozer. Ao lado deles, o Utah conta com o craque russo Andrei Kirilenko, o AK-47, excelente e versátil ala. O técnico Jerry Sloan tem ferramentas para levar o time longe. A equipe certamente é favorita ao título da Northwest Division e candidata a finalista da conferência. Se estivesse do outro lado seria um forte candidato ao título da Conferência.

O Houston Rockets na temporada passada ficou mais de 20 jogos invicto (segunda maior marca da história dos esportes profissionais americanos, atrás apenas da série de 33 partidas do Lakers em 72), numa arrancada espetacular das últimas posições para os playoffs. E o fez sem o gigante chinês Yao Ming, que estava contundido. Tracy McGrady terá companheiros de respeito nesta temporada: além de Yao, o time contratou Ron Artest junto ao Sacramento Kings e ainda conta com o grande argentino Luis Scola, agora mais experiente em sua segunda temporada na NBA, Steve Francis (segundo maior salário da liga) e Shane Battier. É outro time que disputaria o titulo da Conferência Leste.

Fechando o quinteto de ferro do Oeste temos o sempre enjoado e perigosíssimo San Antonio Spurs. Em que pese o fato de o time estar envelhecido, ninguém em sã consciência é louco de descartar um time com o cracaço-aço-aço Tim Duncan, o grande argentino Manu Ginobili (sério candidato a craque internacional da liga), seu compatriota Fabricio Oberto, Bruce Bowen (marcador implacável), Michael Finley e o craque francês Tony Parker. Não ficou satisfeito? O Spurs tem, na minha opinião, o melhor técnico da liga na atualidade, Gregg Popovich. Campanhas medianas na temporada regular fazem as pessoas acharem que o Spurs está morto. Mas provavelmente é o time que mais se sente bem nos playoffs, onde realmente o time acorda.

Um pouco mais atrás, mas ainda com força suficiente para incomodar qualquer um, temos o Dallas Mavericks, time do gênio alemão Dirk Novitzki, que na minha opinião é o melhor jogador estrangeiro da Liga. Ele está acompanhado dos armadores veteranos, mas ainda úteis, Jason Kidd, titular em da seleção americana em Pequim, e Jerry Stackhouse. Estivesse o Mavs do outro lado da liga e teria uma vida mais fácil nos playoffs. Mas como está na conferência do terror, vai passar sufoco.

O craque Carmelo Anthony, mais um campeão olímpico em Pequim 2008, lidera o Denver Nuggets, equipe do brasileiro Nenê, recuperado de uma cirurgia para retirada de um tumor nos testículos e que deve fazer uma boa temporada. Ao lado deles, o Denver ainda conta com o grande armador Allen Iverson, que, se parar de arremessar até a mãe dele e jogar para o time, ainda tem muito a dar. Muita gente boa está apostando no Nenê fazendo boa temporada.

Um time com Shaquille O'Neal, Grant Hill, Amaré Stoudamire e Steve Nash é ruim? No papel é dos melhores. Então por que não deixei o Phoenix Suns com uma vaga nos playoffs? Porque acho que o time não encaixa mais. Shaq, Hill e Nash já passaram dos 34 anos (os dois primeiros têm 36 e foram perseguidos por contusões na reta final da carreira). Ainda contam com Raja Bell, de 32 anos. A correria, marca registrada da equipe nos tempos de D'Antoni, não faz mais parte da realidade. Assim, cai muito o jogo do brasileiro Leandrinho. Se Terry Porter conseguir reorganizar o time, fazendo-o não sentir o peso da idade, é um time respeitável.

O time que vai fechar o playoff (pelo menos vou torcer muito por isso), grande aposta do Arquibancada Digital para a temporada como surpresa, é o Portland Trailblazers. Os garotos LaMarcus Aldridge e Brandon Roy, que ganhou o Rookie Of The Year 2007, são grandes jogadores e vão para a segunda temporada. O novato agora é o esperadíssimo pivô Greg Oden, gigante que veio da Ohio State, primeiro escolhido no Draft de 2007 (não jogou na temporada passada por conta de uma contusão), candidatíssimo a Rookie Of The Year contra Michael Beasley. E para completar, os Blazers trouxeram da Europa o jogador que mais gostei de ver atuar fora da equipe americana: o espanhol Rudy Fernandez, cracaço de bola e candidato a tirar de Novitzki e Ginobili o posto de melhor estrangeiro da liga em no máximo três temporadas (isso enquanto o garoto-sensação Ricky Rubio não chega). O time promete!

Vamos ter uma bela disputa entre os titios do Suns e a garotada do Blazers pela vaga nos playoffs. Mas, como nada na Conferência Oeste é fácil, eu não desprezaria o Los Angeles Clippers. O time, que perdeu Elton Brand, vem com o pivô Marcus Camby, que estava no Denver, o armador Baron Davis veio do Golden State Warriors. Eles vão se juntar ao pivô alemão Chris Kaman, ao armador Cuttino Mobley e ao ex-calouro Al Thornton.

Showtime III?

Faltou algum time no Oeste? Ah sim, claro! O Los Angeles Lakers é, na minha opinião, o mais sério candidato ao título da temporada. E não digo isso por torcer pelo time. Não estou sozinho neste pensamento: em uma pesquisa feita pela NBA.com com os 30 General Managers da Liga, metade deles também apontou o Lakers como o provável campeão. Na temporada passada, todos imaginavam que o time de Phil Jackson ficaria poderoso para a temporada 2009. Mas, para surpresa de muitos, o time já decolou em 2008, ao vencer a Conferência Oeste e atingir a final da NBA.

