terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Equilíbrio é a palavra na NBA


No dia 23 de dezembro, o Boston Celtics recebeu o Philadelphia 76ers no seu TD Banknorth Garden, venceu por 110-91, cravou uma incrível seqüência de 19 partidas invicto (recorde da franquia), chegando à marca de 27 vitórias e duas derrotas, o melhor início de campeonato para times com duas derrotas na história. O jogo seguinte aconteceria em 25 de dezembro, no Christmas Day, tradição da NBA de ter uma rodada no dia de Natal (eles jogam dia 1º de janeiro também).

O Los Angeles Lakers, ex-líder geral, atravessou o país para uma mini-excursão na Florida, nos dias 19 e 20 de dezembro, quando perdeu em seqüência para Miami Heat de Dwyane Wade (89-87) e Orlando Magic de Dwight Howard (106-103). As duas derrotas tiraram o time da liderança geral da liga. Duas vitórias duras, contra Memphis Grizzlies e New Orleans Hornets, a primeira com uma virada no último período e a última com muitos altos e baixos durante o jogo, mostravam que o time estava perdendo o equilíbrio. O jogo seguinte aconteceria em 25 de dezembro, no Christmas Day.

O Christmas Day de 2008 foi especial. Os líderes das conferências e maiores rivais da NBA mediram forças no Staples Center. Os cinco minutos finais da partida contra o Sixers foram debaixo de gritos de "Beat L.A.!". Apesar de estar passando por uma fase pior, o time da California venceu com autoridade por 92-83, numa atuação fantástica do ala espanhol Pau Gasol, que marcou 7 dos seus 20 pontos nos três minutos finais, além de dar tocos providenciais em Paul Pierce e Ray Allen a menos de 90 segundos para o fim. Gasol vem sendo o ponto de equilíbrio individual de um time que vem desequilibrado coletivamente. O cestinha da partida foi Kobe Bryant, com 27.

A partida seguinte de ambos foi contra o Golden State Warriors. O Celtics, que virou freguês do time da Bay Area, perdeu a quinta partida consecutiva em Oakland (e 12ª de 15) e pela primeira vez perdia duas partidas seguidas na temporada. O Lakers recebeu o Warriors e venceu por 130-113, com direito a 31 pontos de Kobe.

A briga pelo primeiro lugar geral, que dá vantagem de mando de quadra em todo o playoff (motivo fundamental para o título do Celtics em 2008) está mais embolada do que se imaginava. O Celtics é o líder do Leste (e geral) com 28-4. O Lakers é o líder do Oeste com 25-5. Entre eles está o intruso Cleveland Cavaliers, com 26-4. O time do supercraque LeBron James é o único na liga invicto em casa na atual temporada. Já são 16 partidas sem derrotas na Quicken Loans Arena. Além disso tem a melhor defesa do campeonato, com média de apenas 89.13 pontos sofridos por jogo. O armador Mo Williams trouxe o equilíbrio que faltava para o time. King James já cogita seriamente a possibilidade de renovar contrato com o Cavs, vendo as chances de título crescerem.

Rápidas
  • Shaquille O'Neal se tornou o nono maior cestinha da história da NBA ao marcar 28 pontos na vitória de ontem do Phoenix Suns contra o Oklahoma City Thunder por 110-102. Deixou para trás o craque Dominique Wilkins, que fez sucesso defendendo o Atlanta Hawks.
  • O San Antonio Spurs deu a arrancada que se esperava e alcançou a marca de 20-10, chegando à terceira colocação da Conferência Oeste.
  • Com 60,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra, o pivô brasileiro Nenê, do Denver Nuggets, ainda lidera este fundamento na liga.
  • Chris Paul, do New Orleans Hornets, segue liderando em passes decisivos (11,4 assistências por partida) e roubadas de bola (3 roubadas por jogo). CP3 é o único jogador na temporada com média de assistências acima de 10.
  • O superpivô Dwight Howard ainda é o cara em rebotes (13,6) e tocos (3,7). O Superman deu incríveis 10 tocos contra o Thunder no dia 11 de dezembro, três dias após completar 23 anos.
  • O armador José Manuel Calderón, do Toronto Raptors, ainda não sabe o que é errar um lance livre na atual temporada. O espanhol acertou todos os 70 lances da marca fatal que tentou.

Veja aqui a classificação atual da Liga, ordenada por conferência.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Cada um com a solução que merece


Às vezes tenho a impressão de não entender nada de futebol... Nestes tempos de férias dos clubes, o que não faltam são notícias, fatos e factóides, sobre contratações, reformulações de elencos e etc.. No Flamengo estas notícias brotam, a maioria falsas, como se fossem lançadas apenas para vender jornal.

Por que voltei a este assunto? Dois jogadores muito citados nesta época, em notícias e comentários em foruns e blogs, vêm me causando o sentimento da primeira frase do post. Um deles é o Rômulo, volante jovem, revelado nas categorias de base do Flamengo, afastado do futebol desde o ano passado, quando sofreu uma grave contusão no joelho. Depois de aturar diversas falhas individuais do Jailton, parece que alguns integrantes da torcida do Flamengo vêem no Rômulo a salvação para a posição. Só não sei como um volante que não acerta um passe sequer, que marca pessimamente e nas raríssimas vezes que se apresenta na frente, o faz como se calçasse as chuteiras invertidas, possa ser solução para alguma coisa. Na melhor das hipóteses o Rômulo é um Jailton mais novo. Aliás, não sei como alguém assim pode ter se profissionalizado. Bom, sei sim, deve ser mais uma prova do sucateamento das categorias de base que falei alguns posts atrás.

E o outro jogador é o Renato Abreu. Fico estarrecido com duas observações sobre este jogador: que é raçudo e que chuta bem. Quando vejo a quantidade de gente falando isso, penso que não devo entender de futebol. Se as pessoas confundem raça com reclamações constantes com a arbitragem e xingamentos aos companheiros (pois é...), tudo bem. Mas isso não é raça. Raça é ter vontade em campo de jogar pelo conjunto. E o Renato adorava jogar para ele, com a bola no pé. Sem ela, não marcava ninguém e ainda reclamava dos companheiros. Perdia a bola e era incapaz de tentar recuperá-la sem apelar para faltas. Mas se pelo menos com a bola no pé ele fosse bom... Poucos meias no Flamengo (pelo menos dos considerados titulares) vi errar tantos passes como o Renato. Perdi as contas de quantas vezes eu o xingava no Maracanã pelos inúmeros erros. Bom chutador? Faz-me rir. Renato de vez em quando acertava uns petardos indefensáveis. Mas os 199 chutes anteriores tinham como endereço a bandeirinha de escanteio. Estatisticamente falando, Renato chuta muito mal. Fazia um gol, depois de ter xingado meio time, vestia uma máscara de urubu e ia fazer graça com a torcida. Assim enganava alguns, a mim nunca. E internamente o jogador se auto-denominava Pelé. Coitado do Rei!

Será possível que tanta gente esteja errada e eu e mais outros, certos? Não sou o dono da verdade e quando me deparo com uma situação assim, paro para refletir. Para minha defesa, a única explicação é que eu vejo os jogos do Flamengo no estádio. Das arquibancadas a visão do jogo é muito melhor do que pela TV. Os torcedores que conheço que não gostam do Renato e Rômulo também são frequentadores assíduos do Maracanã. E a maioria dos defensores do Renato e Rômulo não frequentam as arquibancadas. Aliás, como a maioria dos torcedores que vivem reclamando de seus clubes, mas que não fazem nada para ajudar. Não pagam ingressos, não compram produtos oficiais, não são sócios dos clubes. Eu vou ao Maracanã sempre, tenho camisas, short, meião, chaveiro, caneta, porta-chuteira, DVD, etc., tudo adquirido na Fla Boutique (e agora também na recém inaugurada Fla Shop), sou sócio do clube desde os 4 anos, primeiro como dependente do meu pai, depois como titular, assino a Fla TV. Se cada torcedor corneteiro fizesse o mesmo, mesmo os que não moram no Rio de Janeiro, o Flamengo talvez tivesse numa situação um pouco melhor.

