quinta-feira, 31 de julho de 2008

Contagem regressiva para coroar o novo rei do tênis

A série Estrelas Olímpicas dá uma parada para um post histórico. Depois de 4 anos, Roger Federer vai deixar de ser o número 1 do ranking mundial. O suíço foi eliminado no Masters Series de Cincinnati depois de perder para o gigante (2,08m) croata Ivo Karlovic por 2 sets a 1, com parciais de 7/6, 4/6 e 7/6.

O novo dono da coroa será o espanhol Rafael Nadal. Se Rafa vencer o torneio no domingo alcançará 6.730 pontos no ranking da ATP, contra 6.680 de Federer e já aparecerá em primeiro no ranking que será divulgado pela ATP na segunda-feira, dia 4, interrompendo uma série fantástica e histórica de 235 semanas como número um de Federer, um recorde.

Caso Nadal perca a final, atingirá o primeiro posto no dia 11, uma semana depois. Se perder nas semifinais, mais uma semana de adiamento e o espanhol assumirá apenas no dia 18. Para Rafael Nadal não assumir a ponta do ranking nas próximas três semanas (a única maneira, aliás) terá que perder nas quartas-de-final em Cincy contra o equatoriano Nicolas Lapentti, além de Federer conquistar a medalha de ouro em Pequim e que Nadal não alcance a terceira rodada nas Olimpíadas.

Por conta dos Jogos Olímpicos, os Masters do Canadá e Cincinnati foram antecipados. Em 2007 foram disputados na segunda e terceira semanas de agosto. Em 2008 aconteceram no final de julho. Por conta desta alteração não podemos afirmar ainda a data precisa de quando Nadal atingirá a primeira posição. O ranking conta com os resultados das últimas 52 semanas, descontando os pontos da 52a semana passada, somando com os pontos da semana atual.

Federer foi campeão em 2007 e vice no Canadá, quando somou 850 pontos. Como caiu na estréia no Canadá (somando 5 pontos) e nas oitavas em Cincinnati (mais 75), vai perder 670 pontos. Já Nadal foi semifinalista no Canadá em 2007 (225 pontos) e caiu na estréia em Cincy (5 pontos). Em 2008 ele ganhou no Canadá (500 pontos) e já tem 125 em Cincinnati. Se ganhar, são mais 500 pelo título, somando 770 de crédito.

E daqui para frente a tendência é que Nadal aumente a vantagem: como parou nas oitavas no US Open de 2007, Rafa tem apenas 150 pontos para defender. Federer, o atual campeão, vai defender os 1000 e na melhor das hipóteses sairá no zero a zero. Pelo tênis que ambos estão jogando, Nadal é favoritíssimo para vencer em Flushing Meadows, onde jamais passou das quartas. Federer vai ter que reencontrar seu melhor jogo para tomar de volta o posto de número 1. E ainda tem, além de um inspiradíssimo Nadal, que se preocupar com Novak Djokovic, que certamente virá ainda mais forte em 2009, mais experiente. Novak é 2 anos mais jovem que Rafa e 6 que Roger.

O tênis agradece a volta da competitividade no topo do ranking!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O nadador que assombra o mundo


O que falar de um cidadão que já bateu 25 vezes o recorde mundial, ganhou 7 medalhas de ouro com 5 recordes mundiais no Campeonato Mundial de 2007, ganhou 17 títulos mundiais, é o atual recordista mundial dos 200m livre, 200m borboleta, 200m medley, 400m medley, 4x100m livre e 4x200m livre, ganhou 6 ouros e dois bronzes nas Olimpíadas de Atenas (com apenas 19 anos), tornou-se o mais jovem recordista mundial, ao bater os 200m borboleta com 15 anos, além de ser o único nadador da história a estabelecer 5 recordes mundiais num mesmo evento? Provavelmente estamos diante do mais completo nadador de todos os tempos.

Michael Phelps, americano de 23 anos (30/06/1985), conhecido como "The Baltimore Bullet", será a maior dentre todas as estrelas de Pequim. Os bilhões de olhos do mundo estarão voltados para ele, ansiosos para vê-lo alcançar seu objetivo confesso de faturar 8 medalhas de ouro e superar Mark Spitz como o maior campeão numa mesma edição olímpica. Se pensarmos que ele é o atual recordista mundial das duas provas em que foi bronze em Atenas (200m livre e 4x100m livre), é muito provável que Phelps consiga atingir o feito histórico nas piscinas do Cubo D'água em Pequim.

Estudos realizados com o nadador mostram que sua anatomia é perfeita para a natação: Phelps tem 1,92m de altura e 2m de envergadura, o que permite maior força e alcance nas braçadas. Some os braços imensos às pernas curtas, que auxiliam na flutuação e têm menor resistência à água e temos um ser humano que parece ter nascido para viver na água. Em terra, estas características tornam o andar de Phelps um tanto desajeitado. Dentro da água o tornam o maior fenômeno da natação já visto.

Preparado em duríssima rotina de treinamento, quando passa de 12.000m nadados num único dia, Phelps levou seu nível técnico a um patamar nunca antes atingido.

Quatro anos mais maduro em relação a Atenas, ainda muito jovem, com uma bagagem maior de recordes e conquistas, apesar da certamente enorme pressão que sofrerá, alguém aí duvida que Phelps vai alcançar seus objetivos em Pequim?

terça-feira, 29 de julho de 2008

O último ato de um ciclo de ouro


Bernardinho assumiu a Seleção Brasileira Masculina de vôlei em 2001, depois de dois ciclos olímpicos à frente do time feminino, onde não conseguiu nenhum dos grandes títulos (mundial e olímpico), apesar de ter feito belíssimo trabalho. Desde sua estréia com os homens, o Brasil estabeleceu a maior era de vitórias da história dos esportes coletivos brasileiros: foram 26 torneios disputados, incríveis 21 títulos conquistados (dois mundiais e um olímpico), 4 vices e um único terceiro lugar, no Pan de Santo Domingo, em 2003 (provavelmente o torneio mais fácil disputado pela equipe). Até semana passada era o atual campeão olímpico, bi mundial, penta da Liga, Copa do Mundo, Grand Champions, sul-americano, pan-americano. Cem porcento de presença nos pódios mundo afora.

O 27o campeonato foi a Liga Mundial de 2008, com final marcada para o Maracanãzinho. Tudo pronto para uma grande festa. O Brasil conquistaria o oitavo título da Liga - o sexto seguido - e partiria para o tricampeonato olímpico em Pequim, onde o ciclo fantástico teria um final apoteótico. Mas o inacreditável também acontece contra e o Brasil, pela primeira vez na Era Bernardinho, ficou fora do pódio, ao perder a semifinal para os EUA e a decisão de terceiro para a Rússia. Pela primeira vez Bernardinho não conseguiu recuperar psicologicamente o time, que tem uma força mental descomunal.

Mas, como diz o velho ditado, há males que vêm para o bem. O Brasil é um país de desmemoriados, onde a última impressão é a que realmente fica. Imaginem se o Brasil vence a Liga e perde a Olimpíada? Com certeza viriam enxurradas de críticas em cima de um grupo que só merece a nossa reverência. Acho que o resultado na Liga vai servir para unir o time. Como disse o técnico, "a derrota amarga vai fazê-los jogar com gosto de sangue na boca". E vocês podem imaginar o que virá em Pequim com este time, acostumado a passar o rodo em todo mundo, jogando com gosto de sangue na boca.

Num esporte cada vez mais dominado por gigantes búlgaros, poloneses, alemães, russos, sérvios, que fizeram a rede se tornar um mero detalhe, o Brasil estabeleceu uma "Dinastia de Baixinhos". Para termos uma idéia, Giba, considerado o melhor jogador da atualidade, é menor do que TODOS os jogadores da seleção russa. Até mesmo o líbero russo é maior que Giba. O brasileiro, com 1,92m e que alcança 3,45m no ataque, encara paredes de 2,10m (o búlgaro Ivanov), 2,11m (o polonês Mozdzonek) e 2,12m (o alemão Kromm, que bloqueia a 2,65m). Esta disparidade física torna ainda mais fantástica a supremacia brasileira.

Além da superação física, vale ressaltar o trabalho brilhante de toda a comissão técnica. Liderados por Bernardinho, que funciona como um Head Coach, um diretor técnico, uma trupe de grandes profissionais trabalha, cada um em sua especialidade, somando esforços para que o Brasil siga vencendo. Ricardo Tabbach, Roberley Leonaldo, Guilherme Tenius, todos têm uma importância vital na seleção. É um conceito que devia ser seguido em outros esportes, como futebol e basquete, com seus "caciques" centralizadores e ultrapassados.

Vale lembrar que o Brasil perdeu a final da Liga em 2002 para a Rússia, em Belo Horizonte. No campeonato seguinte, sagrou-se campeão mundial pela primeira vez na história. Que em Pequim, com "gosto de sangue na boca", o Brasil traga mais uma medalha de ouro olímpica. A derrota na Liga vai fazer com que os adversários joguem sem medo do Brasil. E assim, não duvido que a Seleção "espalhe o sangue" em Pequim e volte de lá depois de enfiar 3 a 0 em todos os jogos. Aliás, não se deve duvidar deste time. Principalmente depois de sofrerem uma derrota dura como a da Liga.

domingo, 27 de julho de 2008

Série Estrelas Olímpicas

Faltam 12 dias para o início da maior festa esportiva do mundo, os Jogos Olímpicos, que serão disputados em Pequim. A cerimônia de abertura está marcada para às 20:08h do dia 08/08/2008 (nem é preciso dizer que os chineses consideram o 8 seu número da sorte. Será que vem daí a mística do P8, o Poito*?), horário local.