Com o ataque mais poderoso da Liga, o time californiano agora conta com a volta do pivô Andy Bynum, que ficou de fora dos últimos 50 jogos da temporada passada por conta de uma contusão no joelho, para reforçar o garrafão e aumentar o poderio nos rebotes, que tanto fez falta na série final contra o Celtics. O garoto, que acabou de completar 21 anos em outubro, é o jogador mais jovem da história a ser escolhido no Draft e o mais jovem a entrar em quadra num jogo oficial do campeonato da NBA. Grande, forte e jovem, Bynum deve trazer de volta o ponto de equilíbrio que faltou ao time na decisão da temporada passada. Dizem nos EUA que Bynum é herdeiro da dinastia de superpivôs do Lakers: George Mikan, Wilt Chamberlain, Kareem Abdul-Jabbar e Shaquille O'Neal. Vou torcer por isso.

O garoto vai se juntar ao ala Lamar Odom, ao craque espanhol Pau Gasol, líder da seleção campeã mundial e vice-campeã olímpica e ao superastro Kobe Bryant, MVP da temporada passada e melhor jogador do mundo na atualidade. Este quarteto sensacional, que tem tudo para restabelecer a Dinastia na Liga com o Showtime III, será auxiliado ainda pelo experiente armador Derek Fisher, pelo armador esloveno Sasha Vujacic e pelo ala sérvio Vladimir Radmanovic.


Meus palpites para os playoffs: (1)Los Angeles Lakers (campeão da conferência), (2)New Orleans Hornets (campeão da divisão), (3)Utah Jazz (campeão da divisão), (4)Houston Rockets, (5)San Antonio Spurs, (6)Dallas Mavericks, (7)Denver Nuggets, (8)Portland Trailblazers

MVP da Temporada

Mas o campeonato nem começou e já vai rolar um palpite deste nível? Claro! Os favoritos para a coroa de melhor jogador são Kobe Bryant, Chris Paul e LeBron James. Também com chances, mas um pouco atrás, aparecem Tim Duncan e Paul Pierce. Acho que Bryant levará novamente e James começará sua saga de prêmios a partir da próxima temporada (2010).

E você, quais são suas expectativas, seus favoritos para a disputa da temporada da NBA? Deixe seus palpites na caixinha de comentários.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

NBA 2008-2009, Conferência Leste

Conferência Leste (Eastern Conference)

O lado do Atlântico é a conferência mais fraca da NBA, apesar de ter o atual campeão da Liga. Normalmente temos times classificados para os playoffs com campanhas negativas (mais derrotas do que vitórias na temporada regular). Para se ter uma idéia, na temporada passada o Sacramento Kings, que acabou a temporada regular em 11º na Conferência Oeste, teria se classificado aos playoffs com a mesma campanha caso estivesse do lado oposto, eliminando o Atlanta Hawks, que fora o 8º, com campanha ainda pior que o Sacramento. Cabe ressaltar que os times jogam mais vezes contra adversários de sua conferência (até quatro vezes), enquanto jogam apenas duas com times do outro lado. Ou seja, se enfrentassem os fracos times do Leste mais vezes, os times do Oeste ficariam ainda mais longe na classificação geral.

O time do Boston Celtics, atual campeão da NBA, que tem mais títulos conquistados na NBA (17 contra 14 do Lakers), é o favorito destacado para vencer a Atlantic Division, para se classificar em primeiro na Conferência e para vencê-la. Paul Pierce, MVP das finais em 2008, está 3kg mais leve e com vontade de mostrar que a conquista não se deu por acaso. Ao lado dele, o fabuloso Kevin Garnett, um dos jogadores mais versáteis da liga, que é "o cara" verdadeiro do Celtics, mais o preciso arremessador Ray Allen formam um tripé poderoso. O técnico Doc Rivers ainda conta com coadjuvantes como Rajon Rondo, Sam Cassell, Kendrick Perkins e Leon Powe.

Logo atrás do Celtics, dois times disputarão o título da Central Division e uma vaga na final da conferência. O sempre incômodo e bem armado Detroit Pistons, do campeão olímpico Tayshaun Prince, acompanhado dos armadores Chauncey Billups e Richard Hamilton e pelos alas Antonio McDyess e Rasheed Wallace. O técnico Flip Saunders, que reergueu o Detroit, foi demitido quando o time foi eliminado pelo Celtics na final do Leste. O General Manager Joe Dumars disse que o time precisava de uma nova voz. Agora o futuro cabe a Michael Curry.

O outro candidato à vaga nas finais da Conferência Leste e ao título da Central Division é o Cleveland Cavaliers, time do supercraque LeBron James, candidatíssimo a MVP, também ouro em Pequim, mas como titular absoluto. O monstro jogará ao lado do reboteiro Ben Wallace, do ala brasileiro Wild Thing Anderson Varejão e do pivô lituano Zydrunas Ilgauskas. Mas olho vivo mesmo em Mo Williams, que promete uma temporada para dar o suporte que LeBron precisa para faturar o MVP e levar o Cavs à final da Conferência.

O Orlando Magic, do Superman Dwight Howard, pivô titular da seleção americana medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim e campeão do torneio de enterradas, é outro forte candidato a uma vaga nos playoffs. Na minha opinião é o principal candidato a vencer a Atlantic Division. O D-12 está no auge da forma, domina o garrafão como poucos. Na verdade, ninguém o supera neste quesito atualmente na Liga e é um dos favoritos para levar o prêmio de Defensive Player of the Year. Sou fã incondicional de Howard, é a reencarnação dos Dominating Big Men (George Mikan, Bill Russell, Wilt Chamberlain, Kareem Abdul-Jabbar, Hakeem Olajuwon, David Robinson, Shaquille O'Neal, etc.) que a NBA gerou aos montes, mas que andaram em falta.