Fico feliz por não pensar assim sozinho. A torcida do Flamengo é tão grande que sempre vai ter gente defendendo todo tipo de jogador. E você, o que acha do Renato Abreu e Rômulo? Seu time tem histórias assim também? Conte aí pra gente.

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Rica, este post foi uma homenagem ao seu aniversário. Parabéns!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Feliz Natal!

Desejo um Feliz Natal com muita paz e tranqüilidade para todos os amigos do Arquibancada Digital!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Resumo da NBA volta na sexta

Duas semanas sem falar nada sobre a NBA e já levei um puxão de orelhas do Grgr numa das caixinhas de comentários! Para não ficar dando desculpas esfarrapadas, já deixo avisado que na sexta teremos um post tentando me redimir da falta. Na quinta teremos o NBA Christmas Day 2008, com o grande confronto entre Los Angeles Lakers e Boston Celtics, no Staples Center, LA. Pois é, na NBA joga-se nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro...

E assunto não faltará: além do grande clássico, que pode ser a provável final do campeonato, falaremos do recorde do Boston Celtics, das incríveis derrotas seguidas do Los Angeles Lakers, do futuro de LeBron James, das grandes atuações de Nenê e muito mais. Aguardem!

Boca Juniors papou o Apertura 2008


Se o Campeonato Brasileiro de 2008 teve muita emoção, com o campeão definido apenas na última rodada, nossos hermanos argentinos abusaram. Depois de três times terminarem empatados em primeiro, um triangular foi disputado. E o que aconteceu? Cada time venceu um jogo! Na primeira rodada o San Lorenzo venceu o Tigre por 2 a 1. No sábado, bastava ganhar do Boca Juniors para conquistar o título, mas a derrota por 3 a 1 tirou o San Lorenzo da parada e levou a decisão para hoje, no jogo entre Boca e Tigre.

Os xeneizes podiam perder até por um gol de diferença. A partida, disputada no Cilindro de Avellaneda (todo o triangular final foi no estádio do Racing), teve muita emoção, para fechar um campeonato deste nível. No primeiro tempo o Tigre imprimiu forte marcação para bloquear as subidas do Boca. No segundo, partiu para o ataque em busca dos dois gols que lhe dariam o título. Mas o gol só saiu aos 22 minutos do segundo tempo, quando o centroavante Lazzaro se antecipou ao fraco goleiro Javier Garcia, que saiu catando borboleta, para cabecear para o gol.

Com o fim do campeonato, a Argentina conhece seus representantes na Libertadores 2009. Além do River Plate e Lanús, classificados como campeão e vice do Clausura, no primeiro semestre, o Boca e San Lorenzo entraram pelo Apertura. A quinta vaga ficou com o Estudiantes, em critério que desconheço (talvez tenha sido o de melhor campanha nos dois torneios somados). Se alguém souber, conte aí na caixinha de comentários, por favor.

No campeonato mais embolado que eu tenho lembrança, o campeão só saiu no saldo de gols do triangular de desempate. Dos oito últimos campeonatos argentinos (contando Apertura e Clausura), foram seis times diferentes a conquistar o título: Boca e River Plate (2008), San Lorenzo e Lanús (2007), Estudiantes e Boca (2006) e Boca e Vélez Sarsfield (2005). O Brasil tem cinco campeões diferentes nos últimos oito campeonatos (São Paulo, Corinthians, Santos, Cruzeiro e Atlético-PR).

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Confrontos das oitavas-de-final da Champions League


Na manhã de hoje (horário de Brasília) a UEFA sorteou os confrontos das oitavas-de-final da Champions League. Já nesta fase teremos três clássicos que abalarão a Europa. O Chelsea, do técnico Luiz Felipe Scolari, mede forças contra a Juventus de Alessandro Del Piero, no duelo de dois dos quatro melhores goleiros do mundo (Petr Čech e Gianluigi Buffon) na minha modesta opinião. O Real Madrid, maior campeão do torneio (nove taças), segundo do grupo da Juve e time de outro goleiro do meu top-4 (Iker Casillas), encara o Liverpool, terceiro maior campeão da história (cinco canecos), que é sempre forte na Champions. E o atual campeão Manchester United enfrentará a Internazionale, do técnico José Mourinho (velho conhecido do United da época em que treinava o Chelsea) e do goleiro da Seleção Brasileira, Julio Cesar, que completa o meu quarteto fantástico das traves.

Os jogos de ida acontecerão apenas no dia 24 de fevereiro, com as partidas de volta marcadas para 11 de março. Como muita coisa ainda vai acontecer até lá, por exemplo uma nova janela de transferências em janeiro, não vou me meter a palpitar ainda. Farei assim que a janela se fechar, os campeonatos nacionais estiverem no returno e a final do Mundial de Clubes tenha passado. Já pensaram no que pode acontecer ao Manchester se perder a final para a LDU? Por enquanto vou deixar em negrito os meus favoritos atuais para poder comparar com o palpite oficial em fevereiro. Em azul, os times para os quais vou torcer.

Os jogos (quem aparece na frente joga a primeira partida em casa):

Chelsea (2º Grupo A) x Juventus (1º Grupo H)
Panathinaikos (1º Grupo B) x Villarreal (2º Grupo E)
Bayern de Munique (1º Grupo F) x Sporting (2º Grupo C)
Atlético Madrid (2º Grupo D) x Porto (1º Grupo G)
Lyon (2º Grupo F) x Barcelona (1º Grupo C)
Real Madrid (2º Grupo H) x Liverpool (1º Grupo D)
Arsenal (2º Grupo G) x Roma (1º Grupo A)
Internazionale (2º Grupo B) x Manchester United (1º Grupo E) => nem me atrevo, só em fevereiro mesmo.

E você, já tem coragem de dar algum palpite assim tão cedo? Compartilhe com a gente, para que possamos rir das nossas previsões em fevereiro.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Sucateamento das categorias de base

Em tempos de futebol de férias, mais uma vez o Flamengo gera motivo para um texto no Arquiba. E novamente o motivo não é bom. A última da diretoria rubro-negra foi a demissão do Adílio do cargo de técnico do time de juniores do clube. Depois de quatro temporadas ganhando vários títulos, o ex-craque foi demitido por passar a temporada de 2008 em branco. No período em que ele esteve à frente do time, o Flamengo conquistou o tricampeonato estadual, o bi da Copa OPG, foi campeão das Taças BH e Rio-São Paulo, além de ter ficado em terceiro no Mundial Sub-19, na Malásia. O maior expoente da geração de Adílio foi o meia Renato Augusto, vendido no meio do ano para o Bayer Leverkusen, da Alemanha. Adílio será substituído por Rogério Lourenço, ex-zagueiro do Flamengo, técnico dos juvenis e da seleção brasileira sub-20.

Minha primeira reação ao saber da notícia foi de tristeza. Cresci vendo a geração fantástica de Zico, Adílio e Junior ganhar tudo, contra todos. Tinha um carinho especial pelo Brown, herói da conquista do tricampeonato brasileiro de 1983, primeira final de Brasileiro que lembro de ter visto ao vivo. Adílio foi o melhor em campo naquele dia. Depois que Zico e Junior foram vendidos e o supertime desmontado, Adílio permaneceu lá, mesmo em períodos de vacas magras. Nunca me esqueço de um Flamengo x Bangu que o time suburbano deu uma coça de 6 a 2 e Adílio formou o ataque (isso mesmo!) com Robertinho e Peu. Se jogasse em qualquer time razoavelmente decente na Europa, Adílio seria até nome de praça na cidade. Mas no Flamengo tem este destino.

Achei a demissão de Adílio injusta. O Flamengo se desfez de diversos jogadores em 2008. Vendeu Michel, Pedro Beda e Anderson Bamba, emprestou Fabricio e Camacho, além de ter promovido aos profissionais Erick Flores e Paulo Sérgio. Desmontaram o time do Adílio e colocaram a culpa no técnico no fim das contas.

Mas o grande problema desta história, para mim, é outro. O Flamengo virou celeiro de títulos nos juniores, mas parece que esqueceu que o principal motivo da base é revelar bons jogadores. Isso tem ficado raro no Flamengo. E é inaceitável, pois o clube tem as maiores peneiras do futebol brasileiro. Na quantidade maior TEM que se tirar qualidade maior. Título nos juniores não vale de quase nada.