Como não poderia deixar de ser, estou contando os minutos. E começando a estocar latinhas de Red Bull, porque a maratona nas madrugadas vai ser longa. Além dos canais abertos, a ESPN Brasil (canal 70 NET/TVA, 59 SKY) e o Sportv (Sportv, canal 39; Sportv2, 38; Sportv3, 37/NET, 138/SKY; Sportv4, 138/NET Digital, 139/SKY, Sportv+, 139/NET Digital, 140 SKY e Sportv HD 502/NET Digital) vão estar praticamente dedicados ao evento.

A partir de amanhã vou publicar aqui no Arquibancada Digital o perfil de um candidato a estrela dos Jogos. Será um perfil por dia, alguns deles contemplarão mais de um atleta, por achar que a disputa na modalidade está muito aberta.

A série vai começar com a Seleção Brasileira masculina de vôlei, aproveitando o gancho da recém terminada Liga Mundial, quando ficamos fora de um pódio desde 1998, pela primeira vez na era Bernardinho. Depois teremos:
E você, tem algum candidato a estrela olímpica além desta lista? Somente relacionado aos donos da casa temos candidatos no badminton, tênis de mesa (inclusive disputando por outras nacionalidades...), vôlei feminino. Conte para a gente nos comentários.

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* O Poito é um amigão meu.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Anderson homenageado pela torcida do Manchester

O meia Anderson (grande jogador, por sinal) foi homenageado pela torcida do Manchester United, clube que o brasileiro atua na Inglaterra, com uma música no mínimo curiosa. Bom, curiosa para brasileiros, que estamos acostumados a torcer de um outro modo. Vejam o que diz a "letra"da música:

Anderson-son-son
He's better than Kleberson
Anderson-son-son
He's our midfield magician
To the left, to the right
To the samba beat tonight
He is class with a brass
And he shits on Fabregas!

"Melhor que o Kleberson" foi muito boa, o Kleberson nem deixou saudade nos Red Devils. "Pra esquerda, pra direita, ao ritmo de samba" foi um belo de um chavão. Mas o melhor são os dois últimos versos.

Anderson foi acusado de ter participado de uma festinha com seus companheiros de time, liderados pelos "bons meninos" Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney, com prostitutas (brass é uma gíria para prostituta). Disse Anderson que, quando ele viu que era este tipo de festa, saiu do local e ainda tratou uma das prostitutas com educação.

E no último verso, notem a disposição dos torcedores pra dizer que o Anderson é melhor que o Fabregas (tradução educada do escriba). Realmente muito engraçado e tosco demais.

Esta história toda veio à tona hoje, no treino da seleção na Cingapura, onde um garotinho de 12 anos, fã do meia brasileiro, estava cantando a música e emocionou Anderson e todos os presentes. A reportagem vale ser conferida e cabe uma reflexão: como o esporte é importante socialmente no mundo, qual a responsabilidade que os ídolos têm.

Se você conhece alguma música de algum jogador, conte na caixinha de comentários.

Barbaridade! A 14ª rodada é gaúcha, tchê!


O Campeonato Brasileiro tem um novo líder. E um novo candidato ao título. Grêmio e Internacional brilharam na 14ª rodada, quando o Tricolor tirou o Flamengo da liderança e o Inter colou de vez no G-4, batendo um adversário direto.

Na quarta-feira, no Beira-Rio, o Inter contou com mais uma grande atuação do craque Nilmar, que vem melhorando a cada jogo, retomando a velha forma e o futebol que encantou todo o Brasil. Com dois gols do craque, o Colorado bateu o São Paulo por 2 a 0 e só não fez mais porque Rogério Ceni operou alguns milagres, como uma defesa de reflexo numa cabeçada de Nilmar à queima-roupa, dentro da pequena área. A chegada de D'Alessandro e Daniel Carvalho vai tornar o já ótimo time colorado num time de dar medo nos adversários, mesmo com a provável saída do meia Alex. O Inter manteve a sétima posição, mas agora está a 2 pontos do G-4, com 22. O Tricolor Paulista caiu para sexto, com um ponto a mais.

Ainda na quarta o Flamengo mais uma vez jogou no lixo a chance de se manter afastado dos adversários na ponta. Desta vez o empate custou a liderança. O jogo contra a Portuguesa foi bastante movimentado, com muitos erros da arbitragem (prejudicando ambos os times), os dois buscando o ataque e o Flamengo mostrando que não é mais o visitante amedrontado de 2007. Mas a quantidade de gols perdidos segue incrível. Somada à estupidez de Diego Tardelli e o(s) pênalti(s) perdidos pelo Ibson (que jogou no lixo a bela atuação que vinha tendo) aos 45 minutos do segundo tempo, o Flamengo ganhou 1 ponto nos últimos 9, quando deveria (e poderia) ter ganho pelo menos 7.

Na quinta, o Grêmio tirou onda e assumiu a liderança em grande estilo. Mesmo jogando fora de casa, o Tricolor Gaúcho trucidou o Figueirense por 7 a 1. Perea fez as pazes com as redes, ao marcar 3 gols. O time gaúcho, já muito forte na defesa (menos vazada do campeonato), agora vai contar com um meia versátil (Souza), para compor o setor com o Tcheco. E ainda tem o melhor volante do campeonato até aqui, o garoto Rafael Carioca. Definitivamente o Grêmio vem queimando a língua da grande maioria, inclusive a minha. Não tem mais como negar que o Grêmio é um real candidato ao título. E o grande amigo do Blog, o carioca e gremista Grgr (vulgo -_-), está mais feliz do que pinto no lixo! =)

O Flamengo começou o campeonato com o melhor elenco. As primeiras rodadas pareciam que o time iria passear no campeonato. Mas os adversários se reforçaram. Além de Grêmio e Inter, o São Paulo contratou uma bela dupla de zagueiros, o Cruzeiro (que perdeu em casa do goiás e saiu do G-4) negocia com o atacante Renteria e o Palmeiras (que afundou ainda mais o Santos na lama ao vencer o clássico por 4 a 2) age na surdina para repatriar Vagner Love. Melhor o Flamengo abrir o olho, precisa repor a perda do Renato Augusto urgentemente, sob pena de ver o campeonato ficar distante.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Robinho é vetado pelo Real Madrid e não vai à Pequim

O Real Madrid, a exemplo do que fez o Milan com Kaká, o Werder Bremen com Diego e o Schalke 04 com Rafinha, vetou a ida de Robinho para os Jogos Olímpicos de Pequim. Num primeiro momento, inventou uma mentira ridícula, informando que o atacante estaria machucado. Mais tarde reconheceu que quer seu jogador junto com o restante do elenco fazendo a pré-temporada. Provavelmente a atitude do Real tem a ver com uma possível negociação do jogador com o Chelsea. Para a vaga de Robinho o técnico Dunga convocou o volante Ramires, destaque do Cruzeiro em 2008.

Alguns comentários acerca do episódio:
  • O Real Madrid tem razão em não liberar. Os Jogos não fazem parte do calendário da FIFA, logo não existe obrigação para a liberação. O Real paga salários astronômicos ao jogador, não a CBF. Logo se acha no direito de tê-lo quando quiser.
  • Apesar de ter razão, acho que o Real não precisava mentir. Bastava fazer como o Werder e o Schalke, que vetaram a ida de Diego e Rafinha sem cerimônia.
  • Mesmo vetados, Diego e Rafinha vão se apresentar ao técnico Dunga na marra. O Schalke ameaça rescindir o contrato do lateral. O Werder não vai fazer nenhuma retaliação, mas divulgou que o Diego está indo para os Jogos sem o consentimento do clube.
  • Gosto muito do Ramires, versátil, sabe marcar e jogar, mas convenhamos que o Dunga só pode estar brincando com nossas respectivas caras ao convocar um volante para o lugar do melhor atacante (e melhor jogador) do grupo. Se só tínhamos 4 atacantes convocados, agora temos apenas 3. E um deles é o Jô.
  • Escalar dois volantes na seleção deveria ser proibido pelo estatuto da CBF. Três deveria ser considerado crime de lesa-pátria, antentado ao Patrimônio Público Nacional, com o responsável tendo que responder a processo em júri popular no Tribunal Penal Internacional, em Haia.
  • Enquanto isso, a AFA peita o Barcelona e diz que Lionel Messi vai jogar as Olimpíadas, até porque o craque argentino tem menos de 23 anos e, por este motivo (teoricamente), o clube tem obrigação de liberá-lo.
  • A Argentina agradece...

Campeonato embola de vez


Com os resultados da 13a rodada, a diferença de 5 pontos que o líder mantinha para o segundo colocado há uma semana, agora é para o sexto. As vitórias de Grêmio e São Paulo, somada ao surpreendente resultado obtido pelo Vitória no Maracanã, embolaram de vez o campeonato.


No sábado o Grêmio se aproveitou de desfalques importantes do Cruzeiro, como Ramires e Wagner, dominou amplamente o jogo e não venceu por um placar mais elástico por conta da má pontaria dos jogadores. Com o resultado, o Tricolor Gaúcho tirou a vice-liderança da Raposa e agora está a apenas um ponto do líder.

No domingo, o São Paulo, mesmo sem jogar bem como na quarta, venceu a terceira seguida, com um gol de Dagoberto no último minuto, ao marcar 2 a 1 no Botafogo. O Tricolor Paulista, ainda fora do G-4, encostou de vez: está a apenas 3 pontos do líder. Outro fato a se levantar é a melhora do time do Botafogo nas mãos do bom técnico Ney Franco.

O Flamengo se ressentiu muito das ausências, principalmente de Juan e Renato Augusto. Juan cumpriu suspensão e volta na quarta contra a Portuguesa. Já para a posição de meia de ligação, o clube precisa repor rapidamente a perda do Renato Augusto, sob pena de queimar uma grande promessa (Erick Flores), que inclusive entrou bem ontem, mas ainda não pode ser solução para o Flamengo. O Vitória soube tirar proveito das ausências, se postou com inteligência em campo, fechou a saída pelo lado direito do Flamengo e, num contra-ataque rápido, fez um gol e matou o jogo, diante de mais de 40.000 torcedores presentes ao Maracanã.