Correndo por fora na conferência podemos ter o Philadelphia 76ers, time que mais causou impacto nas contratações de pré-temporada, ao fechar com o ala Elton Brand, que estava no Los Angeles Clippers. O time também trouxe o pivô Theo Ratliff, que estava no Detroit Pistons.

Outro com boas chances é o Toronto Raptors, que é liderado em quadra pelo campeão olímpico Chris Bosh, que terá ao lado o italiano Andrea Bargnani e o craque espanhol José Manuel Calderón. É uma interessante mistura entre o basquete americano e o europeu, com três grandes jogadores.

O Washington Wizards poderá figurar entre os oito melhores do Leste, principalmente se contar com a dupla Gilbert Arenas (cracaço) e Antawn Jamison inteira durante a temporada. Arenas desequilibra partidas, joga muito.

Disputando com os outros dois teremos o Chicago Bulls, agora treinado pelo ex-jogador Vinny Del Negro. O jovem time, apelidado de Baby Bulls, recebeu outro garoto para se juntar a Kirk Hinrich, Luol Deng e Tyrus Thomas: o calouro Derrick Rose, escolha número 1 do Draft 2008, apontado como o de melhor condição atlética entre os rookies da temporada. Com apenas 29 anos, o argentino Andres Nocioni é o jogador mais velho do elenco. Isso pode pesar na hora da decisão, apesar de eu considerar o Chicago mais time do que o Toronto.

A grande surpresa da conferência deverá ficar com o Miami Heat, que fez a pior campanha da temporada passada em toda a liga. Agora o supercraque Dwyane Wade, campeão olímpico em 2008, terá uma temporada inteira para atuar ao lado do ala Shaun Marion, que chegou no fim da temporada passada trocado por Shaquille O'Neal (transação excelente para o Miami), e do calouro Michael Beasley, segunda escolha do Draft 2008 e meu candidato ao título de Rookie Of The Year. Certamente o Miami terá a maior evolução da Liga em relação à temporada passada e será provável integrante dos playoffs em abril.

Meus palpites para os playoffs: (1)Boston Celtics (campeão da conferência), (2)Cleveland Cavaliers (campeão da divisão), (3)Miami Heat (campeão da divisão), (4)Detroit Pistons, (5)Philadelphia Sixers, (6)Orlando Magic, (7)Washington Wizards, (8)Toronto Raptors.

Quais são seus favoritos e expectativas para a Conferência Leste da NBA nesta temporada? Pitaque você também na caixinha de comentários!

Bola ao alto para a NBA 2009

A melhor liga de basquete do mundo sobe a bola nesta terça, 28/10, quando começa a temporada 2008-2009 da NBA. São 30 times divididos nas Conferências Oeste e Leste em seis divisões (Atlantic, Central e Southeast no Leste; Southwest, Northwest e Pacific no Oeste). Os oito melhores de cada conferência se classificam para a disputa dos playoffs, que começam em 18/04/2009.

Não tenho a envergadura moral que o Barrettão tem quando fala da NFL, mas dou meus pitacos em basquete. Joguei no time da escola como armador, tentamos montar um time na Engenharia Elétrica na UFRJ (até era um time maneiro, com um moleque que jogou no adulto no Campeonato Carioca, velho Rossano) e joguei várias peladas boas no Aterro (o Olívia aparecia lá de vez em quando).

Para que a leitura não fique muito cansativa, o post será feito em partes. Ainda hoje apresento os times da Conferência Leste e amanhã os da Conferência Oeste. Sempre com os tradicionais pitacos do Blog.

Aguardem!

domingo, 26 de outubro de 2008

I Jogos Asiáticos de Praia

Terminou hoje no cenário paradisíaco de Bali a primeira edição dos Jogos Asiáticos de Praia, promovido pelo Olympic Council of Asia. O evento contou com a participação de 45 nações e cerca de 10.000 atletas e quadro funcional, envolvidos em competições em 17 esportes dos mais variados e inusitados possíveis.

A grande campeã do quadro de medalhas foi a dona da casa, a Indonésia, que abocanhou 23 medalhas de ouro, 8 de prata e 20 de bronze, totalizando 51, entre competições masculinas, femininas e mistas. A Tailândia ficou em segundo, com 10 de ouro, 17 de prata e 10 de bronze (totalizando 37 medalhas), com a China em terceiro, que somou 6 douradas, 10 prateadas e 7 de bronze (23 no total).

Esportes Tradicionais (para nós, ocidentais)

Dentre os esportes conhecidos pelas civilizações ocidentais, aconteceram nos Jogos disputas de Vôlei de Praia, Futebol de Areia, Pólo Aquático (de volta às origens, quando era disputado no mar), Maratona Aquática, Iatismo, Triatlon, Surf, Jet Ski (provas de corrida e free style, de manobras) e Paragliding (onde o competidor fica fazendo manobras em um tipo específico de pára-quedas sobre o mar). Até mesmo fisiculturismo foi disputado.

Esportes Adaptados

Alguns esportes tradicionais (novamente, para nós) foram adaptados para disputa na praia. Caso do Basquete, com a adaptação óbvia de não quicar a bola, do Handebol (este sofre menos com o piso, pois os jogadores não quicam a bola com a mesma freqüência do basquete), Luta Olímpica (deve ser mais agradável cair na areia do que no tablado, mas com o ônus de engolir areia ou entupir os fundilhos).

Esportes Inusitados

É aqui que os Jogos fizeram a alegria da garotada. É cada esporte...