O presidente do clube fala muita abobrinha, mas num ponto tem razão. O Flamengo sempre foi forte quando contava com pratas da casa. O time que acabou o Campeonato Brasileiro de 2008 só tinha o Ibson de prata da casa entre os titulares. Nem vamos recorrer à geração campeã mundial. Se compararmos com a geração campeã da Copa São Paulo de 1990, já é de dar pena. Aquele time tinha Djalminha, Marcelinho Carioca, Junior Baiano, Marquinhos, Rogério (o que acaba de substituir o Adílio), Nélio, Paulo Nunes, Fábio Augusto, Piá. Todos faziam parte do elenco pentacampeão brasileiro em 92, vários eram titulares. Muitos viraram ídolos de outros times depois de negociados. Se tirarmos o Piá e o Rogério, foi uma geração com seis grandes jogadores e um craque em apenas uma fornada.

Nos tempos atuais o Flamengo traz da base jogadores como Jean, um atacante que tem sérias dificuldades de finalização e é conhecido por não saber fazer gol. Revela Rômulo, volante que acerta passes de forma bissexta. Revela Thiago Salles, zagueiro que fica conhecido por fazer gols e não por evitá-los. Revela Diego, goleiro com imensa deficiência em chutes de longa distância, chamado ironicamente pela torcida de Horácio, pelos braços curtos. Se o Flamengo entrar no Brasileiro apenas com pratas da casa do atual elenco, corre o risco de disputar rebaixamento de novo.

De 10 anos para cá o Flamengo revelou Julio Cesar, Adriano, Juan, Athirson, Ibson, Jônatas e Renato Augusto. Mesma quantidade de jogadores com qualidade da geração de 1990. Para uma década inteira, num clube como o Flamengo, é muito pouco. Tem muita coisa errada no Flamengo...

PS: Usei o Flamengo como exemplo, mas o problema acontece em praticamente todos os grandes clubes brasileiros, senão em todos.

Souza: perna-de-pau ou injustiçado?


Fim de ano, clubes em férias. É a hora que começam a chover no noticiário informações sobre transferências de jogadores. Tenho a nítida impressão que muitas destas notícias são vinculadas apenas para "vender jornal" ou "dar audiência", na falta de movimentação de campeonatos. Por isso o Arquibancada Digital dificilmente comentará este tipo de informação, a menos que tenha algum tipo de fundamento.

O paradoxo disso é que vou acabar tocando no assunto. Mas não por causa da transferência em si, mas pelo jogador envolvido. Li no Globoesporte.com que o Grêmio pode se envolver numa troca entre o zagueiro Léo e o atacante Souza. Segundo a boataria da vez, o grego Panathinaikos estaria interessado no beque gremista e teria intenção de colocar o atacante como moeda de troca.

Minha opinião? Negócio da China para o Grêmio. Léo é novo, tem potencial para um belo futuro, mas andou se perdendo depois de um início sensacional no Brasileiro 2008. Mesmo com a queda de produção, o sistema defensivo do Grêmio segurou a onda e terminou o campeonato como a melhor defesa do campeonato, com grandes atuações de Réver e Pereira, o que talvez mostre que a defesa se viraria bem mesmo sem Léo. Em contrapartida, um dos motivos mais marcantes para o Grêmio ter deixado o título ir para o Morumbi foi a péssima atuação de seu ataque. E com certeza Souza seria uma excelente opção para o clube em 2009.

Defender o Souza no Brasil é arriscado. Corro o risco de ler impropérios na caixinha de comentários por causa disso, até mesmo de ouvir bobagem. Mas a verdade é que considero o Souza injustiçado por parte da torcida do Flamengo e da imprensa. Mas acho isso porque não o vejo como um atacante matador, como muitos pintam e ele mesmo tentou nos fazer acreditar. Apesar de ter sido artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2006, pelo Goiás, Souza não é um matador trombador, como muitos gostam de rotulá-lo. Jogador assim é o Washington, por exemplo.

Rodrigo de Souza Cardoso, 26 anos, é um cara forte, alto (1,88m e 87kg) e com excelente domínio de bola. Quantas vezes ele foi lançado em meio a até três zagueiros e não era desarmado? Esta característica era fundamental no esquema de jogo do Flamengo: Souza prendia a bola no ataque, o que dava tempo para o time chegar com os laterais, meias e volantes no ataque. Com dois defensores na cola dele, sobrava espaço para Marcinho, Leo Moura, Juan, Ibson. E, deste jeito, chances eram criadas para todos, muitas com passes de Souza, como o lance abaixo, na partida contra o Ipatinga, na sétima rodada do Brasileiro:



Esta mesma característica, além de ajudar o ataque do Flamengo, ainda facilitava a vida da defesa. Apesar dos diversos volantes e zagueiros formando um ferrolho, o sistema defensivo do Flamengo começava lá na frente. Como Souza não era desarmado com facilidade, o time tinha tempo para atacar e recuar de volta, sempre em bloco e sem desespero. Quando saiu para a Grécia, o atacante deixou o Rubro-Negro líder, com o melhor ataque e a melhor defesa do Campeonato Brasileiro.

Souza se foi e a capacidade do time do Flamengo prender a bola no ataque praticamente desapareceu. Obina é bom finalizador, tem disposição, mas não tem um quinto do domínio de bola do ex-companheiro. Diego Tardelli nunca se firmou, além de ter se machucado. Marcelinho Paraíba não é atacante. O resultado disso é que em muitas vezes a bola era lançada para o ataque, batia lá e voltava rapidamente, pegando o time "de calça arriada", subindo em bloco. Com Souza em campo, quantas vezes o Flamengo foi visto levando gols patéticos, com a defesa escancarada, como os do jogo contra o Cruzeiro, no Mineirão?

Porém, para enxergar a importância tática do Souza, é necessário ir ao estádio. Da arquibancada temos uma visão mais ampla do jogo, podemos ver toda a movimentação, mesmo sem a bola. A TV impossibilita isso. E ainda tinha scouts cretinos, quando adoravam dizer que o Souza estava a não-sei-quantos minutos sem tocar na bola, fazendo o torcedor que não vai a campo constantemente ficar com raiva do jogador. Como vocês sabem, acompanho o Flamengo no estádio. Acho que devo ter ido a uns 90% dos jogos do Flamengo no Rio desde 1991. Fiz "amigos de arquibancada". E o consenso entre o pessoal é a falta que o Souza faz ao Flamengo.

Faltou ao Flamengo maior sagacidade do departamento de marketing. Deviam ter tirado a camisa 9 das costas de Souza. Poderiam ter lhe dado a camisa 7 e ter presenteado Ibson com a 10, depois que Renato Augusto foi embora. Tenho certeza que a torcida gostaria mais de ver a camisa imortalizada por Zico com Ibson do que escondida no banco, nas costas do Sambueza. E o Souza, com a 7, provavelmente teria a imagem desassociada do matador trombador. Acredito que o jogador poderia ser menos vaiado, por conseqüência menos substituído e por último, com o time comemorando mais vitórias. Mas infelizmente são suposições. O certo é que o Souza foi embora e faz muita falta ao Flamengo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Vote no melhor desempenho esportivo do ano

Está no ar aqui no Arquibancada Digital a enquete para decidir o Arquiba Awards 2008, categoria Arquibancada de Ouro. Logo ali, no alto, do lado direito, você pode escolher qual foi o melhor desempenho esportivo do ano de 2008. Caso queira votar em algum evento que não esteja listado nas opções, use a caixinha de comentários deste post para dar sua opinião, explicando por que achou que foi o melhor desempenho de 2008.

domingo, 14 de dezembro de 2008

En busca de un campeón - A jugar un triangular


Com este título, o site do jornal argentino Olé apresenta a grande decisão do Torneo Apertura 2008. Ao final da última rodada, Boca Juniors, San Lorenzo e Tigre terminaram empatados com 39 pontos. O regulamento diz que, quando dois times terminam o campeonato de pontos corridos empatados na ponta, um jogo extra deve ser disputado para decidir o campeão. Não existe critérios de desempate, não importa quem venceu mais ou quem marcou mais gols. Aconteceu em 2006, quando Estudiantes e Boca terminaram empatados e o time de La Plata venceu o jogo extra.