O Santos venceu a primeira sob o comando de Cuca, depois de quatro empates e quatro derrotas, pelo placar mínimo contra o Sport, na Vila. Aliás, só podia ser por 1 a 0, os dois têm os piores ataques do campeonato, com 10 gols marcados pelo Santos e 12 pelo Sport. Somados, ficam 3 gols atrás do Flamengo, que tem o melhor ataque.

Um dado curioso da rodada: os 5 últimos colocados venceram seus jogos, mas por nenhum jogo ter sido confronto direto, continuam nas cinco últimas posições.

sábado, 19 de julho de 2008

Θα σας δούμε στο Λονδίνο (ελπίζω ναι!)


O buraco em que o basquete brasileiro se meteu realmente é bastante fundo. Li que o sonho olímpico do Brasil parou em Dirk Nowitzki. Não concordo. O Brasil não tem um sonho olímpico, pelo menos não a CBB. Nós, brasileiros que gostam de basquete, temos. Parece que os homens que dirigem o esporte no país, não. E o nosso sonho olímpico parou nas mãos destes.

O basquete brasileiro vive o momento mais negro da história. Chegamos ao fundo do poço. E o que dá mais raiva: chegamos lá com uma das gerações mais talentosas de jogadores da história brasileira. E por que esta geração não consegue sair do fundo?

Não adianta apenas culpar os dirigentes, realmente os maiores responsáveis. Jogadores e técnicos também têm suas parcelas de culpa. Os brasileiros ignoram solenemente a consciência tática, importantíssima em esportes coletivos, que sobra à elite mundial do basquete. Moncho Monsalve ainda tentou dar um pouco de consistência tática e posicionamento defensivo ao nosso time, no pouquíssimo tempo que teve para trabalhar. Ainda assim notou-se uma melhora neste aspecto, vista nos amistosos de preparação e no jogo contra o Líbano. Mas aí vieram Grécia e Alemanha - onde o buraco é bem mais embaixo - e fomos arremessados de volta ao nosso lugar, com todas as fragilidades expostas.

Moncho nem é um técnico de primeira linha na Europa. Nunca dirigiu um time ou seleção de ponta. Mesmo assim está muito, muito mesmo, à frente dos nossos técnicos. Para estar adiantado de gente como Lula Ferreira ou Helio Rubens, realmente nem precisa ser de ponta. Basta conhecer um pouco. E vocês pensam que os técnicos brasileiros aproveitaram a presença de um estrangeiro para acompanhar de perto a preparação, tentar conhecer os métodos de treino e jogo? Nada! A empáfia e a vaidade não os deixam evoluir. E o nosso basquete segue sofrendo.

Atacar é bom, é lindo, sou um entusiasta dos jogos francos. Mas não se vence uma partida apenas atacando. Muito menos um campeonato. E em qualquer esporte é assim, este é um mal que assola os atletas brasileiros. Parecemos patetas, “rifando” a bola de qualquer jeito, queimando ataques com chutes precipitados de 3 pontos, sem que o rebote esteja a postos. E defensivamente somos “uma mãe”. Moncho em um mês conseguiu melhorar um pouco o conceito defensivo, fazendo os jogadores entenderem que precisavam reforçar o garrafão e aproveitar a geração de pivôs extraordinária que temos. Mas acabou criando um cobertor curto, o Brasil se ressentiu da marcação no perímetro e Pascal Roller ontem fez a festa, enchendo o balaio brasileiro de bolas de 3. Também tivemos problemas para superá-los no ataque, quando paramos na muralha alemã.

Vejam o exemplo da Grécia. Ontem venceram a Nova Zelândia, classificando-se para a semifinal. Os neozelandeses sempre foram conhecidos pela capacidade nos tiros de longa distância. Pois sabem quanto foi o jogo? 75 a 48! Isso mesmo, os gregos permitiram ao bom ataque adversário, que já havia enchido a Alemanha de bolas de 3 na primeira fase, apenas 48 pontos! Nenhum neozelandês chegou a marcar 10 pontos, o cestinha do time fez 9. E reforço, a Nova Zelândia não é o Líbano. Realmente a Grécia não é vice-campeã mundial e campeã européia por acaso.

Mas, como só se cura uma doença quando admitimos tê-la, parece que algo está sendo feito. O presidente da CBB disse que não deve dispensar Moncho Monsalve. Hoje está acontecendo uma reunião na sede do Flamengo, onde está sendo definindo que a CBB cuidará das seleções e da formação de técnicos. Os campeonatos serão tocados pelos clubes, em ligas. Vamos aguardar. E torcer que esta grande geração, que pode até nos trazer uma medalha olímpica de Londres, se bem trabalhada, não seja jogada pelo ralo.

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O título deste post é "Te vejo em Londres (espero!)", em grego.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Desafio do novo visual do Arquibancada Digital

E aí pessoal, o que vocês acharam do novo visual do Arquibancada Digital? O banner é criação do meu grande primo Roberto Lemos e a adequação das cores ficou a cargo da ótima webdesigner e parceira de trabalho Tatiana Oliveira.

Aproveitando a ocasião, proponho um desafio pros leitores do Arquiba: quem será o primeiro capaz de identificar os seis atletas geniais representados no banner? Molezinha pra quem se amarra em esportes.

Obs.: Barrettão, deixa de ser picareta, você não está concorrendo ;)

Décima-segunda rodada é Azul, Verde e Tricolor

Além do Cruzeiro, que acabou a rodada a apenas dois pontos do líder, São Paulo e Palmeiras foram os grandes vencedores da décima-segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Estas vitórias, somadas a do Cruzeiro e a derrota do Flamengo, embolou o campeonato.

Na quarta-feira, em um Barradão com gente saindo pelo ladrão, o São Paulo mostrou porque é o atual bicampeão brasileiro e que deve ser respeitado como real candidato ao título. Com uma atuação digna do time dirigido por Muricy Ramalho, de muita raça e disciplina tática, o tricolor paulista bateu o Vitória por 3 a 1 sem deixar dúvidas, ficou a um ponto do G-4 (sexto colocado, com 20 pontos) e entra de vez na briga pelo título. Dagoberto marcou um belo gol, espantando a urucubaca que o rondava.

No Parque Antártica, em outro jogo com bom público, o Palmeiras conseguiu uma bela atuação no segundo tempo, quando fez o que quis no jogo, obteve uma vitória categórica e manteve o Fluminense na lama da zona de rebaixamento. Para sorte tricolor, Santos e Ipatinga também foram derrotados e todos mantiveram suas posições. Diferente do Palmeiras, que ganhou uma posição e voltou ao G-4 (quarto, com 21 pontos). O atacante Kleber fez dois de cabeça (mesmo sendo baixo) e o estreante Maicossuel, contratado junto ao Cruzeiro, fez o terceiro. O Flu, como vem acontecendo, conseguira o empate apenas dois minutos após sofrer o primeiro gol.

O Cruzeiro conseguiu a segunda vitória seguida depois dos 40 mintutos do segundo tempo, ao bater o Atlético-PR pelo placar mínimo, no Mineirão. O resultado deixou a Raposa isolada em segundo lugar e viu a desvantagem cair para dois pontos em relação ao líder.

Já ontem, no também cheio Couto Pereira, o Coritiba tirou a invencibilidade do Flamengo atuando fora de casa, ao vencer o jogo por 1 a 0, gol de Rodrigo Mancha aos 17 minutos, no primeiro chute a gol do time paranaense, que desviou em Fabio Luciano e matou o goleiro Bruno. O Coxa, que agora é o décimo, com 17 pontos, segue invicto jogando em casa. Mesmo com a derrota, o Flamengo segue na liderança, mas viu a vantagem diminuir para dois pontos. O time rubro-negro teve o domínio do jogo em todo o tempo, jogou com autoridade de líder, finalizou o dobro de vezes do adversário (18 x 9), mas faltou o "detalhe" do gol (como o Parreira foi infeliz nesta frase, não?).

E você, que achou da rodada? Como seu time se saiu? Conte para a gente aí na caixinha de comentários.


Todos os gols da décima-segunda rodada

terça-feira, 15 de julho de 2008

Nova marca para o Arquibancada Digital

Nada como ter amigos e/ou parentes competentes. Já que não fui agraciado com destreza gráfica, meu primo Betinho (este diminutivo que é foda, o cidadão tem quase 2m de altura), designer de mão cheia, quebrou o galho do blog e começou a fazer a festa. Está criando uma marca e um banner, que vai ficar ali em cima, no espaço do título do blog, onde hoje muito picaretamente tem apenas texto.

E o primeiro esboço já ficou pronto, que você pode ver aí embaixo. O moleque ainda disse que vai melhorar (não sei como), vendo outras opções de fonte e melhorar o traço. O banner deve ficar pronto no decorrer da semana.

Valeu véio!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

A última chance de ir à Pequim

Começa hoje em Atenas, Grécia, o Pré-Olímpico Mundial de Basquete Masculino, a última chance para 12 seleções tentarem as três últimas vagas para os Jogos Olímpicos de Pequim, que começam daqui a menos de um mês. O Brasil é um dos concorrentes e vai tentar quebrar um jejum que já dura desde 1996, quando pela última vez o basquete nacional se fez presente no masculino em Olimpíadas. Para um país bicampeão mundial e duas vezes medalha de bronze em Olimpíadas, é um retrospecto vergonhoso.