Teve o Kabaddi, originário da Índia e esporte número um de Bangladesh, que é um esporte de combate, onde duas equipes de quatro atletas (na praia, o indoor tem 7) tentam invadir o campo adversário. Um dos jogadores de ataque (chamados de Raider) precisa passar para o campo oposto, gritando "Kabaddi!!! Kabaddi!!!! Kabaddi!!!!", deve tocar em um defensor (chamados de Antis) e voltar para seu campo. Os defensores precisam impedir que este jogador retorne. Nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, o Kabaddi foi disputado como esporte de exibição, quando foi reconhecido como modalidade esportiva.

Ainda tivemos a disputa do Pencak Silat, também esporte de combate, uma arte marcial desenvolvida pelos países malaios, principalmente Malásia e Indonésia. O Pencak Silat é bastante complexo, com uma grande variedade de movimentos de ataque e defesa, baseado em golpes de braço, chutes, agarramentos, arremessos, movimentos com os pés e técnicas que usam armas, como facas, barras de metal longas e curtas, e espadas. Pencak Silat significa “lutar em defesa própria”. Foram disputadas as categorias Pencak Silat Ganga, Pencak Silat Tanding (classe A, classe D e classe H) e Pencak Silat Tunggal, tanto no masculino quanto no feminino. Indonésia e Malásia ganharam medalhas em praticamente todas as disputas, seguidos um pouco mais atrás de Vietnã e Brunei.

E a Corrida do Barco do Dragão? Espécie de prova de remo ou canoagem, com um barco engraçado, decorados com cabeças e rabos de dragões chineses (veja foto ao lado), repleto de remadores amontoados, podendo ter equipes de 10 a 50 remadores. Só o naipe dos barcos já merece destaque. A Dragon Boat Racing, disputada em provas de 250m, 500m e 1000m, em provas masculinas e femininas, foi dominada pela Indonésia, Mianmar e Filipinas, que ganharam todas as medalhas no masculino.

O Woodball é uma mistura de golf com críquete. Os jogadores usam uma marreta que parece uma garrafa na ponta, para golpear uma bola, fazendo-a passar pelo meio dos obstáculos. Vence quem completar o circuito dando o menor número de golpes.

As competições, disputadas no individual e equipe, nas categorias masculina e feminina, foram amplamente dominadas pela Malásia, principalmente com Syed Bakar bin Osman, que venceu a disputa individual masculina e fez parte da equipe malaia que ganhou o ouro. No feminino a China Taipei ganhou o ouro por equipes e fechou todo o pódio na disputa individual, liderada por Chin Han Wu, de apenas 17 anos.

E, last but not least, o melhor da festa (pelo menos na minha opinião), o Sepaktakraw. De todos os esportes inusitados descritos acima, o Takraw era o único que eu já conhecia. Fui apresentado a esta mistura de futevôlei com arte marcial ao assistir o filme Kickboxer, do Jean Claude Van Damme. Além disso, realmente o Takraw é muito maneiro. Procurem no Youtube que vão encontrar diversos vídeos deste jogo. Temos até Federações locais aqui no Brasil.

Originado do Sudeste Asiático há mais de 500 anos, o Sepak (chute) Takraw (bambu) é disputado entre duas equipes de três jogadores, com uma bola de rattan sintético (antigamente era de bambu mesmo), em uma quadra idêntica a de badminton (engraçado, faltou este esporte no campeonato. Talvez o vento da praia deixe impraticável o vôo da peteca). Une a habilidade do futevôlei com a destreza das artes marciais. É muito comum ver bicicletas e voleios violentíssimos, como se fossem chutes de Kung Fu ou Muay Thai. Os bloqueios de ataques são quase um combate corporal. O barulho feito pelos violentos chutes na bola são impressionantes. A disputa na praia favorece muito o jogo, pois os jogadores executam vôos e ficam de cabeça para baixo muitas vezes para atacar. Mas não pensem que só fazem isso na areia! Nos ginásios é igualzinho.

Cada equipe pode dar até 3 toques na bola antes de passá-la para o outro lado da rede. Mas, diferente do futevôlei, os 3 toques podem ser dados pelo mesmo atleta. Só não é permitido usar os braços e mãos. Imaginem defender um voleio daqueles no peito...

Tailândia e Mianmar dominaram as competições masculinas. No feminino as disputas foram mais espalhadas.

Parabéns, Corinthians!

Depois de sofrer um ano de gozações dos rivais, de ver a arrecadação diminuir, chegou o momento da redenção. O Arquibancada Digital parabeniza o Corinthians pela volta à Série A do Campeonato Brasileiro em 2009. O time sobrou no campeonato, mostrou que era um time da Série A jogando a Série B. Subiu na moral, sem deixar dúvidas. E não precisou de viradas de mesa (como o Fluminense), nem de regulamentos camaradas ou Batalha dos Aflitos (como o Grêmio), tampouco precisou dar uma arrancada, depois de um início ruim (como Palmeiras, Botafogo e Atlético-MG).

Vejam só: o time alvinegro tem 32 jogos e apenas duas derrotas. Tem o melhor ataque da competição e a defesa menos vazada. É líder com 11 pontos de vantagem para o segundo colocado (Avaí) e já não pode ser alcançado pelo quinto colocado (hoje o Barueri). E isso tudo faltando ainda seis rodadas para o final. É a maior campanha da história da Série B por pontos corridos.

Mas que isso não esconda a realidade para a torcida. Que a nação corinthiana não ache que vai chegar na Série A em 2009 e vai passar o rodo. O time precisa se reforçar. A diferença técnica entre as divisões é enorme. Em que pese a presença do meia Douglas, camisa 10 clássico, titular de qualquer time brasileiro em qualquer divisão. Um bom lateral ofensivamente, que é muito fraco defensivamente (André Santos) e que ainda precisa provar que tem condição de jogar bem contra times fortes (não esqueçam que o vi jogar no Flamengo...). Um goleiro bom, mas abaixo de Marcos, Bruno e Rogério Ceni. E o resto é regular.