A diferença é que agora um triangular vai decidir a parada. Os três citados no parágrafo acima medirão forças nos dias 17, 20 e 23 de dezembro. Dois times grandes e um pequeno. Imaginem para quem os rivais vão torcer...


Aos 7 minutos do primeiro tempo, Bergessio colocou o San Lorenzo na frente contra o Argentinos Juniors, em La Paternal, no estádio Diego Maradona. Em La Bombonera lotada, o Boca recebeu o Colón (time pelo qual simpatizo na Argentina, tenho até uma camisa) e rapidamente abriu 3 a 0 em 28 minutos, apesar do susto que levou antes do primeiro minuto se completar. Pressão total para cima do Tigre, campeão em 2007 e que recebia o Banfield, em Victoria.

Depois de abrir o placar, o San Lorenzo passou a controlar o resultado, numa tática perigosa. Atraiu o adversário e passou sufoco, mas conseguiu o que queria. Venceu pelo placar mínimo e garantiu a participação no triangular final.

Em Victoria, o Tigre passava sufoco quando Martín Morel, vice-artilheiro do campeonato, fez o gol salvador, que também colocou o time no triangular. No segundo tempo, o goleiro Daniel Islas repetiu jogos anteriores e foi o herói da partida, aparecendo em três jogadas de muito perigo. O Tigre colocou o coração em campo e conseguiu segurar o resultado.


Depois de abrir 3 a 0 em menos de 30 minutos, o Boca dava impressão de se garantir com tranquilidade na final. Só que Nico Torres e Valdemarín descontaram para o rubro-negro e os xeneizes começaram a ter pesadelos com 2006. Como o jogo do Boca começou por último, já se sabia que os rivais haviam vencido e o fim do jogo foi desesperador. O Colón partiu para cima e levou desespero ao time de Carlos Ischia e à imensa torcida boquense, que dizem ser "la mitad más uno". Depois de muito teste para cardíaco, o Boca cumpriu sua parte e juntou-se aos outros dois na final.

Além do empate na primeira posição, outro fato importante aconteceu no campeonato. Os três últimos colocados foram times de expressão: o sete vezes campeão da Libertadores, Independiente (18º), o Rosario Central (19º) e, incrivelmente, o River Plate, na lanterna. Como o Campeonato Argentino tem um regulamento estranho, que conta com um percentual de aproveitamento para decidir os rebaixados, nenhum dos três vai cair.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

"Cada time tem o que merece. A gente teve o que mereceu"


Precisei esperar um pouco para escrever este post. Mais de 24 horas. A atuação pífia contra o Atlético-PR, somado ao resultado do Palmeiras, realmente me deixou transtornado. Na verdade eu continuo possesso. A frase do título do post, dita por mim tantas vezes, mas tornada pública pelo melhor jogador do time no ano, o lateral-esquerdo Juan, logo depois do jogo de domingo, resume com perfeição o fim de ano melancólico do Flamengo. A foto acima, com o técnico Caio Junior dando explicações, também. Ano este que começou com grandes esperanças, mas que terminou marcado por grandes decepções. A maior delas, a eliminação inacreditável da Libertadores no Maracanã, provavelmente o maior vexame dos 113 anos de glórias do clube rubro-negro.

O Maraca, palco de grandes conquistas e épicas vitórias, viveu momentos lamentáveis em 2008. No estádio, o time rubro-negro perdeu para o São Paulo, Vitória, Cruzeiro e Atlético-MG, empatou com Portuguesa e Goiás (este quando vencia por 3 a 0 em 35 minutos). A derrota para o Galo e os dois empates da reta final jogaram no lixo as chances de ganhar o hexacampeonato.

Aquele que era o melhor time do primeiro semestre do futebol brasileiro (na minha opinião) sucumbiu à famigerada janela de transferências. O ataque foi varrido: Renato Augusto, melhor jogador do time, foi para o Bayer Leverkusen, da Alemanha; Souza, contestado injustamente por muitos, mas importantíssimo no trabalho de prender a bola no ataque, foi para o grego Panathinaikos, enquanto Marcinho, artilheiro do campeonato à época, foi seduzido pelos petrodólares do futebol árabe.

O Flamengo até então tinha um esquema de jogo sólido, com mais de 80% de aproveitamento no ano. O time saía rapidamente para o ataque, mandando a bola para Souza, que conseguia segurá-la no meio da defesa adversária sem ser desarmado. Isso dava tempo para que um verdadeiro batalhão chegasse à intermediárea adversária. Não raro o Flamengo atacava com Leo Moura e Juan, Ibson, Renato Augusto, Souza e Marcinho. Souza não fazia muitos gols, mas seu trabalho importante de prender a bola oferecia chances a todos. O resultado: melhor ataque do campeonato. Além disso, como prendia a bola com autoridade no ataque, o Flamengo conseguia se recompor atrás com rapidez, que gerou também a melhor defesa. Tudo parecia perfeito.

Mas a janela e uma fila de sete jogos, com dois empates e cinco derrotas, jogaram o clube da liderança, com cinco pontos de frente para o segundo, para a sétima colocação. A diretoria demorou muito para se mexer e, quando o fez, trouxe jogadores de qualidade no mínimo desconhecida. Para piorar, muitos dos reforços pedidos por Caio Junior mal foram utilizados pelo próprio. Isso o Caio nunca explicou.

Certo, nem tudo foi tristeza ou vergonha. O Flamengo teve o melhor ataque do campeonato (não lembro da última vez que isso aconteceu no Brasileiro). Teve a maior pontuação, a melhor campanha desde 1992, apesar da colocação final ter ficado abaixo da de 2007. Depois de muito tempo, o time voltou a fazer campanha de time que quer ser campeão fora de casa. Em nenhum momento ficou atrás da 7ª posição e liderou o campeonato por 11 rodadas.

Para um time da expressão e da dimensão do Flamengo, isso é pouco, muito pouco. O clube precisa com urgência de muita coisa. Precisa de estrutura, de local decente para treinar, isolado da confusão da Gávea. Precisa de estrutura administrativa. Não é possível que tudo que ocorre no clube vaze na imprensa, tornando o ambiente cada vez mais insuportável. Falam em trazer o Parreira para coordenar o futebol do clube. Excelente notícia. Mas vão dar condições para o homem trabalhar ou vamos ter aquelas dezenas de malas cornetando o tempo inteiro? Não é possível que um presidente venha a público proferir as inúmeras declarações de baixo teor intelectual, para ser educado. Precisa de organização técnica. O Flamengo tem que treinar mais e melhor. No dia seguinte aos jogos o São Paulo treina, muitas vezes em tempo integral. O Flamengo dá folga. O São Paulo tem um esquema sólido de jogo há três anos e ganha campeonatos atrás de campeonatos. Seria coincidência? O Flamengo precisa de jogadores que entendam a responsabilidade de entrar em campo envergando o Manto Sagrado, que podem jogar mal de vez em quando, mas precisam se entregar sempre. Novamente como faz o São Paulo. O Flamengo só não precisa de torcida. Mas o São Paulo ganha tudo sem tê-la presente. Por que tanta "babação" em relação ao São Paulo? O Tricolor Paulista nos tomou a condição de gigantes do futebol brasileiro e parece que os dirigentes não se deram conta disso. Eu quero isso de volta.

E diante de tanta necessidade, o que vemos? Dirigente falando que o tricampeonato carioca será prioridade? Tudo bem, vai ser legalzinho passar o Flu e conquistar o quinto tri. Mas chega de ganhar estadual cheio de passa-fome e ficar por aí. O Flamengo é maior do que isso.

Leonardo, por favor, vem logo... Se quiser, posso te buscar pelo braço em Milão...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Ronaldo no Corinthians


Fui pego de surpresa hoje, quando dei de cara na home da Globo.com com a notícia bombástica: o atacante Ronaldo acaba de acertar com o Corinthians. O Fenômeno irá defender o time paulista, recém-promovido de volta à Série A do Campeonato Brasileiro, no Paulista, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro de 2009.