Além do Brasil, a dona da casa Grécia e o Líbano estão no grupo A. Nova Zelândia, Cabo Verde e Alemanha formam o grupo B. Eslovênia, Coréia do Sul e Canadá disputam o grupo C, enquanto Croácia, Camarões e Porto Rico estão no D.

Duas seleções em cada grupo se classificam para as quartas-de-final. Depois, o primeiro do grupo A enfrenta o segundo do B, o segundo do A pega o primeiro do B e o mesmo acontece entre os grupos C e D. O Brasil, provavel segundo do grupo A, enfrentará Alemanha ou Nova Zelândia nas quartas.

A primeira rodada já foi iniciada. Os croatas, uma das equipes favoritas a uma vaga, venceram Camarões por 93 x 79. A Eslovênia, outro forte concorrente, venceu a Coréia por 88 x 76, a Nova Zelândia despachou Cabo Verde por 77 x 50 e a Grécia destruiu o Líbano por 119 x 62. O Brasil estréia amanhã, contra o Líbano.

Acho que a Grécia, atual vice-campeã mundial, Eslovênia e Croácia são as favoritas para levar as três vagas. O Brasil, desfalcado de Nenê, Leandrinho e Anderson Varejão, dentre outros, vai precisar suar muito para carimbar o passaporte para Pequim.

O basquete brasileiro vive um momento conturbado, que já se arrasta há mais de 10 anos. Pessimamente administrado dentro e fora das quadras, sofre com um retrospecto abaixo da crítica em Mundiais e ausência nas últimas duas edições das Olimpíadas. Perdeu uma chance de ouro para se classificar no Pré-Olímpico das Américas, disputado em Las Vegas em 2007. Os EUA levaram a primeira vaga. A Argentina, com um time reserva (apenas Luis Scola de titular), levou a segunda vaga, que deveria ser do Brasil quase por obrigação. Os argentinos bateram o Brasil na semifinal do torneio, mandando-nos para o inferno do Pré-Olímpico Mundial que se inicia hoje.

Depois de um tempo nas mãos de Helio Rubens e de Lula Ferreira (um ciclo olímpico para cada), que não fizeram nada além de perder o nosso tempo e aumentar a coleção de vexames do basquete brasileiro, a CBB entregou o comando do time a um estrangeiro, o espanhol Moncho Monsalve, que inclusive já dirigiu o ala Marcelinho Machado na Espanha. Como a CBB não consegue acertar por muito tempo, já existem rumores que Moncho sairá da seleção tão logo termine o Pré-Olímpico. Caso o Brasil se classifique, há chance do espanhol permanecer até o fim dos Jogos, que seria sua despedida. Existe um pensamento xenófobo e pouco inteligente que julga a seleção um produto nacional, logo deve ser dirigida apenas por brasileiros. Até mesmo Oscar pensa assim. Este pensamento pequeno e provinciano ajuda a explicar o péssimo momento vivido pelo esporte.

Mas mesmo que não classifique o Brasil, Moncho já cumpriu um papel importantíssimo em tão pouco tempo no comando do time. Fez os jogadores entenderem que não devemos sempre imitar o estilo americano de jogar. Temos uma geração de pivôs e alas de força de altíssimo nível, com destaque para o craque Thiago Splitter, de apenas 22 anos e muita experiência em um dos principais times europeus, o Tau Cerámica. Não explorar as potencialidades destes jogadores seria uma tremenda burrice. Moncho vem tentando fazer o time jogar com força no garrafão, em vez de ficar rifando bolas de longa distância, que marcou os períodos dos técnicos anteriores.

O trabalho é árduo, o Pré-Olímpico será duríssimo, mas vamos torcer muito pelo Brasil, para que, ao menos, o trabalho inteligente de Moncho Monsalve seja recompensado com uma vaga olímpica.

Flamengo dinamita o Vasco e dispara na liderança


Mais uma vez o Flamengo aproveita uma rodada muito favorável para confirmar a excelente campanha e a liderança inequívoca do campeonato. Quase 80% de aproveitamento, 8 vitórias em 11 jogos, apenas uma derrota, melhor ataque, segunda melhor defesa, artilheiro do campeonato. Hoje no Maracanã o Flamengo implodiu o Vasco e não saiu com uma goleada histórica porque deu a impressão de se poupar no fim do jogo. A diferença de elenco entre os times é abissal: quando vi as escalações no placar, tive a impressão que, tirando o Luizinho, todos os outros reservas do Flamengo seriam titulares do Vasco.

Nos demais clássicos da rodada, nenhum empate: o São Paulo venceu o Palmeiras, o Cruzeiro venceu o Atlético e o Sport bateu o Náutico.
  • Fluminense 2 x 1 Vitória: fui ao Maracanã acompanhar meu primo Júlio, que é torcedor do Vitória e estava no Rio neste fim de semana. O time baiano jogou bem, abriu o marcador, mas deixou o Fluminense virar e garantir a segunda vitória seguida. Dodô perdeu um pênalti antes dos 10 minutos de jogo, mas se redimiu ao marcar o gol da virada. Mesmo vencendo, o Flu (décimo-oitavo, com 9 pontos) não jogou bem e mostrou que vai ter muito trabalho no campeonato, principalmente se os Thiagos realmente saírem. O Leão caiu para a quarta posição.
  • Goiás 2 x 2 Coritiba: gols só no segundo tempo no Serra Dourada. O Coxa fez 1 x 0 com o bom Keirrison, mas o Goiás virou. No finalzinho, Harley falhou no chute de fora da área de Bernardo, que garantiu o bom empate para os paranaenses, que agora somam 14 pontos, fechando a zona da Sul-americana. O Goiás abre a zona de degola, com 10 pontos.
  • Santos 2 x 2 Botafogo: jogo cheio de coisas inacreditáveis. Primeiro, Kleber Pereira no banco do ridículo time do Santos. Depois, o Botafogo, outro time bem limitado, abre 2 x 0 ainda no primeiro tempo na Vila Belmiro. No segundo, Kleber sai do banco, marca duas vezes, quebra o jejum de oito jogos sem marcar e empata o jogo. O segundo, ao receber a bola em posição irregular. Será que o chorão do Cuca foi pedir desculpa pelo gol ilegal na entrevista coletiva? O resultado mantém o péssimo time do Peixe na zona da morte, com 8 pontos, na penúltima posição. O Botafogo vai a 12 pontos, na décima-quarta colocação. Contratou um belo técnico (pra mim bem melhor que o Cuca, além de não ser chorão e pé-frio) e deve melhorar um pouco, pra não levar susto com rebaixamento.
  • Atlético-PR 1 x 1 Internacional: muita correria, pouca técnica e o Colorado segue sem vencer fora de casa no Brasileiro. O Furacão abriu o marcador, mas cedeu o empate logo depois. O péssimo árbitro Giuliano Bozzano (não entendo como continua a apitar na Primeira Divisão) marcou um pênalti duvidoso para o Atlético. O Inter é o nono, com 15 pontos. O rubro-negro paranaense saiu da zona da Sul-americana e é o décimo-terceiro, com 13 pontos.
  • São Paulo 2 x 1 Palmeiras: o Tricolor paulista, que estava há três partidas sem vencer, bateu o Palmeiras, que agora completa o terceiro jogo sem triunfo. A marcação no meio-campo foi a tônica do jogo: enquanto o meio do Palmeiras não marca ninguém (Martinez não roubou uma bola sequer na primeira etapa), o setor do São Paulo asfixiava o adversário em seu campo de defesa, fazendo o Palmeiras mal passar do meio-de-campo. Com certa facilidade, o São Paulo fez dois e podia ter feito mais, se não fosse a má pontaria dos jogadores. O Palmeiras parou nos 18 pontos e quinta colocação. O São Paulo foi a 17 pontos e subiu dois andares, ficando em sétimo.
  • Ipatinga 0 x 1 Figueirense: Única vitória de visitante na rodada. Cleiton Xavier marcou o único gol, de falta, igualando-se a Marcinho e Alex Mineiro na artilharia da competição, com 7 gols. O Tigre mineiro recebeu a lanterna do Fluminense. O Figueirense, ainda invicto em 4 jogos sob o comando do fraco técnico PC Gusmão, ocupa a oitava posição, com 16 pontos.
  • Cruzeiro 2 x 1 Atlético-MG: no clássico mineiro, a Raposa virou, quebrando a série de 4 jogos sem vencer e deixando o Galo com 5 jogos sem vitória. O jogo estava empatado até os acréscimos, quando Ramires desempatou e decretou a terceira vitória azul sobre o rival em 2008.
  • Flamengo 3 x 1 Vasco: O Flamengo está sobrando no Campeonato Brasileiro. Hoje venceu o Vasco como bem entendeu. Deu a impressão que se poupou nos trinta minutos finais, para enfrentar a maratona de julho, senão teria vencido por 5 ou 6. E não seria nenhum absurdo, tamanha a superioridade do time. Juan jogou mais uma partida de alto nível. Cristian acertou um balaço no terceiro gol, que ainda contou com colaboração do goleiro Tiago. Mas a noite não teve apenas boas notícias para o Flamengo. Duas foram péssimas: a contusão do Leo Moura, ainda no primeiro tempo e o convite milionário recebido pelo técnico Caio Junior, pelo time que levou Roger do Grêmio. O Vasco é o décimo, com 14 pontos.
  • Náutico 0 x 2 Sport: O rubro-negro campeão da Copa do Brasil se redimiu da goleada sofrida para o Vasco. Quem pagou o pato foi o rival Náutico, que permanece na sexta posição, com 17 pontos. O Sport venceu no pasto dos Aflitos (será que ninguém no Recife vai fazer nada em relação aos péssimos gramados?) ganhou cinco posições, afastou-se da zona da morte, subindo para a décima-primeira colocação. O fato mais engraçado foi da torcida do Náutico. Irritada com a derrota em casa, começou a pedir a cabeça do técnico. Esquecem que estão na miraculosa sexta colocação, quando podiam muito bem estar na zona de rebaixamento.
  • Grêmio 2 x 1 Portuguesa: resultado mais óbvio da rodada, mas nem por isso obtido com facilidade. A Lusa abriu o placar em pleno Estádio Olímpico, numa falha do bom zagueiro Leo. Mas Marcel marcou duas vezes e garantiu a vitória do Tricolor gaúcho, que é o terceiro, com 21 pontos, empatado com o Cruzeiro. A Portuguesa caiu duas posições e agora é a décima-quinta, com 12 pontos, aproximando-se perigosamente da zona de rebaixamento.
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Este post teve uma contribuição do amigo Flávio Henrique, que achou a foto que ilustra estas maltraçadas. Achei importante mostrar o time do Flamengo comemorando o terceiro gol junto, provando que os episódios lamentáveis da semana estão superados.