Mas hoje é dia de festa para o Corinthians. Sejam bem-vindos de volta.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Clássicos para reembolar o campeonato


O Campeonato Brasileiro de 2008 está fazendo a alegria das casas de apostas. Na semana passada diminuímos os candidatos ao título a quatro times. Hoje, com a derrota do Grêmio, o empate entre São Paulo e Palmeiras, junto com a vitória do Flamengo, os candidatos voltam a ser cinco. Não tem jeito, só vai dar pra apontar o virtual campeão e os rebaixados nas duas últimas rodadas.

Grande jogo no Parque Antártica, apontado por muitos como o melhor jogo do campeonato. Pelo menos começou quente: em menos de dez minutos, gol do São Paulo de Rogério Ceni (de pênalti, cometido idiotamente pelo Leo Lima) e um expulso pra cada lado (Diego Souza e Borges, em confusão na saída de bola). O São Paulo fez 2 a 0 no primeiro tempo, com Dagoberto e ainda teve uma chance para matar o jogo, com Jean. Não matou. No segundo, em menos de cinco minutos, o Palmeiras empatou, com Kleber e Dagoberto contra, que desviou falta contra o patrimônio. Ainda teve um lance polêmico, uma cabeçada de Alex Mineiro que não entrou completamente, como manda a regra.

Para me deixar com mais raiva ainda, o Atlético-MG voltou ao normal. Foi amplamente dominado pelo Cruzeiro, no clássico mineiro, e não foi derrotado por mais por sorte. De cinco clássicos em 2008, a Raposa ganhou 4 e empatou um. Para se ter uma idéia do passeio, em menos de 15 minutos de jogo o Cruzeiro já tinha finalizado oito vezes, contra nenhuma do Galo. A vitória atleticana da semana passada realmente foi um aborto da natureza.

No Maracanã, um joguinho miserável. Ninguém jogou nada, mas como a fase do Vasco é negra e o zagueiro Jorge Luiz é horroroso, o Flamengo ganhou por 1 a 0, com gol contra do pobre coitado, em jogada de Obina, aos trancos e barrancos. O Flamengo, que jogou quase o segundo tempo inteiro com um a menos (Fábio Luciano foi expulso), volta a ficar a quatro pontos da liderança. Ganhou 4 dos últimos 5 jogos. Então o time está com tudo para ser campeão? Longe disso. O Flamengo, apesar dos resultados positivos, não jogou nada em nenhum dos cinco jogos (minto, jogou bem no primeiro tempo contra o Náutico). Ganhou na camisa, na força. E o Vasco caminha a passos largos para trocar de lugar com o Corinthians em 2009...

O Grêmio conseguiu perder para a Portuguesa. Tudo bem que jogar contra desesperado é duro, mas quem quer ser campeão não pode dar este tipo de mole. E depois reclamam de perseguição, de eixo do mal e outras baboseiras. Entrem em campo e ganhem. Não vi o jogo (estava no Maracanã), mas pelo que ouvi, o Orteman foi pavoroso e o Roth insistia com ele. O comentarista Daniel Noriega falou que o Athirson está jogando bem novamente. Muito legal isso, é um bom jogador, mas as contusões o atrapalharam muito. Vamos aguardar o Grgr nos comentários, para dizer como foi o jogo.

Em Salvador, o Fluminense voltou à zona de rebaixamento, ao empatar com o Vitória no Barradão. Mas foi muito prejudicado por erros da arbitragem, em dois pênaltis escandalosos não marcados. O último, aos 48 do segundo tempo, foi uma mão na bola das mais descaradas que vi na minha vida. Para não falar só de coisa ruim (para os tricolores), que golaço do zagueiraço Thiago Silva!

Os gols da 30ª rodada do campeonato:

Brasil conquista o hexa no futsal


Foi um jogaço a final da Copa do Mundo de Futsal. Eu e mais quase 20.000 fomos privilegiados em assistir ao vivo no ginásio do Maracanãzinho. Brasil e Espanha mostraram que realmente estão à frente das demais seleções do mundo. A seleção brasileira conseguiu espantar o fantasma espanhol, que conquistara os dois últimos mundiais (vencendo o Brasil na final de 2000 e na semifinal de 2004), reconquistando a coroa mundial. É o sexto título mundial do Brasil, o quarto sob a chancela da FIFA (antes o esporte era controlado pela extinta FIFUSA).

A partida, como não poderia deixar de ser, foi eletrizante, intensa, nervosa e muito bem jogada, principalmente no plano tático. Os dois times montaram verdadeiros ferrolhos defensivos, dando poucas chances de gol ao adversário. Além disso as duas equipes mostravam muito respeito pelo adversário e sabiam que qualquer erro poderia ser fatal.

Gols apenas no segundo tempo. O Brasil fez 1 a 0, numa cobrança de escanteio de Marquinhos, que bateu no rosto de Borja e enganou o goleiraço espanhol Luis Amado (muitos o apontam como o melhor do mundo). Três minutos depois a Espanha chegou ao empate com um chutaço de Torras, sem defesa para Thiago. Faltando pouco mais de 3 minutos para o fim, o capitão Vinicius desempatou, depois de um bate-rebate na área espanhola. Parecia ser o gol do título.

A Espanha então colocou Kike como goleiro-linha e passou a pressionar. Adiantou a marcação e complicou a saída de bola do Brasil. Com pouco mais de um minuto para o fim do jogo, Alvaro empatou, numa bobeira da defesa brasileira, que havia sofrido uma jogada idêntica pouco tempo antes. Impressionante como a Espanha usa bem a tática do goleiro-linha. Não se precipita, não perde a bola de graça. Os cinco em quadra são especialistas nesta tática, não tentam no desespero.