A primeira frase que me veio à cabeça foi: "Que sujeito ingrato...". O Flamengo abriu suas portas, recebeu o jogador para cuidar da reta final da recuperação da terceira cirurgia no joelho. Torcedores se mobilizaram, criaram a campanha "Fica, Ronaldo", que tentou até arrecadar fundos, vendendo camisas e adesivos personalizados, para colaborar com a diretoria rubro-negra na contratação do ídolo que nunca escondeu de ninguém sua paixão pelo Flamengo e o sonho de um dia jogar profissionalmente pelo clube. Ronaldo participou de treinos e coletivos com os times de juniores e profissionais, os jogadores estavam ouriçados em ter um craque daquela magnitude como companheiro de equipe em 2009, assim como a torcida.


Mas Ronaldo escolheu o Corinthians. Nesta hora é difícil falar apenas com racionalidade, até porque eu tenho um antecedente que me protege. No início de 2008 defendi a escolha do Adriano de atuar pelo São Paulo. Assim como Ronaldo, Adriano é torcedor do Flamengo. Diferente de Ronaldo, Adriano foi criado na Gávea. Mas o São Paulo abriu suas portas para cuidar do jogador no momento mais crítico de sua carreira, deu carinho e condições para que ele voltasse aos bons tempos. Na época achei nada mais justo do que Adriano retribuir o carinho e a assistência recebidos jogando um semestre no Morumbi, mesmo sendo disputado com o Flamengo (que inclusive chegara a um acordo com a Internazionale).

Gostaria muito de acreditar que motivos financeiros levaram Ronaldo ao Corinthians. Ele precisa de dinheiro? Certamente não. Mas seria o motivo menos tosco para explicar um comportamento diferente do que Adriano teve. Pelo que a imprensa vem divulgando, nem o presidente do Flamengo nem o vice de futebol sabiam do acerto. Sequer o pai do jogador estava sabendo. Ficou feio.

O jogador ainda não se pronunciou a respeito do acerto. Apenas seu procurador falou que "ele está roxo de felicidade" e que "a Nike, por já ser fornecedora do Corinthians e também do Ronaldo, também está muito satisfeita com isso, porque o futebol é uma das suas principais plataformas de divulgação, mas a empresa nada tem a ver com a viabilização desse contrato". A Nike, como sabemos, vive às turras com o Flamengo e não deve ter seu contrato renovado em julho de 2009.

Dei uma passada rápida em alguns fóruns para sentir o que os torcedores do Flamengo acharam da notícia. Não vi sequer um comentário ao menos tolerante. Até desejo de morte e de outra contusão grave foram despejados. Não chego a este ponto, não desejo o mal de ninguém. Mas quando o Corinthians vier ao Maracanã enfrentar o Flamengo, seja pela Copa do Brasil ou pelo Campeonato Brasileiro, Ronaldo vai conhecer de perto a pressão da torcida do Flamengo quando ela resolve pegar no pé de um jogador. Pena que ele vai conhecer do pior modo possível. A mesma torcida que aguardava com ansiedade o momento de cultuá-lo e que agora se reúne na Gávea para uma manifestação, queimando fotos do jogador.

A vida é feita de escolhas. O Ronaldo fez a dele. Só posso desejar boa sorte.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Brilhante vice-campeão


Se o São Paulo foi um campeão justo e inconteste, teve um adversário duríssimo que abrilhantou sua conquista. O Grêmio, com um elenco barato, fez uma campanha belíssima, acima das expectativas da grande maioria. Tenho certeza que nem o mais otimista torcedor gremista acreditaria se algum maluco lhe dissesse, em maio, que seu time lideraria o campeonato brasileiro por 17 rodadas, causaria sensação e disputaria o título na última jornada.

Contra todos os prognósticos, com um técnico dos mais contestados do país, o clube gaúcho se recuperou dos fiascos do Campeonato Gaúcho - que acabou em quinto lugar - e da Copa do Brasil - eliminado em casa pelo Atlético-GO - montou um time competitivo e eficiente. Celso Roth calou os críticos, categoria que me incluo, principalmente pelo péssimo trabalho realizado por ele no Flamengo, em 2005. O time ainda mostrou um grande goleiro, o melhor do campeonato na minha opinião. Na frente de Victor, a defesa menos vazada do campeonato, formada por Réver (o segundo melhor, atrás de André Dias), Pereira e Leo, protegida por dois belos volantes, a revelação Rafael Carioca, que está praticamente negociado com o Spartak Moscou, e William Magrão.

O time perdeu ainda o meia articulador de jogadas Roger, vendido para o futebol do Qatar. Para seu lugar chegou Tcheco, outro bom jogador que já foi muito criticado, inclusive por seu comportamento em campo, que assumiu a braçadeira de capitão e deu o toque de qualidade ao setor de criação. Além dele, o garoto Douglas Costa apareceu muito bem em algumas partidas, provavelmente terá um belo futuro. Mas faltaram outras peças para o meio e ataque de um time que foi praticamente imbatível em seus domínios e um visitante perigoso. O Grêmio testou uma infinidade de atacantes que só fizeram deixar a torcida com raiva.

Ontem o time fez sua parte, lutou incansavelmente até o fim e venceu o Atlético-MG por 2 a 0. Os jogadores saíram aplaudidos de campo, com o esforço reconhecido. O título não veio, mas tenho certeza que a apaixonada torcida do Tricolor Gaúcho (segundo lugar em média de público e melhor "jogador" do time) terminou o campeonato orgulhosa de seu time, dono da melhor campanha de um vice-campeão na era dos pontos corridos, e certa de que fará um belo papel na Libertadores em 2009. Se contratar pelo menos um atacante de peso, tenho certeza que o time dará muito trabalho em 2009.

6-3-3


O São Paulo não tinha nenhum tricampeonato em sua história. Dos times grandes, era o único. Ontem conquistou o primeiro, logo o mais difícil, logo um inédito. Com muita justiça, o Tricolor Paulista arrebatou o terceiro título brasileiro consecutivo e o sexto em sua história (outro feito inédito), tornando-se o recordista absoluto também de Brasileiros (já era de Libertadores e Mundiais). Segundo melhor ataque, segunda melhor defesa, time que menos perdeu, que igualou o recorde de invencibilidade dos pontos corridos. Perdeu apenas 16 jogos em 114 nos três campeonatos. Tirou onze pontos de diferença para terminar com dois na frente. Tem um técnico que venceu os três últimos campeonatos e ficou em segundo em 2005. Não tem discussão.

O São Paulo não tem craques que desequilibram um jogo? Não tem armadores? Não tem laterais de origem? Não. Mas tem um time cascudo, que joga sério, que sabe se impor diante dos adversários, que não entrega jogos bobos. Sabe das suas limitações e explora como nenhum outro suas potencialidades. Seu sistema de marcação começa no ataque e culmina com um time que leva poucos gols. Mesmo renovando seus zagueiros o tempo inteiro: primeiro Fabão e Diego Lugano, depois Miranda, Breno e Alex Silva, agora André Dias. Muda muito, mas a qualidade se mantém, é o ponto forte do time há três anos. Seu sistema ofensivo começa de trás, com volantes habilidosos, zagueiros bons no jogo aéreo, que gera um time que faz muitos gols. Os volantes também mudaram muito, desde Mineiro e Josué, passando por Richarlyson e Hernanes, terminando com Jean. Tem na jogada de bola parada um trunfo poderoso, que inclusive produziu o gol do título. O impedimento absurdo de 1,30m no gol do título não tira o brilho da conquista, até porque o título também seria conquistado com um empate. Muito menos o episódio lamentável da tal propina.

Acima de tudo, o São Paulo tem estrutura, é o mais organizado clube brasileiro. Paga em dia, tem um centro de treinamento completo, um centro de reabilitação que é padrão de qualidade. Tem uma diretoria que não cedeu às pressões depois da derrota na Libertadores. Jogar num clube assim é muito mais fácil. E num campeonato que privilegia a regularidade, corremos o risco de ver o número 6 do título virar 10 logo. E azar dos outros clubes. Que corram atrás do prejuízo.

Como torcedor do Flamengo, sustentei por 20 anos a marra de ser o maior vencedor do campeonato mais difícil do mundo. Desde 1987 o Flamengo era soberano, mas infelizmente parou no tempo. O São Paulo também havia parado, mas aproveitou para se organizar. O resultado está aí.