Valeu Flávio!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Por que o Flamengo não aprende a viver em paz?

Obviamente não podia me omitir em relação ao lamentável fato ocorrido com alguns jogadores do Flamengo na quarta, logo depois do empate contra o Atético-MG.

Minha primeira reação foi lamentar a incrível dificuldade que o Flamengo tem de viver em paz. Líder do campeonato, fazendo uma campanha histórica, com o time bem arrumado, é realmente um quadro que desperta incômodo no Flamengo. Qual a necessidade de arrumar confusão num momento como este? Parece que gosta de viver no tumulto...

A segunda foi ver como tem gente burra por aí. Tenho certeza que fazer festinhas com prostitutas não é exclusividade do Marcinho, Bruno, Diego Tardelli e Paulo Victor. Mas se quer fazer besteira, faz direito. Quando vi o motivo pelo qual a brincadeirinha virou problema, não acreditei: o Marcinho meteu a mão numa puta porque queria comer a mulher sem preservativo! Nem tenho o que falar, poucas vezes vi tamanha burrice na minha vida. Não usar preservativo é burrice. Com uma garota de programa tende à loucura. E não podemos esquecer que tem uma semana que o nome do Marcinho está envolvido em outro tumulto, em relação ao carro dele.

Obviamente a imprensa marrom já caiu de boca no assunto, para ajudar ainda mais a tumultuar o ambiente do Flamengo. O capitão Fabio Luciano falou que o grupo vai cobrar explicações, mas ao ver a repercussão do fato, falou que o time e a instituição serão preservados.

O Flamengo costuma crescer na adversidade. Não podemos esquecer do tricampeonato carioca em 2001, quando o Edilson e o Petkovic só faltaram sair na mão (se é que não saíram), mas em campo destruíram o Vasco na final e atropelaram Bahia, Cruzeiro e São Paulo na Copa dos Campeões. Mas isso custa alguns dias de vida a menos para o torcedor, que sofre mais que o necessário.

Enquanto isso, vamos renovando nossos eletrocardiogramas...

Vitória é o grande destaque da décima rodada do Brasileiro


Nem tive tempo de postar meus palpites para a décima rodada do Campeonato Brasileiro. Com jogos aos sábados, domingos, quartas e quintas, cheio de trabalho, tempo vai ser preciosidade...

Mas vamos analisar brevemente o que aconteceu na rodada. Se considerarmos apenas os postulantes ao título (convenhamos que o Vitória não será um deles, apesar de ser a mais grata surpresa até aqui), o empate do Flamengo no Mineirão acabou sendo um ótimo resultado, principalmente porque Palmeiras e Cruzeiro também empataram e o São Paulo perdeu. O Verdão inclusive perdeu dois pontos, pois deveria ganhar do Figueira em casa. O Cruzeiro ganhou um, assim como o Flamengo.
  • Coritiba 4 x 0 Portuguesa: com a goleada obtida no segundo tempo de luxo, o Coxa saiu da porta da zona de rebaixamento, ganhando seis posições. Agora é o décimo, com 13 pontos. É mais um dos times caseiros do campeonato. Se tiver bom aproveitamento em casa, vai conseguir uma vaga na Sul-americana sem muitas dificuldades. Já a Lusa perde mais uma, cai quatro posições e é a décima-terceira. Acho que vai acabar lutando contra o rebaixamento.
  • Internacional 1 x 0 Goiás: o Inter tá crescendo... Já é o oitavo, com 14 pontos. Apesar de ainda estar muito longe do líder, certamente vai entrar na disputa por uma das vagas na Libertadores. E o Goiás (ainda com 9 pontos e em décimo-sétimo) mostrou que realmente está tentando se recuperar, depois de boas contratações (Iarley joga em muito time do campeonato). Montou um ferrolho e quase não foi superado pelo Colorado. Foi o primeiro jogo de Adriano Gabiru, autor do gol contra o Barcelona que deu o Mundial ao Inter, contra o ex-time no Beira-Rio.
  • Vitória 5 x 2 Botafogo: a maior surpresa do campeonato aprontou mais uma. Desta vez a surpresa foi pelo resultado, porque a vitória em si nem foi tão estranha. O Leão baiano (grande vice-líder isolado, com 20 pontos) não perde pro Bota há incríveis 17 anos! O time dirigido pelo Wagner Mancini (repito, um dos mais promissores técnicos do Brasil) não tomou conhecimento do Botafogo (décimo-quinto, com 11 pontos) e chegou a colocar 5 x 1 de vantagem com 2 minutos do segundo tempo. O resultado custou o emprego de Geninho no Botafogo, que agora volta seus olhos pro técnico vencedor (se contratar mesmo, será muito boa aquisição). Destaque (pelo menos isso) para o gol do Wellington Paulista, depois de 14 jogos sem balançar as redes. Como dizem meus primos e amigos baianos, o Botafogo vai passar um saci no final do campeonato...
  • Fluminense 3 x 0 Atlético-PR: mostrando que não entrou em campo para brincar, o Fluminense não jogou bem, mas venceu o Furacão, depois do tumulto causado por um comentário (infeliz, é verdade) de um colunista do site do Atlético. Somália voltou a marcar depois da contusão e fechou o placar. Mas o resultado não tirou o Flu da lanterna. O Atlético parou nos 12 pontos, mas agora é o décimo-segundo.
  • Santos 1 x 1 Grêmio: o Grêmio segue no firme propósito de queimar a minha língua. Ainda não acho que o time disputará o título, principalmente com este técnico, mas o Tricolor gaúcho é carne de pescoço. Abriu o placar com Rodrigo Mendes, sofreu o empate no último minuto do primeiro tempo e ficou no contra-ataque perigoso no segundo tempo. O Santos, num 3-4-3 clássico das invenções do Cuca, até pressionou, mas a ruindade do time é de dar pena. Kleber vestiu a 10 e jogou no meio. O Grêmio, com 18 pontos, está em quarto, empatado com o Cruzeiro (perde no critério de gols pró). O Santos segue na zona de degola, sem vencer desde a segunda rodada, com 7 pontos em décimo-oitavo.
  • Náutico 2 x 1 São Paulo: outra vitória de outro clássico time caseiro. De volta aos Aflitos, o Náutico virou pra cima do bicampeão brasileiro. Destaque para o golaço do Everaldo (será que ele faz de novo?), ao acertar um balaço no ângulo do Rogério Ceni, depois de virar o corpo e chutar sem nem olhar. O São Paulo perdeu depois de 8 jogos e agora é o nono, com 14 pontos. O time pernambucano é o sexto, em grande campanha até aqui. Vai lutar pela Sul-americana e deve ficar longe do rebaixamento, porque pelo menos faz o dever de casa.
  • Atlético-MG 1 x 1 Flamengo: o líder do campeonato (23 pontos) começou bem, pareceu que venceria mais uma fora de casa, mas se encolheu no segundo tempo e não suportou a pressão do Galo. Empurrado por mais de 30.000 torcedores, o Atlético empatou e poderia ter virado no segundo tempo. Marcinho abriu o placar e é o artilheiro do campeonato, com 7 gols, empatado com Alex Mineiro. O Galo (décimo-quarto, com 12 pontos) empatou com Marcos. Um tempo dominado por cada time, resultado justo. O Flamengo segue invicto fora de casa e segue mostrando que vai disputar o título com vontade.
  • Palmeiras 1 x 1 Figueirense: a maior surpresa da rodada. O Verdão (quinto, com 18 pontos), concorrente sério ao título, estava com 100% de aproveitamento no Parque Antártica. Os artilheiros deixaram suas marcas: Alex Mineiro fez o sétimo e empatou na liderança dos artilheiros com Marcinho e Cleiton Xavier marcou seu sexto tento ("tento" foi bom, hein?). O Flamengo agradece o resultado, já que o time de Luxemburgo poderia ter diminuido a diferença para 3 pontos. O Figueirense é o décimo-primeiro, com 13 pontos. Deve ficar por aí no final do campeonato.
  • Vasco 4 x 0 Sport: Roberto Dinamite voltou a São Januário dando sorte ao Vasco. Depois de quase 6 anos, o novo presidente do clube voltou a assistir um jogo no estádio (tinha sido proibido de frequentar as sociais pelo ex-deputado) e viu seu time golear o Sport. Apesar do placar, não foi um jogo fácil, pelo menos no primeiro tempo. Um professor da academia que eu malho, vascaíno, estava preocupado no intervalo, pois o time não jogava nada, apesar de ter aberto o placar. Falei pra ele que não importa jogar bem e sim botar 3 pontos no bolso. E foi o que o Vasco (sétimo, com 14 pontos) fez. O Sport é o décimo-sexto, com 11, está a uma posição da zona de rebaixamento e precisa logo mostrar que o título da Copa do Brasil não foi obra do Espirito Santo.
  • Ipatinga 2 x 2 Cruzeiro: tudo bem, pra quem disputa o título, o Ipatinga deveria representar 6 pontos. O Cruzeiro pode ganhar até 4 agora. E não se limitou a 3 por sorte. O Tigre quadricolor abriu 2 a 0, mas permitiu o empate da Raposa, que tinha 2 a menos (Espinoza, Ramires e Thiago Heleno foram expulsos pelo Cruzeiro, Márcio Gabriel pelo Ipatinga) e empatou na raça, com dois golaços, já no fim do jogo. Acho que a juventude e a irregularidade do Cruzeiro vão acabar atrapalhando na hora H, pra decidir o campeonato. Enquanto o Cruzeiro é o terceiro, com 18 pontos, o Ipatinga devolveu a lanterna para o Fluminense.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O que fazemos com nossos atletas?