Na prorrogação, o Brasil tentou tomar a dianteira. O craque Lenísio, para mim o jogador mais completo da seleção atual, quase fez um golaço, ao passar por dois marcadores e encobrir o goleiro, mas a bola passou por cima.

Tanto equilíbrio só poderia ser decidido nos pênaltis. E quem diz que pênalti é loteria nunca disputou um campeonato na vida. Pênalti é preparo, muito treino, concentração e qualidade técnica. Na decisão, quem brilhou foi o goleiro reserva Franklin. Além de mais experiente (disputou as Copas de 2000 e 2004), Franklin é maior do que Thiago, o que ajuda muito na hora de defender pênalti em futsal. Achei temeroso colocar um goleiro frio, que só jogara dois tempos na primeira fase e que não entrara em campo em nenhum dos 50 minutos disputados na final. Mas ainda bem que o PC Oliveira entende mais do que eu, apostou no goleiro e se deu bem. Franklin defendeu as cobranças de Torras e do brasileiro naturalizado Marcelo. Luis Amado pegou a cobrança de Ari. O Brasil venceu por 4 a 3 e conquistou o hexacampeonato mundial.

Schumacher, mesmo com o tornozelo contundido, jogou com uma bota protetora e foi um monstro em quadra. Marcou muito, deu bons passes e ainda chegou na frente para finalizar com perigo. Na minha opinião, o melhor em quadra na final.

A nota triste ficou com o péssimo comportamento do Falcão no final do jogo. Em vez de comemorar o título da seleção e a própria indicação como craque do campeonato, o jogador agrediu o espanhol Alvaro com um soco no rosto, enquanto o adversário abraçava um jogador brasileiro, demonstrando o espírito esportivo que faltou ao nosso craque. Covardemente, depois da agressão, Falcão ainda correu para junto da torcida, exatamente onde eu estava, para se proteger de um possível revide. E não adianta Falcão mentir, dizendo que não fez, porque eu estava muito próximo e vi a cena lastimável.

As seguintes premiações foram entregues ao final do jogo:

FIFA Fair Play (time mais disciplinado): Espanha
Luva de Ouro (melhor goleiro): Thiago, Brasil
Chuteira de Bronze (terceiro artilheiro): Lenísio, Brasil, 10 gols
Chuteira de Prata (vice-artilheiro): Falcão, Brasil, 15 gols
Chuteira de Ouro (artilheiro): Pula, Rússia, 16 gols
Bola de Bronze (terceiro melhor jogador): Thiago, Brasil
Bola de Prata (segundo melhor jogador): Schumacher, Brasil
Bola de Ouro (melhor jogador): Falcão, Brasil

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Esse até a avó do Vanucci faria

Tinha uns lances tão fáceis que o apresentador Fernando Vanucci, quando era da Globo, falava que até a avó dele faria.

Não sei a quantas anda a progenitora do cidadão, mas se estiver viva ainda, acho que conseguiria fazer o gol do vídeo abaixo. O lance aconteceu no jogo entre Escócia e Noruega, pelas Eliminatórias Européias da Copa de 2010. Chris Iwelumo é o nome da fera.

Como diz o João Guilherme, narrador do Sportv: "Que desagradável...".

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

"Quer espetáculo? Vai pro Teatro Municipal!"


A frase do título do post, dita pelo técnico Muricy Ramalho na entrevista pós-jogo, resume bem o que está sendo o Campeonato Brasileiro de 2008. Não tem espaço pra brincadeirinha, só tem guerra! A 29ª rodada trouxe um pouco mais de luz ao campeonato. Com a derrota do Maracanã, o Flamengo provavelmente deu adeus ao título em 2008. Agora só deverá restar a briga pela Libertadores. E como os líderes não têm dado mole, até isso pode ficar complicado.

Na quarta, o Grêmio retomou a liderança, ao vencer o Santos no Olímpico por 2 a 0, gols de Morales e Soares. O time novamente não jogou bem, foi dominado em parte do jogo, mas fez valer o mando de campo e colocou os importantes 3 pontos no bolso. E desta vez quero ver o que os gremistas vão falar em relação a arbitragem. Quero ver se algum vai a público se desculpar do pênalti não marcado a favor do Santos, num chute que foi bloqueado por Soares com a mão. Assim como os gols das vitórias sobre São Paulo e Ipatinga, ambos em impedimento. Arbitragem erra para todos os lados, não existe essa de perseguição contra A ou B, porque não são do "eixo".

Não vi o jogo do Palmeiras contra o Figueirense, também na quarta, mas a inconstância do alvi-verde fora de casa pode pesar no final do campeonato. Como nota triste da partida, mais uma cotovelada do atacante palmeirense Kleber no zagueiro Asprilla, levando-o a nocaute. Desta vez só rendeu cartão amarelo a Kleber, o mais indisciplinado do campeonato. Gostaria de saber o que passa na cabeça deste cidadão...

Já na quinta, mais dois times do bloco da frente jogando mal, mas vencendo seus jogos. O Tricolor Paulista teve uma atuação pífia contra o fraco time do Náutico, mas um chute de longe de Hernanes definiu o placar, que no meu ver não foi justo. O Náutico, apesar de jogar com oito atrás, apareceu pelo menos em quatro oportunidades diante de Rogério Ceni e não marcou por incompetência. O 0 x 0 seria um resultado mais condizente com o péssimo espetáculo apresentado no Morumbi.

No Mineirão, o Cruzeiro fez o óbvio: venceu o Ipatinga. Mas, assim como Grêmio, São Paulo e Palmeiras, também jogou mal. Ramires contou com uma falha do goleiro Fernando para fazer o gol único do jogo. Depois o Cruzeiro ainda viu aliviado o goleiro Fábio fazer uma defesa espetacular numa cabeçada de Rodriguinho, num lance que lembrou um pouco a defesa de Gordon Banks contra Pelé na Copa de 70.