Amanhã, com calma, colocarei um post sobre a última rodada e o desfecho do campeonato mais equilibrado de todos da nova era.

domingo, 7 de dezembro de 2008

São Paulo ou Grêmio? Cruzeiro, Palmeiras ou Flamengo? Vasco, Atlético-PR, Figueirense ou Náutico? Façam suas apostas!

Envelope com dinheiro supostamente para o árbitro de Goiás x São Paulo foi interceptado na CBF antes de chegar ao destinatário? Tinha ingressos para o show da Madonna junto? Suborno de juiz? Mala branca? Pelas barbas do profeta! Se tem alguma coisa que me irrita profundamente no esporte é esta fofocada, intriga de bastidores, tentativa de armação e golpe. Minha relação com o esporte foi formada dentro de campo (ou piscina), recuso-me a discutir este assunto. E não vai ser diferente na última rodada do melhor Campeonato Brasileiro em muito tempo.

Título

O São Paulo só não será campeão se fizer algo que não faz há 17 rodadas: perder um jogo. Mesmo se perder, ainda será campeão, caso o Grêmio não vença o Atlético-MG no Olímpico. A vantagem do Tricolor Paulista é imensa, mas o Gaúcho se auto-intitula Imortal. Mais do que nunca terá que provar esta condição. O técnico do Goiás declarou que o São Paulo é o único dentre os cinco primeiros que não foi vencido pelo Esmeraldino e que seus comandados farão tudo para mudar esta história hoje. O Atlético-MG não tem nada mais a fazer no campeonato, além de defender sua honra no último jogo do ano do centenário. Seja lá o que acontecer, vamos torcer para que os jogos não tenham erros de arbitragem, porque eu (e acho que vocês também) já estou de saco lotado de choro de arbitragem.

Palpite do Blog: vitória do Grêmio, empate do São Paulo e hexacampeonato brasileiro inédito.

Libertadores

Três times muito instáveis brigam pelas duas vagas restantes na Copa Libertadores 2009. Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo lutam para ver quem passará o Natal afundado em crise. O trabalho do Flamengo é o mais árduo: desfalcado de Ibson, Kléberson e Obina, precisa vencer o desesperado Atlético-PR, que briga para não cair, fora de casa, onde tradicionalmente não volta com bons resultados. E precisa torcer para que Cruzeiro (contra a rebaixada Portuguesa) ou Palmeiras (contra o Botafogo, que já está classificado para a Sul-Americana e nada mais almeja no campeonato), pelo menos empatem em casa. Para tentar a missão quase impossível, o Flamengo vai de Marcelinho Paraíba no meio e Vandinho e Diego Tardelli no ataque, formação que eu sempre acreditei ser a melhor desde que o time foi remontado, mas que o técnico Caio Junior nunca colocou em campo.

Palpite (de torcedor) do Blog: vitória do Flamengo, do Palmeiras e empate do Cruzeiro, que ficará fora da Libertadores.

Palpite (pés no chão) do Blog: vitória dos três e Flamengo fora da Libertadores.

Sul-Americana

Apenas duas vagas ainda estão em aberto. O Fluminense recebe o rebaixado e lanterna Ipatinga e, se vencer, classifica-se sem depender de outros jogos. O Santos precisa do mesmo contra o Náutico, que corre o risco de cair. Se o time pernambucano vencer, estará classificado. O Atlético-PR precisa vencer o Flamengo e torcer por um empate de Flu e Santos.

Palpite do Blog: Fluminense vence, Santos e Náutico empatam, os dois primeiros se classificam.

Rebaixamento

A torcida vascaína está desesperada. Além de torcer para o fraco time do Vasco vencer o Vitória em São Januário (com todos os ingressos vendidos), ainda precisa contar com a ajuda do arqui-rival. Vascaíno torcendo pelo Flamengo? Pois é... Para o Vasco não cair, além de vencer o Vitória, precisa torcer para que o Flamengo pelo menos empate com o Atlético-PR e que o Figueirense não vença os reservas do Internacional, time mais "de férias" do campeonato, em casa. O Náutico se salva com um empate contra o Santos.

Palpite (sincero) do Blog: Vasco vence, assim como o Figueirense (que até merecia muito cair, pelo que fez no campeonato inteiro). Náutico e Santos empatam e o Atlético-PR perde do Flamengo. Caem então Vasco e Atlético-PR. Dois campeões brasileiros, cinco títulos nacionais somados.

Palpite do Blog para a classificação final:

1º São Paulo
2º Grêmio
3º Palmeiras
4º Cruzeiro
5º Flamengo
6º Internacional
7º Goiás
8º Coritiba
9º Sport
10º Botafogo
11º Vitória
12º Atlético-MG
13º Fluminense
14º Santos
15º Náutico
16º Figueirense
17º Vasco
18º Atlético-PR
19º Portuguesa
20º Ipatinga

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Inter campeão!

Estou sem muito tempo nesta semana, mas não posso deixar de dar os parabéns para o Internacional, primeiro time brasileiro campeão da Copa Sul-Americana. O título veio com o empate em 1 a 1 agora há pouco, no Beira-Rio. O Inter perdeu no tempo normal por 1 a 0, resultado contrário ao obtido na Argentina e que provocou a prorrogação.

Parabéns especial também ao autor do gol do título, o craque Nilmar, melhor atacante do futebol brasileiro, que merece muitas glórias depois de tudo que passou na carreira.

Este time do Inter ainda vai dar muito trabalho em 2009, no ano do centenário do clube.

domingo, 30 de novembro de 2008

Arquiba Awards 2008

Provavelmente no dia 14 de dezembro colocarei duas enquetes no ar aqui no Arquibancada Digital, inaugurando o Arquiba Awards. Vocês vão escolher o fato mais notável e o maior mico do ano esportivo de 2008. Simbolicamente entregaremos o Arquibancada de Ouro para o melhor desempenho do ano e o Mico Dourado, para a maior lástima.

Vou fazer um post no dia para explicar o motivo pelo qual cada concorrente entrou na disputa. Podemos usar a caixinha de comentários deste aqui para dar palpites sobre quem merece disputar. Para ajudar, eu começo:

Melhores desempenhos:
  • Os oito ouros olímpicos de Michael Phelps
  • Os três ouros olímpicos, com três recordes mundiais, de Usain Bolt
  • O primeiro ouro olímpico brasileiro na natação, de Cesar Cielo Filho
  • O primeiro ouro olímpico brasileiro no vôlei de quadra feminino
  • O ano esportivo espanhol, com Rafael Nadal vencendo Roland Garros, Wimbledon, Olimpíadas e ganhando o primeiro lugar do ranking mundial, somado ao título da Euro 2008 pela Fúria e ao tricampeonato da Copa Davis pela Armada Espanhola
  • Apesar de ainda não estar consumado, o virtual hexacampeonato brasileiro inédito (e tri consecutivo, também inédito) do São Paulo
  • Ainda não decidido, tricampeonato brasileiro do Grêmio
  • Brock Lesnar, novato que ganhou o cinturão dos pesados do UFC
Os micos da temporada seriam:
  • Eliminação do Flamengo para o América do México na Libertadores
  • Vice-campeonato da mesma competição do Fluminense, perdendo o título para a LDU
  • Também ainda não consumado, mas um provável rebaixamento de um campeão brasileiro
  • Campanha do caro time do Internacional no Campeonato Brasileiro
  • Atuação de Anderson Silva no UFC 90
Aliás, se vocês tiverem sugestões para os nomes dos prêmios, fiquem à vontade de dar os palpites na caixinha!

sábado, 29 de novembro de 2008

King James e New York


A Conferência Oeste é, por tradição, muito equilibrada, com fortes times. Na temporada passada, por exemplo, o Los Angeles Lakers venceu a temporada regular com uma campanha de .57 vitórias e 25 derrotas. O Phoenix Suns, sexto colocado no final, terminou com 55-27. A Conferência Leste traz menos disputa na ponta da tabela. Em 2007-08, o Boston Celtics fechou a primeira parte com 66-16 e o Orlando Magic, terceiro, com 52-30.