Vejo consternado uma notícia publicada no site Globoesporte.com, sobre turbulência vivida pela ginasta Jade Barbosa com a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). A reportagem diz que Jade não recebe os salários da CBG desde janeiro (!!!), tampouco do Flamengo, clube que ela defende. O pai da ginasta disse que a CBG fez uma proposta de R$350,00 reais por mês, mais bônus, desde que ela faça oito comerciais para o patrocinador da confederação.

Sim, você não leu errado. A CBG ofereceu menos que o salário mínimo vigente no país, que é de R$415,00 (de acordo com Medida Provisória nº 421/2008, de 29/02/2008)!!!

A Jade não é uma atleta qualquer (como se algum atleta fosse merecedor de descaso e desrespeito). Ela foi medalha de bronze no individual geral no Campeonato Mundial de 2007, que inclusive ainda era Pré-Olímpico. Ou seja, foi um Mundial de nível técnico elevadíssimo. Além disso, conquistou medalhas nos Jogos Pan-Americanos de 2007. Tudo bem que o Pan é a oitava divisão das Olimpíadas, pois além de a maior parte dos países ser de péssimo nível técnico, os EUA não mandam suas equipes principais. Mas nem todos os esportes são assim e a Ginástica Artística é um exemplo. Não raro vemos campeãs mundiais e olímpicas disputando o Pan. O do ano passado foi especial porque era preparatório para o Mundial. Ou seja, as conquistas da Jade realmente são notáveis.

Mas se o dito aqui até agora já seria suficiente para deixar com raiva qualquer amante do esporte, nada é tão ruim que não possa piorar. O pai da Jade tem estado preocupado inclusive com a saúde da filha. A atleta não tem um seguro de saúde pago pela CBG. Se ela se machucar nos treinamentos ou na disputa dos Jogos, não há um responsável. E quem já viu alguma vez uma competição de Ginástica Artística sabe que as chances de uma contusão séria em qualquer dos aparelhos é imensa.

O pai da ginasta só aceita o fato de ela treinar no CT de Curitiba pois acha que assim terá maiores chances de medalha, por treinar com o ucraniano Oleg Ostapenko, técnico da seleção brasileira permanente. Se não fosse isso, o pai já tinha mandado Jade de volta para o Flamengo. Ele ainda diz que a menina tem estado emburrada. Será que ela tem razão? =(

Pra fechar com chave de lata, Jade tem um irmão mais novo, que treina no Flamengo, considerado por quem entende do assunto como uma grande esperança para a Ginástica masculina. Dizem que Pedro Barbosa, de 11 anos, tem o talento da irmã (que não é pouca coisa). Mas o pai, diante do quadro desolador da filha mais velha, pensa em não permitir que o garoto continue na carreira. Ele sai do trabalho às 16:00h para levar Pedro para treinar no Flamengo, chegando em casa muito tarde todos os dias, numa rotina cansativa.

Este é o retrato lamentável dos esportes no Brasil. Quando só vemos a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol não temos idéia de como é dura a vida de um atleta no Brasil, até mesmo os de altíssimo nível, como a Jade Barbosa. Enquanto ela dá ao país o sacrifício da foto abaixo, é retribuída assim. E um país desses ainda tem a desfaçatez de querer sediar Olimpíadas e Copa do Mundo...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Sobre "secação" e rivalidades


Pensei que nunca fosse postar algo sobre rivalidade entre torcedores de futebol. É um assunto que sucita polêmica demais (apesar de eu adorar uma). Na verdade é o mesmo que meter a mão em casa de marimbondo, ou como outros preferem, é um verdadeiro barril de pólvora.

Mas não poderia deixar de me pronunciar em relação a alguns fatos ocorridos desde a derrota do Fluminense na Libertadores. Especificamente depois que recebi um e-mail absolutamente patético e que li uma matéria no jornal O Globo de domingo, também lamentável.

Primeiro a matéria, assinada por Sidney Garambone, jornalista pelo qual eu nutria certa admiração e respeito. Como disse certa vez o Renato Maurício Prado, estamos vivendo a Era Dunga do jornalismo esportivo. Um bando de gente que se diz entendida de futebol proferindo pérolas dignas de fazer a gente rolar de rir (às vezes dá vontade de chorar). Sempre achei que o Garambone não fazia parte deste bolo. Logo ele, que faz um jornalismo esportivo diferente, talvez até um pouco poético, estilo Armando Nogueira (não me agrada, mas respeito muito).

Pois sua matéria publicada no domingo reclamava de torcedores que secam adversários, numa claríssima alusão ao movimento dos torcedores do Flamengo contra o título tricolor na Libertadores.

O outro assunto foi a imagem que ilustra este post. Já vi muita coisa lamentável na minha vida, mas acho que desta vez os tricolores se superaram. Ver torcedor de um time que foi rebaixado, virou a mesa, foi rebaixado de novo, resolveu jogar a segunda divisão, caiu pra terceira, jogou a terceira, precisou do tapetão pra tirar pontos do poderoso Anapolina e não ser eliminado na primeira fase, ganhou a terceira divisão e "pulou" direto para a primeira, onde se encontra até hoje, irregularmente (ufa!), falar de humilhação é demais. Como pode um torcedor de uma agremiação que carrega isso na história vir falar de vergonha?

Tenho algumas considerações a fazer sobre tudo isso:
  • Como torcedor do Flamengo, estou totalmente acostumado a ter o resto dos 45% da população do Rio de Janeiro torcendo contra meu time, em qualquer competição, em qualquer jogo, contra adversário de qualquer nacionalidade. Acredito ser este um fato normal, principalmente pelo fato de o time da maioria ser o mais bem sucedido, de longe. Note-se que me atenho ao Rio de Janeiro. Não sou cara-de-pau para comparar o Flamengo com o São Paulo. Por enquanto.
  • Quando o Flamengo foi eliminado (vergonhosamente, diga-se de passagem) pelo América do México, na Libertadores de 2008, vi e ouvi de tudo: tricolores cantando musiquinhas avacalhando o Flamengo, faixas e camisas em jogos do Botafogo, que se sentiam "vingados" por terem sido atropelados dias antes na final do Estadual (vingados pelos outros, porque eles não conseguem fazê-lo por si só). Vi vascaíno dizendo que seu time contrataria o "Mansões" (como se um freguês deste naipe pudesse falar algo. Mas, como dizem, freguês tem sempre razão), sacaneando o fato de o Flamengo ter sido eliminado com gols de Cabañas (excelente atacante, titular de qualquer time brasileiro, diga-se de passagem). Amigos meus, tricolores, arrumaram não sei como uma camisa do América e saíram por aí azucrinando qualquer rubro-negro que visse pela frente.
  • Ficamos, acreditava eu, sempre no campo da brincadeira, levando esportivamente, como o assunto pede. Ledo engano. A contrapartida, óbvia, é a "secação" da torcida do Flamengo contra estes adversários. Aí então começam as barbaridades. Debocharam da Fla-Madrid. Debocharam da Liga Dos Urubus. Debocharam da Fla-Boca, colocando inclusive brincadeiras de cunho homossexual de péssimo gosto.
  • Lembrando fatos, parte 1: Nascimento da Fla-Madrid. Corria o ano de 1998 quando o Vasco venceu a Taça Libertadores (tudo bem, jogaram em São Januário, que estava interditado para jogos internacionais devido às confusões do jogo contra o River Plate, no ano anterior. Mas deixemos isso para outro post). Como o time e a torcida do Vasco resolveu comemorar o título? Passando em carreata em frente à sede do Flamengo, na Lagoa. Lembro, principalmente para os amigos de fora do Rio, que São Januário fica muito distante da Gávea e Lagoa. O percurso entre o Aeroporto Internacional do Galeão e o Estádio de São Januário (onde fica o clube do Vasco) não passa pela Gávea. Nem perto dela. Qual o motivo então daquela carreata passar (e parar) em frente ao Flamengo? A resposta veio na forma da Fla-Madrid. Lembro ainda que torci pelo Sávio naquela final, ídolo rubro-negro recém vendido para o Real.
  • Lembrando fatos, parte 2: Nascimento da Fla-Boca. Esta é rápida. O movimento foi criado por um argentino, morador do Rio de Janeiro, torcedor do Boca Juniors em sua terra natal e do Flamengo em sua terra de adoção. Nada mais óbvio, certo?
  • Lembrando fatos, parte 3: Nascimento da Liga Dos Urubus. Depois da eliminação traumática do Flamengo na Libertadores e conforme o Flu avançava na competição, torcedores, jogadores e principalmente o técnico do Fluminense tomaram-se por uma crença inabalável no título. E tomem de citar o Flamengo em entrevistas. Renato, para justificar a lanterna do Brasileiro, dizia que Caio Junior gostaria de trocar de lugar com ele. Por que citar o Caio? Por que não o Muricy, eliminado pelo próprio Fluminense? Por que não o Luxemburgo? Em outras oportunidades, o técnico com currículo de estagiário dizia que o Fluminense estava a 5 metros da próxima Libertadores, enquanto os "outros" (não entendi o plural...) estavam a 5.000 quilômetros. A resposta de tanta provocação foi a criação da Liga Dos Urubus.
  • Além do técnico, o goleiro Fernando Henrique falou, depois de ser derrotado em Quito: "Avise aos flamenguistas que esta bola na trave decidiu o título". Avise aos flamenguistas? O que eu tenho com isso? Nem sequer vi o jogo...
  • Note-se que os fatos acima são de origens distintas: enquanto a carreata vascaína e as declarações tricolores são provenientes das instituições, a Fla-Madrid e a Liga Dos Urubus são frutos da torcida. A instituição Flamengo deixou a derrota na Libertadores de lado e é a líder do Campeonato Brasileiro.
  • Em tempo: não gosto deste tipo de movimento. Sou Flamengo, não sou anti-nada nem anti-ninguém.
  • Na imagem acima, vemos que os tricolores tiveram a audácia de falar de vergonha. Vieram me explicar a diferença de vergonha para derrota. Vejamos: as duas maiores vergonhas da história do Flamengo foram a derrota para o Santo André, na FINAL da Copa do Brasil e a eliminação para o América, na LIBERTADORES. As vergonhas tricolores já foram expostas no quinto parágrafo acima. Vejam vocês então quem é especialista em vergonha.
  • Como torcedor de um time acostumado a vencer, considero qualquer derrota péssima. Não existe derrota bonita. Sempre sairei do Maracanã (ou de qualquer lugar) triste por uma derrota. Porque considero sempre que o Flamengo só entra para ser campeão, mesmo quando não tem condições para tanto. Prefiro jogar mal e ser campeão do que "cair de pé". Cair, aliás, é um verbo que, enquanto rubro-negro, só conjugo nas segunda e terceira pessoas.
  • Deixo claro o fato de que não foi somente a torcida do Flamengo que secou o Fluminense. A quase totalidade dos vascaínos que conheço também secou. Por um motivo muito simples: o Vasco, tetracampeão brasileiro, campeão da Libertadores, vice Mundial, nunca rebaixado, juntou-se ao Flamengo, pentacampeão brasileiro, campeão da Libertadores, campeão mundial (e etc., pra não me alongar muito), na tese de que uma vitória de um time que está foragido das divisões subalternas há quase uma década, que ostenta mais rebaixamentos do que títulos nacionais, seria esculhambação e desmoralização total da Libertadores, muito bem guardada na Gávea e em São Januário.
É notória a preocupação do arco-íris com o Flamengo. Eles não nos tiram da cabeça. O nome do Mais Querido está sempre nas bocas sujas da torcida arcoirísta. Enquanto continuarem se preocupando com o Flamengo, em vez de olhar para as próprias mazelas, vão continuar no buraco. Em paralelo o Flamengo vai continuar papando títulos, ganhando 6 estaduais em 10, liderando o Brasileiro, continuando como o Predador Dominante do futebol brasileiro (MUHLEMBERG, Arthur - Urublog).