Já no Maracanã... Pressionadíssimo pelas vitórias de Grêmio, Cruzeiro e São Paulo, o time do Flamengo sentiu e errou tudo que podia e que não podia contra o Atlético-MG. Os mais de 80.000 torcedores presentes ao estádio (recorde do campeonato) contribuiram para aumentar o nervosismo da equipe. Achei a atuação do Flamengo ainda pior do que a trágica partida contra o América do México, pela Libertadores. O meio-campo não marcou e não apoiou o ataque. Ibson e Kleberson, responsáveis pela armação das jogadas, erraram todos os passes possíveis. Ibson ainda perdeu um gol inacreditável diante do goleiro, quando o jogo ainda estava 1 a 0. Sambueza jogou de lateral, no lugar de Juan (na seleção) e mostrou que pode ser útil como meia, mas não tem velocidade nem cacoete de ala, foi um a menos. Com o Flamengo sem meio e sem saída pela esquerda, o Galo teve seu trabalho facilitado e lhe restou apenas fechar as saídas com Leo Moura, fazendo com que Marcelinho Paraíba e Vandinho ficassem inúteis em campo. O capitão Fábio Luciano, suspenso, fez uma falta imensa, para segurar os ânimos do time (também estava ausente contra o América). E o Atlético ainda jogou a partida do ano. Muitíssimo bem postado em campo, trocando passes com rapidez e se movimentando sempre, o Galo dominou amplamente a partida e não fez mais de 3 porque o goleiro Bruno salvou o Flamengo. Renan Oliveira foi o grande jogador da partida, talvez da rodada. Se jogasse sempre assim, em vez de lutar para não cair, o Galo estaria lutando pelo G-4, se não pelo título. O time mineiro teve no sábado uma das 3 ou 4 melhores atuações de um time que eu vi neste campeonato.

Na rabeira da classificação, o Fluminense conseguiu um grande resultado. Os 3 gols de Washington mandaram o Atlético-PR para a zona de rebaixamento, no lugar do Tricolor. Acredito que a briga agora ficará limitada ao grupo dos seis últimos: Ipatinga, Vasco (ambos com 27 pontos), Portuguesa e Atlético-PR (com 28 pontos) e Fluminense e Náutico (30). Como tem mais time e mais pontos, acho que o Fluminense vai acabar se salvando.

Os gols de sábado seguem abaixo. Se alguém tiver o link com os outros gols da rodada, mande pra gente, por favor.

domingo, 5 de outubro de 2008

A gangorra do Campeonato Brasileiro

Fiz um levantamento do aproveitamento dos clubes nas dez últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Como faltam dez rodadas para o final, podemos ver quem vem crescendo e quem vem caindo, comparado com a posição atual.

Flamengo e São Paulo perderam apenas um jogo nos últimos dez (a derrota do Flamengo foi para o próprio São Paulo). Mas o que atrapalha o Tricolor Paulista é a grande quantidade de empates. O time, inclusive, é o que mais empatou no campeonato.

P TIME J V E D GP GC SG PTS %
1 Flamengo 10 6 3 1 16 11 5 21 70
2 Goiás 10 6 2 2 21 7 14 20 67
3 Palmeiras 10 6 1 3 15 11 4 19 63
4 São Paulo 10 5 4 1 15 7 8 19 63
5 Internacional 10 5 2 3 16 14 2 17 57
6 Santos 10 4 4 2 15 10 5 16 53
7 Coritiba 10 4 3 3 17 11 6 15 50
8 Grêmio 10 4 3 3 13 11 2 15 50
9 Botafogo 10 4 3 3 10 10 0 15 50
10 Vitória 10 4 2 4 12 10 2 14 47
11 Ipatinga 10 4 2 4 11 16 -5 14 47
12 Cruzeiro 10 4 1 5 12 14 -2 13 43
13 Sport 10 3 3 4 11 8 3 12 40
14 Náutico 10 3 3 4 10 13 -3 12 40
15 Fluminense 10 2 5 3 13 13 0 11 37
16 Atlético-MG 10 2 4 4 12 15 -3 10 33
17 Portuguesa 10 2 2 6 11 17 -6 8 27
18 Atlético-PR 10 2 2 6 10 19 -9 8 27
19 Figueirense 10 2 2 6 13 23 -10 8 27
20 Vasco 10 2 1 7 12 23 -11 7 23

sábado, 4 de outubro de 2008

Dez rodadas, cinco times, um título


Faltando dez jogos para o final do campeonato, ainda não tenho coragem de afirmar quem vai ser campeão. No Campeonato Brasileiro mais disputado dos últimos tempos (senão de todos), os cinco primeiros colocados venceram e seguem embolados. Apenas 4 pontos separam o líder Palmeiras do quinto, São Paulo. Acho até que a rodada definiu que as vagas para a Libertadores ficarão entre os atuais postulantes ao título.

O líder recebeu o irregular Atlético-MG em casa e levou um susto, ao sair perdendo. O Galo, que vencia e assustava nos contra-ataques, perdeu o atacante Marques, expulso. Com um a menos, recuou. E facilitou o serviço do Palmeiras, que, comandado por Denilson, virou o jogo por 3 a 1.

Em Porto Alegre, o Grêmio espantou a série de quatro partidas sem vitória, ao bater o Botafogo, também de virada. Foi uma partida de alto índice de jogadas ríspidas, muitas faltas (mais de 60) e baixo nível técnico. A despeito do chororô, achei a expulsão do Jorge Henrique correta. Mas somente depois de ver o lance completo. Como ponto positivo, destaco a bela atuação do meia Douglas Costa, de apenas 18 anos e muito futuro, que inclusive chamou a atenção de Dunga enquanto treinava com a Seleção Sub-19 na Granja Comary, no mesmo local que a Seleção principal se preparava para os últimos confrontos das Eliminatórias.