Pelo menos neste início de campeonato, parece que algo está mudando na NBA. O Leste promete uma briga forte pelo título da conferência. O Celtics lidera com 15-2, mas é seguido por Cleveland Cavaliers (13-3) e Orlando Magic (12-4), do superpivô Dwight Howard, líder das estatísticas em rebotes e tocos (13,5 e 3,9 por jogo, respectivamente). O time de LeBron James, cestinha da temporada com 27,9 pontos por jogo, é candidatíssimo a fazer a final da conferência contra o Boston, quando tudo poderá acontecer.

Quadro bem diferente do Oeste, onde o Lakers passeia sem ser incomodado pela concorrência. A campanha de 13-1 (92,9% de aproveitamento) é a melhor da liga. O Utah Jazz vem em segundo, com 11-6 (64,7% de aproveitamento). A briga será de foice para a disputa de quem deverá perder a final da Conferência para o time californiano. Empatados com o Utah temos o Phoenix Suns e Portland Trailblazers. Com uma vitória a menos e mesmo número de derrotas (10-6) vêm Houston Rockets e Denver Nuggets.

O líder da NBA teve uma semana um pouco atribulada. Depois de perder para o Detroit, o Lakers permitiu por mais duas vezes que os adversários passassem a contagem centenária. Muita chiadeira se ouviu na terra do cinema, já que o técnico Phil Jackson avisara que a temporada seria de atenção à defesa. Sobrou para o New Jersey Nets (7-7, 8º). O time de Vince Carter ainda se atreveu a marcar 28 pontos no primeiro período. Terminou surrado por 120 a 93. Mais uma vez o técnico poupou seus titulares. Pau Gasol jogou 31:10min, mas o resto sequer esteve meia hora em quadra. Ontem o time bateu o Dallas Mavericks (7-8, 9º), novamente no Staples Center, por 114 a 107. Mas desta vez não foi tão fácil. Os titulares tiveram que jogar muito tempo. Kobe Bryant fez 35 pontos em 39:45min em quadra, enquanto Andy Bynum cravou 18 pontos e catou 10 rebotes (36:20min). Outro sobrecarregado foi Gasol, que jogou 25s a menos que Kobe, marcando 14 pontos e 7 rebotes.


A boa notícia da semana foi a recuperação do San Antonio Spurs (9-6 e sétimo lugar na conferência). O argentino Manu Ginobili voltou às quadras na segunda-feira, na vitória sobre o Memphis Grizzlies (4-12, 13º) por 94 a 81. O trio de ferro da foto acima foi reunido pela primeira vez na temporada ontem, depois da recuperação do francês Tony Parker. O armador se juntou a Ginobili e Tim Duncan para novamente bater o time do Memphis, desta vez por 109 a 98. Mostrando a força coletiva do time, o técnico Gregg Popovich usou todos os 12 jogadores que tinha à disposição na partida, onde apenas Bruce Bowen não pontuou. Os demais fizeram pelo menos 4 pontos cada. Roger Mason foi o cestinha do time, com 20, enquanto o calouro O.J. Mayo cravou 32 para o adversário.

Outro assunto da semana foi a visita do Cavs de LeBron James ao Madison Square Garden. Especula-se com muita força nos EUA que New York será a nova residência de King James. O craque diz amar a cidade. E a fanática torcida do time mais rico da NBA diz amar o craque. O New York Knicks (7-8, 9º) vem limpando sua folha de pagamento para dar uma cartada em cima de dois free agents em 2010. Um deles é o King, o outro, especula-se, seria Chris Bosh, que aliás é o segundo cestinha da temporada, atrás apenas de LBJ. Nas mãos do técnico Mike D'Antoni, notável por montar fortes esquemas ofensivos, seria um time de respeito.

Ah!, teve jogo no Garden né? O Cavs passeou sobre o fraco Knicks, venceu por 18 pontos de diferença (119 a 101). Cada um dos 26 pontos de King James foram aplaudidos pelos 19.763 torcedores, que ocuparam a totalidade do Garden. O craque estreou no jogo o novo par de tênis, que tem nome de Big Apple Zoom LeBron VI (foto do alto do post). Para quem não sabe, Big Apple é o apelido da cidade de New York...

Na semana passada falei das campanhas negativas de times do Oeste dentro da zona de classificação para os playoffs. Neste ponto as coisas estão voltando ao normal. O Oeste fecha a zona de classificação com o New Orleans Hornets (9-6), time do craque Chris Paul, que fez dois triple-doubles seguidos na semana e que lidera a liga em assistências (12 por jogo) e roubadas de bola (2,8). Do outro lado, Miami Heat (8-8) e Nets estão no limite da campanha negativa, em sétimo e oitavo, respectivamente.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Retrospectivas do Arquiba

A gente vai ficando mais velho e o tempo parece que passa mais rápido. Dezembro está chegando e junto com ele as famosas retrospectivas de tudo que aconteceu no curso de 2008. Aqui no Arquibancada Digital não será diferente. Vou tentar usar o mês de dezembro para postar algumas retrospectivas do que aconteceu de mais relevante nos esportes em 2008 (e conto com a ajuda do Antonio e do Barretto, já que o Daniel e o Pedro são inúteis). Deveremos falar sobre:
  • Jogos Olímpicos de Pequim
  • Futebol: o ano do Campeonato Brasileiro mais interessante em muito tempo; a Eurocopa; Seleção Brasileira e Melhores do Ano
  • Basquete: a penúria brasileira; NBA
  • Tênis: o novo número 1 do mundo; Brasil x Argentina
  • Lutas: UFC; Affliction; fatos mais relevantes de outros eventos; Boxe (sim, ele resiste!)
  • Futsal: hegemonia reconquistada pelo Brasil
  • Futebol Americano: Carioca Bowl e NFL
  • Automobilismo: o título do Hamilton
Vou tentar não ser repetitivo, avaliando como uma retrospectiva mesmo, vendo o que cada fato trouxe de impacto, por exemplo.

Se vocês lembrarem de mais alguma coisa que eu tenha esquecido na lista acima, mandem ver na caixinha de comentários, que a gente posta também.

Espero que curtam!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Semifinais do Carioca Bowl definidas

Por Gustavo Barretto


No último sábado, dia 22, o Botafogo Reptiles superou o rival Rio de Janeiro Sharks por 16 x 10 e enfrentará o arqui-rival Titãs, atual bicampeão, na disputa de uma das vagas na grande final.

Jogando bem abaixo de sua capacidade, a equipe do Botafogo saiu perdendo o primeiro tempo por 3 x 0 e a diferença só não foi maior porque o adversário não soube capitalizar os seguidos erros do ataque botafoguense. Cometendo um erro infantil, a equipe do Sharks cedeu um safety através de um erro de snap do Center e no punt de retorno o KR/RB #34 Thiaguinho fez um excelente retorno pra TD (extra point convertido), virando a partida pra 9 x 3. Mostrando-se nervosa, a equipe do Sharks cometeu mais erros que o Reptiles, que capitalizou em mais um TD através do FB #44 Miranda (XP convertido), aumentando a vantagem para a 16 x 3. Já no final, sem nada a perder, o Sharks descontou com o RB #40 Romulo (XP convertido), dando números finais à partida, pois já era tarde para uma recuperação.

Sobre a partida da semana que vem, que será no próximo sábado, dia 29 às 16 da tarde, no campo do Titãs em Copacabana, o resultado é imprevisível. As duas equipes fizeram o melhor jogo do campeonato, que terminou empatado em 17 x 17. A partida será decidida em detalhes. Mas uma certeza temos: algum tabu será quebrado. O Reptiles vem tentar sua oitava final consecutiva, o Titãs tenta manter sua invencibilidade em playoffs e também a invencibilidade sobre o rival jogando em Copacabana. Certamente será um jogo imperdível. Palpite de jogador, técnico e fundador do Titãs, nem um pouco imparcial: vitória do Titãs.