Para terminar, digo que entendo esta revolta tricolor. Eles não estão acostumados a serem "secados", pelo simples fato de não serem acostumados a participar de finais importantes. Então, deixo apenas um recado: tricolada, vai chorar na cama que é lugar quente! E abram o olho no Brasileiro, pra não correr o risco de pagar dívida antiga com a decência e a moral...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Dunga convoca seleção olímpica com Ronaldinho Gaúcho


Mesmo sem jogar há meses, visivelmente fora de forma e certamente sem ritmo de jogo, Ronaldinho Gaúcho foi um dos três jogadores acima de 23 anos convocados pelo técnico Dunga na tarde de hoje. Acredito que a convocação não tenha sido surpresa para ninguém (apesar de não ter sido nem um pouco coerente), já que o presidente da CBF já havia o "convocado" em cadeia nacional, pelo microfone da Globo / Sportv no intervalo da partida contra a Argentina. Disse o presidente: "Não só eu como toda a torcida brasileira queremos ver Ronaldinho Gaúcho em Pequim.". Para bom entendedor, meia palavra basta. Como o presidente falou palavra inteira...

A um mês exato do início dos jogos (apesar de a abertura ser no dia 8 de agosto já teremos disputa desde o dia 7), a lista de convocados demorou a sair. Como os Jogos não fazem parte do calendário oficial da FIFA, os clubes não são obrigados a liberar os jogadores e a seleção não terá tanto tempo de preparação como para Copas do Mundo, Confederações ou América. Isso causou muitos transtornos para a comissão técnica. Kaka e Juan eram fortes candidatos, mas tanto Milan quanto Roma não liberaram.

Além de Ronaldinho, os outros dois jogadores com mais de 23 anos foram o zagueiro Thiago Silva (Fluminense) e o atacante Robinho (Real Madrid). O Brasil estréia no dia 7 de agosto contra a Bélgica, em Shenyang. Depois, a seleção joga contra a Nova Zelândia, na mesma cidade, fechando a participação na primeira fase no dia 13 de agosto, contra a dona da casa, China, em Qinhuangdao.

Os 18 jogadores que tentarão o único título que falta ao futebol brasileiro são:

Goleiros: Diego (Almería, Espanha) e Renan (Internacional)
Laterais: Rafinha (Schalke 04, Alemanha), Ilsinho (Shakhtar Donetsk, Ucrânia) e Marcelo (Real Madrid)
Zagueiros: Breno (Bayern de Munique, Alemanha), Alex Silva (São Paulo), Thiago Silva (Fluminense)
Meio-campistas: Anderson (Manchester United, Inglaterra), Lucas (Liverpool, Inglaterra), Ronaldinho Gaúcho (Barcelona, Espanha), Diego (Werder Bremen, Alemanha), Hernanes (São Paulo) e Thiago Neves (Fluminense)
Atacantes: Alexandre Pato (Milan, Itália), Jô (Manchester City, Inglaterra), Rafael Sobis (Bétis, Espanha) e Robinho (Real Madrid, Espanha).

Meus 11 titulares seriam: Diego, Rafinha, Breno, Thiago Silva e Marcelo; Lucas, Anderson, Diego e Thiago Neves; Robinho e Alexandre Pato. Rafael Sobis no lugar do Pato e Gaúcho no de Thiago Neves também são opções aceitáveis.

Na sua opinião, quem ficou faltando na lista de Dunga? Quem está a mais? Quais seriam seus 11 titulares? Conta aí pra gente na caixinha de comentários.

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Em tempo: Jô para mim não serve nem como reforço pro Flamengo, que dirá convocá-lo para Seleção Brasileira. Mas fora ele, acho que é isso aí mesmo.

The king is dead; long live the king!


Sessenta e cinco jogos, quase seis anos, invicto em quadras de grama. Cinco vezes campeão de modo consecutivo em Wimbledon. O mundo do tênis se perguntava sobre a existência de algum homem capaz de vencer Roger Federer em seu piso favorito. A resposta veio ontem.

Quatro semanas após massacrar Roger Federer no seu Reino de Saibro de Roland Garros, quando permitiu ao adversário vencer apenas quatro games na final do Grand Slam francês, Rafael Nadal entra definitivamente para a história ao tirar do suíço aquele que provavelmente é o seu maior tesouro: a coroa de Wimbledon.

E como merecia a ocasião, não faltou drama para o feito do espanhol de 22 anos. Nadal entrou em quadra decidido a fazer história. Com dois 6/4, abriu inacreditáveis 2 sets a 0, depois de virar o segundo set quando perdia por 4/1. Com o jogo equilibrado no terceiro set, a chuva fez sua primeira interrupção. A parada foi providencial para Roger Federer, pois num vacilo, o jogo e o campeonato estariam acabados. Federer voltou à quadra mais concentrado e venceu o terceiro set no tie-break, sacando incrivelmente bem (encaixou 5 aces em 7 pontos vencidos).

A vitória no set deu moral a Federer, mas o jogo continuou equilibrado. Mais uma vez o set foi decidido no tie-break e mais uma vez o suíço prevaleceu, depois inclusive de salvar dois match-points (é impressionante como Federer joga bem os tie-breaks, principalmente em jogos encardidos como esta final).

A vitória no quarto set abalou a confiança do espanhol, que passou a cometer erros bobos. Contra Federer, na grama, isso costuma ser fatal. Mas a Mãe Natureza mais uma vez entrou em ação. A chuva voltou a cair e provocou nova interrupção, desta vez benéfica a Nadal. O Touro Miúra voltou mais concentrado e conseguiu resistir aos ataques do suíço. Como o quinto set em Wimbledon é longo (não tem tie-break), o jogo seguiu empatado, até Nadal conseguir uma quebra no 15º game. No game seguinte, Federer ainda salvou mais um match-point, mas não impediu a vitória de Nadal, que fechou a parcial em 9/7 e o jogo em 3 sets a 2, depois de quase cinco horas de combate.


Depois da surra que levou de Nadal na final de Roland Garros, no território do adversário, era importantíssimo para Federer vencer em seus domínios. Seria o primeiro homem em 122 anos a vencer seis vezes consecutivas em Wimbledon. Em 2008, Federer venceu somente em Estoril e Halle. Não ganhou nenhum dos três Grand Slams ou cinco Masters Series disputados. O suíço chega ao meio do ano longe de superar Nadal no saibro e vendo sua supremacia na grama começar a ficar ameaçada. Nadal é um adversário na grama muito mais perigoso do que Federer é no saibro.

Já Rafa terá que provar que a vitória na grama sagrada do All England Lawn Tennis Club em 2008 não foi devida ao acaso. O resto do ano será praticamente centrado em pisos duros, cimento e sintético, com quadras cobertas, onde Nadal não se sente exatamente confortável. E, além de um mordido Federer, terá ainda a incômoda presença de Novak Djokovic, que joga facilmente nas superfícies que o fim da temporada reserva.