No Recife, o Flamengo entrou em campo pressionadíssimo. Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro e São Paulo haviam vencido seus jogos. Não restava outra alternativa ao Rubro-Negro que não a vitória, sob pena de ver suas chances de título se esvairem. Jogando de modo inteligente, o time compactou-se, diminuindo os espaços entre os setores, diminuindo a chance de erros de passe (que mesmo assim foram muitos) no péssimo campo dos Aflitos. A entrada de Toró deu liberdade aos laterais. Ibson e Kleberson (este enquanto teve pernas) jogaram uma bela partida. Vandinho mostrou que não pode ser reserva. O resultado foi uma vitória por 2 a 0, com um direito a golaço de Leo Moura. O Náutico mostrou porque tem o segundo pior ataque do campeonato. Precisa de calma na hora de finalizar. Tivesse mais tranqüilidade e o resultado provavelmente seria outro.

Na parte do fundo da tabela, o Vasco segue seu calvário. Conseguiu a proeza de levar 4 gols do fraquíssimo time do Figueirense, em pleno São Januário. Isso depois de perder para o Ipatinga e o Náutico (este também em São Januário), em todos os jogos levando 3 ou 4 gols. Apesar do equilíbrio negativo entre os lanternas, não consigo imaginar quatro times que possam tirar a desonrosa vaga do Vasco. Se existem mais de 90% de chances de um carioca cair, estou quase apostando que o Vasco será um deles. Mas talvez não seja o único. Vai enfrentar o Fluminense no dia de finados (que data mais adequada), no clássico mais importante entre ambos desde a final do Brasileiro de 1984.

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PS: assim que for publicado, colocarei o link dos gols da rodada neste post.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

É muita onda!


Quantos eneacampeões mundiais você conhece? Ué, você nem sabe o que é isso? Não se preocupe, certamente não é o(a) único(a). É tão raro ver alguém nove vezes campeão mundial de alguma coisa que o termo é usado de vez em nunca. De cabeça, pensando um pouco melhor, não lembro de nenhum eneacampeão mundial em nenhum esporte. Eneacampeões mundiais não são vendidos na feira. Mas hoje, em Mundaka, na Espanha, o surfista Kelly Slater fez a palavra sair dos confins do dicionário, levando-a para as manchetes de todos os jornais do mundo.

E isso porque o americano estaria desmotivado com a carreira. Campeão mundial mais jovem da história do surfe, aos 20 anos em 1992. Em 1996, ganhou 7 etapas do circuito e igualou o recorde de Tom Curren (outra lenda do esporte e herói de infância de Slater) e Daniel Hardman. Pentacampeão mundial, tornou-se o surfista com maior número de títulos. Hexacampeão, resolveu abandonar a carreira, de saco cheio de viajar e vencer. Foi curtir a vida: namorou Pamela Anderson, Cameron Diaz e Gisele Bündchen. Virou videogame, quando a Activision lançou o Kelly Slater's Pro Surfer em 2002. Cansou da vida de aposentado e voltou ao circuito.

E como tudo que faz na vida, voltou passando o rodo: destronou Andy Irons em 2005-2006, conquistando o hepta e o octa. Em 2005, na bateria final de Teahupoo, no Taiti, tornou-se o primeiro a alcançar uma bateria perfeita, ao receber duas notas 10. Deu uma chance para o australiano Mick Fanning em 2007, talvez para não desmotivar os adversários. E em 2008...

Slater resolveu estraçalhar em 2008. Surrou o atual campeão mundial Fanning em Jeffrey's Bay, África do Sul, ao fazer na final 16,73 x 9,40. Na final da etapa de Lower Trestles, na California, ficou em combinação contra Taj Burrow, que também lutava pelo título mundial. Precisava trocar suas duas notas por uma soma de 18,64. Mas o que acontece quando coloca-se um mito como Slater pressionado contra a parede? Faltando 1min07s para o fim, tirou um 9,27 da cartola, aplicou uma virada sensacional, fez 18,97 x 18,63 e papou a etapa. A Burrow, restou se conformar: "É meio frustrante sentar lá atrás e ver a onda que ele pegou". Ganhou 5 das 7 primeiras etapas e chegou na França podendo se tornar o campeão mundial com maior antecedência da história. Perdeu a final para Adrian Buchan. Ameaçou não disputar a etapa de Mundaka, a mais temperamental das ondas do circuito, onde quebra menos de 10% dos dias do ano. Slater acha que Mundaka não tem mais nível para sediar uma etapa do circuito.

Mudou de idéia e caiu na água. Precisava apenas de uma nona colocação, na nona etapa, para garantir o nono título mundial. Chovia granizo em Mundaka! Slater caiu na água e o sol apareceu, de surpresa. Bastava vencer a bateria contra o local Eneko Acero. E assim foi feito. Slater saiu da água eneacampeão mundial (a foto abaixo não é uma gozação ao Presidente do Brasil), conquistando o título com a maior antecedência da história e tornando-se o surfista mais velho a se tornar campeão mundial, aos 36 anos. Junto com o campeão, foi embora o sol, que aparecera apenas para presenciar a história sendo escrita. O cara desmotivado não pára de ganhar, não pára de bater recordes. Voltar em 2009 virou praticamente uma obrigação. Não consegui fugir do trocadilho do título do post.

Que venha o decacampeonato. E o undeca, o duodeca... Vamos correr para os dicionários, pois Kelly Slater não tem limites.