O tênis só tem a agradecer a volta da competitividade entre os três melhores do mundo, depois de anos de supremacia quase sem graça de Roger Federer.

Nona rodada é rubro-negra


A rodada deste final de semama sorriu para os rubro-negros em todo o Brasil. No sábado, o Atlético-PR venceu o Santos em Curitiba, o Sport venceu o Cruzeiro em Recife e o Flamengo despachou o Náutico no Maracanã. Hoje o Vitória foi ao Canindé e venceu a Portuguesa. Estes dois últimos resultados deixaram o Flamengo mais líder do que nunca, cinco pontos na frente do segundo e o Vitória com os mesmos 17 pontos do vice-líder. Aliás são quatro equipes empatadas com 17 pontos: além do Vitória, Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras. Comparando com o post de ontem, antes da rodada começar, os palpites do Blog foram satisfatórios. Vejamos:
  • Sport 1 x 0 Cruzeiro: primeiro resultado rubro-negro da rodada e primeiro acerto do Blog. Com a derrota, o Cruzeiro vê a distância para o líder aumentar para 5 pontos (17 a 22). Já o Sport chega a 11 pontos, na 14ª posição, encerrando série de 3 derrotas seguidas. Marquinhos Paraná (contra) foi o infeliz goleador do jogo.
  • Atlético-PR 1 x 0 Santos: outra vitória rubro-negra, outro acerto do Blog. O jogo nem foi tão ruim quanto imaginei. O gol único foi marcado pelo baixinho Alan Bahia, de cabeça. Com 12 pontos, o Furacão é o oitavo. Já o Peixe, com uma vitória em 9 jogos, segue na zona de degola. É o 18º, com 6 pontos. Se o Santos continuar se reforçando com Roberto Brum e Nelson Cuevas, o destino deverá ser negro.
  • Flamengo 3 x 0 Náutico: foi mais fácil do que eu esperava, mas mais um acerto do Blog. Com 19 minutos, diante de quase 50.000 pessoas, o Flamengo já vencia o desfalcado Náutico por 2 a 0. Kleberson (autor do terceiro gol) começou a jogar bem e Renato Augusto ditou o ritmo enquanto esteve em campo. O time não parece sentir os importantes desfalques de Ibson e Toró. Com isso o Flamengo vai mostrando força e dispara na liderança, com 22 pontos. O Náutico parou nos 14, em 6º.
  • Portuguesa 1 x 2 Vitória: única vitória de visitante na rodada, outro acerto do Blog. A Lusa estava há 3 jogos sem levar gol. Dinei acabou com a marca aos 9 segundos de jogo, ao marcar o segundo gol mais rápido da história da competição. O detalhe interessante é que foi a Portuguesa quem deu a saída. O gol resultou de roubada de bola depois de trapalhada da Lusa. Ramon marcou o segundo aos 15 minutos e deixou o time no G-4, com os mesmos 17 pontos de mais 3 equipes. A Portuguesa diminuiu no segundo tempo com Vaguinho (impedido) e parou nos 12 pontos, na 9ª colocação.
  • Atlético-MG 1 x 1 Palmeiras: o Verdão conseguiu quase um milagre. Com 11 minutos já tinha levado uma bola na trave, Marcos já havia feito uma defesaça e o Galo já havia feito um gol, com Eduardo. Ainda no primeiro tempo o Galo perdeu a chance de matar o jogo, ao desperdiçar um pênalti defendido pelo Marcos. No final, Diego Souza acertou uma falta no ângulo e empatou o jogo. O Palmeiras está no bolo dos 17 pontos e o Galo ficou com 11, em perigosa 15ª posição. O Blog apostara em vitória atleticana.
  • Internacional 3 x 0 Coritiba: quando um time forte como o Inter faz sua melhor partida no campeonato contra um time mediano, que fez sua pior apresentação, o resultado não podia ser diferente. O excelente meia Alex fez os 3 gols colorados. Taison é mais um bom garoto revelado pelo Inter, que vem se mostrando o maior celeiro de bons valores nos últimos anos. O Inter, com 11 pontos, é o 11º. O Coxa, um ponto abaixo, está com o pé na zona da morte, na 16ª. Outro acerto do Blog
  • Figueirense 2 x 1 Vasco: no início da era pós-ex-deputado e novamente com a camisa 11 em campo (usada por Leandro Amaral), o Vasco sofreu uma virada em Floripa. O Blog tinha apostado em um empate, acreditando na força ofensiva que o Vasco levaria a campo. Esqueci das falhas da defesa. Os 2 gols de Cleiton Xavier deixaram-no a um dos artilheiros e o Figueira com 12 pontos, na 10ª posição. O Vasco é o 12º, com 11.
  • Botafogo 2 x 0 Grêmio: o alvinegro momentaneamente afastou a má fase, voltando a jogar o bom futebol do início do ano. Já o Grêmio parecia ser o time que estava a perigo na classificação. O Bota chegou a 11 pontos, na 13ª posição. O tricolor gaúcho fecha o bolo de 17 pontos. Apostei no empate, acreditando na força defensiva do Grêmio.
  • São Paulo 1 x 1 Ipatinga: típico jogo que quebra a banca. Muitos apostadores da Loteria Esportiva quebraram a cara, pois teoricamente era o jogo mais fácil da rodada. O São Paulo pode comemorar o empate, pois foi dominado pelo Tigre mineiro durante todo o jogo, apesar de só conseguir o empate no último minuto. Grande atuação do camisa 11 Adeilson. Continuo achando o São Paulo muito mais fraco que os principais concorrentes ao título. Acho que a quarta vaga na Libertadores seria motivo de festa no Morumbi. E se realmente vender Hernanes, Miranda e Alex Silva e não conseguir repor no mesmo nível, o time vai pra vala.
  • Goiás 1 x 0 Fluminense: o esmeraldino goiano conseguiu sua primeira vitória em casa (confirmando previsão do Blog), mas segue na zona de degola. Já o Fluminense... Continua reclamando de arbitragem. Realmente vi um pênalti não marcado para o Goiás. Acho bom o Renato e seus comandados pararem de "brincar" o quanto antes. Já são 3 pontos atrás do penúltimo colocado. Além disso o Flu tem o pior ataque e é o único que não venceu.
E você, qual(is) jogo(s) assistiu? Concorda com a nossa análise? Diga aí na caixinha de comentários!

sábado, 5 de julho de 2008

Uma final para a História


Amanhã, a partir das 10:00h, com transmissão ao vivo pelo Sportv e Globo.com, assistiremos mais um capítulo da História do esporte ser escrita. Roger Federer, tenista número 1 do mundo, enfrenta Rafael Nadal, espanhol número 2, na final do torneio masculino de Wimbledon. Para mim é um dos pontos altos do ano: é meu segundo esporte, no meu torneio preferido.

Pentacampeão consecutivo na grama inglesa, Federer pode superar o lendário Bjorn Borg se conseguir o sexto troféu em seqüência. E ficar a um passo de igualar os incríveis recordes do meu grande ídolo e não menos incrível Pete Sampras, que venceu 7 vezes em Wimbledon em 8 anos e conqustou 14 títulos de Grand Slam na brilhante carreira.

Para isso, basta vencer Rafael Nadal, especialista em saibro e vencido por Federer nas duas últimas finais de Wimbledon. Federer está a 65 jogos invicto na grama. Não perde uma partida em Wimbledon desde a edição de 2002.

Parece fácil, não? Pois a tarefa de Federer será inglória. Nadal está provavelmente na melhor fase da carreira. Superou problemas físicos, um problema no pé crônico, que inclusive o fez mudar de estilo ao correr e jogar. Agora ele tenta evitar trocas intermináveis de bola no fundo, tenta sempre tomar a iniciativa do ponto, fazendo o adversário correr e não ele. Atropelou todos os adversários em Roland Garros um mês atrás, vencendo todos os jogos que disputou em sets diretos. Massacrou Federer na final, com um direito a pneu no terceiro set.

Tudo bem, saibro é (muito) diferente de grama. Na terra, a bola quica alto, o pó de tijolo prende a bola, que anda menos, tornando o piso lento. Além disso, os tenistas conseguem deslizar e chegar em bolas que não chegariam em outros pisos. Na grama é o oposto: a bola mal quica, sobe pouco depois de tocar o solo, o que faz com que os tenistas precisem estar sempre com os joelhos mais arqueados que o normal. Além disso não permite deslizamentos. A soma do quique baixo com impossibilidade de deslizamento faz com que os jogadores tenham que estar sempre bem colocados, "dentro" da bola, para realizar o golpe com precisão. Esta característica favorece os jogadores de saque e voleio, exatamente o que Nadal não é.


Mesmo assim, vou usar uma frase que nunca pensei que fosse usar na vida: acho que amanhã Nadal vence a final. O espanhol está jogando em um nível elevadíssimo, acima de todos os demais do circuito (Federer inclusive). A força mental do espanhol é algo de espantoso. Não me lembro de ter visto algo igual em qualquer esporte, em qualquer época. O modo com que ganhou em Roland Garros o encheu de moral. E ser campeão de Queen's, vencendo Novak Djokovic na final, deu a certeza para ele que é possível vencer em Wimbledon.

Em 1981, Borg lutava pelo sexto título seguido na grama inglesa. Enfrentou na final o americano John McEnroe, que havia sido batido por ele na final do ano anterior. Depois de 5 sets e mais de 4 horas de jogo, McEnroe venceu e impediu o hexa do sueco. Rafael Nadal tem a chance de repetir a história, 17 anos depois.

E você, o que acha, vai dar Federer de novo ou Nadal vai surpreender o mundo do tênis? Deixe seu palpite na caixinha de comentários.