Já no domingo dia 23, o Falcões, que está sem poder jogar em casa devido à falta de areia na Barra, mandou seu jogo no Siqueirão, em Copacabana. Mesmo assim não teve dificuldades em superar seu arqui-rival da Barra, o Mamutes, por 26 x 9, com grande atuação da sua estrela WR/RB/MLB/* Vinny #09, que marcou três TDs (um XP convertido), o último deles com direito a um mortal para entrar na endzone. FB #25 marcou o outro TD (XP também convertido) para os homens de azul. Pelo Mamutes, que teve uma atuação ofensiva bem abaixo do que se esperava, WR #80 JP marcou o único TD da equipe (XP não convertido), com passe do QB #03 Dandan, que também marcou o único field goal de sua equipe.

No próximo domingo dia 30, no campo do Titãs em Copacabana, o Falcões tentará surpreender o favoritíssimo Red Lions, que chega invicto nos playoffs e também a este colunista, que acredita que os homens de azul mais uma vez não passarão da semifinal.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A Supremacia Muricy


O hexa só não virá se acontecer uma hecatombe. Tanto fizeram Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo que conseguiram deixar o Campeonato Brasileiro de mão beijada para o São Paulo. O tricolor está a dois pontos em dois jogos de se tornar o primeiro Hexacampeão Brasileiro e o primeiro a conquistar o campeonato por três vezes consecutivas. Basta vencer o Fluminense no domingo que vem, no Morumbi com já todos os ingressos vendidos, para garantir o título com uma rodada de antecedência.

Para perder o campeonato, o São Paulo precisa fazer algo que não faz há 16 rodadas: Perder um jogo. Desde a primeira rodada do returno ninguém sai vitorioso de campo contra o São Paulo. O time vem de seis vitórias seguidas, ganhou 9 dos últimos 10 jogos. Só esteve no G4 em oito rodadas. Mas esteve na hora certa. Enquanto os adversários não entenderem que é preciso organização, o São Paulo vai colecionar campeonatos brasileiros.

Ontem o time encarou São Januário lotado e um Vasco desesperado na luta contra o rebaixamento. Impôs o seu futebol firme, consistente e venceu o adversário, mesmo fora de casa. Abriu 1 a 0 com um gol de falta de Jorge Wagner, sofreu o empate ainda no primeiro tempo. Como em Salvador o Grêmio vencia o Vitória, o campeonato tinha um novo líder no intervalo. Mas o São Paulo deu mais uma prova de força, fez o segundo com apenas 4 minutos do segundo tempo. Um minuto depois o Vitória empatava no Barradão. Enquanto o Vasco tentava empatar a qualquer custo, o Vitória foi fazendo gols. Abriu 4 a 1, com direito até a gol de bicicleta, resultado que praticamente selava o destino do campeonato. Souza ainda diminuiu para o Tricolor Gaúcho com um balaço de falta, mas o São Paulo não fraquejou e ganhou mais uma. Edmundo perdeu um gol incrível. Rogério Ceni fez várias grandes defesas e ainda tomou de André Dias a liderança da Bola de Ouro da revista Placar.

No Mineirão, Cruzeiro e Flamengo fizeram um jogo muito movimentado, cheio de alternativas. O time mineiro venceu com justiça, pois dominou boa parte do jogo, criou as melhores oportunidades e finalizou mais do triplo de bolas do que o Flamengo. Podia ter vencido com mais tranquilidade se não tivesse desperdiçado as chances no primeiro tempo, quando o Flamengo praticamente nada fez. Como a Raposa fez somente um gol na primeira etapa, deu chance pro Flamengo rever os erros, adiantar a marcação e empatar o jogo. Aí sim o clássico pegou fogo. O Flamengo quase passou na frente, mas o bandeira viu um impedimento do Tardelli que até agora ninguém conseguiu entender como ele marcou aquilo. O Cruzeiro desempatou com Thiago Ribeiro. E logo depois o Flamengo novamente empatou com Obina. Juan ainda perdeu um gol inacreditável dentro da pequena área, com Fabio já caído. O Cruzeiro meteu uma bola na trave e chegou ao gol da vitória aos 41, com Ramires, grande nome do jogo. Um minuto depois Tardelli arrumou um salceiro na defesa cruzeirense, entortou Thiago Heleno e bateu pra uma defesa milagrosa do Fabio. E no último minuto um pênalti escandaloso foi ignorado pelo péssimo Carlos Eugênio Simon. Acabou fazendo justiça, pois o Cruzeiro mereceu ganhar. Agora, o Simon estava muito bem colocado. Simplesmente inacreditável como ele não marcou o pênalti. E ainda expulsou o Tardelli e o capitão Fabio Luciano (já com o jogo terminado). Pode ter decretado a eliminação do Flamengo da Libertadores 2009.

Muricy Ramalho foi vice-campeão brasileiro em 2005, quando perdeu pelo Internacional o título para o Corinthians, com o lance do pênalti contestado não marcado sobre o Tinga. Depois disso ganhou os campeonatos de 2006 e 2007 pelo São Paulo. O melhor técnico do Brasil (disparado) vai ganhar o de 2008. E você duvida que vai papar o de 2009 também?

Eu não.

domingo, 23 de novembro de 2008

Armada Espanhola é grande!


Primeiro, Rafael Nadal diz que não vai jogar a final da Davis. A Argentina entra em festa, já imaginando o título inédito com uma atropelada de 5 a 0 ou 4 a 1. No primeiro jogo do confronto, David Nalbandian só aumenta a confiança, depois de passar o carro em David Ferrer, principal nome espanhol no confronto.

Aí o Feliciano Lopez entra em quadra para a segunda partida e, contra todas as previsões, cresce com a pressão da torcida adversária contra ele, vence o número 1 argentino e empata tudo. Pra piorar o Del Potro se machuca.

Nas duplas, mais uma vez os espanhóis superam a torcida inflamada e mal educada e confirmam o favoritismo. Delpo confirmado que fica fora do resto do confronto. José Acasuso substituirá o número 1 do país e muitos argentinos começam a se conformar com o terceiro vice da Davis.

Acasuso começa jogando muito mal contra Fernando Verdasco, que tem a dura missão de substituir David Ferrer no jogo que pode fechar o confronto. Emilio Sanchez arriscou, escalou um jogador forte fisicamente, em grande forma física. A torcida argentina está murcha, querendo apoiar, mas vendo que seu jogador está num péssimo dia e perde o primeiro set. De repente Acasuso entra no jogo, inflama a torcida e vira a partida.

Calma! Quem disse que acabou aí? Verdasco, mostrando um estupendo preparo físico, novamente voltou ao jogo. Venceu o quarto set pressionadíssimo e passeou no quinto. Os 6/1 só confirmaram a superioridade física incrível, principalmente por se tratar do último jogo da temporada para ambos. Acasuso, muito cansado, não teve forças para reagir. A fisionomia de Fernando Verdasco era de impressionar (foto acima). Parecia o Olho de Tigre, do Rocky Balboa. Nada o abalava. O winner de forehand do ponto final foi assombroso. Verdasco meteu a mão com uma fúria como se tivesse socando um adversário, depois de quatro horas de batalha. O espanhol mostrou que é mais do que o namorado da sérvia Ana Ivanovic.

É a primeira vez que a Espanha ganha uma Davis fora de casa. Ainda mais num cenário tão desfavorável. Mas Emilio Sanchez mostrou que é um Midas, o que toca vira ouro, como bem disse o Dácio Campos na transmissão do Sportv. Disse Fernando Verdasco na coletiva do título: “Quando Emilio está do nosso lado, é como se jogássemos em dois contra um. Ele tem superpoderes”. A Armada Espanhola foi grande.


E depois de tanta mostra de falta de educação, os hinchas argentinos se redimiram no final. Aplaudiram de pé os espanhóis, que circundavam a quadra, comemorando o título. E depois começaram a gritar "Argentina! Argentina!", numa mostra de gratidão aos guerreiros que lutaram muito em quadra.

O céu está um pouco mais rubro-negro

O Arquibancada Digital presta uma homenagem a um dos maiores ícones da história do Clube de Regatas do Flamengo. Faleceu hoje pela manhã o radialista Celso Garcia. Um dos maiores nomes da história do rádio esportivo brasileiro, Celso ficou conhecido como o "Garoto do Placar" nas transmissões futebolísticas. Pupilo do grande mestre Waldir Amaral, Celso foi um grande incentivador do rádio, também conhecido por ter dado suporte a vários iniciantes, como o narrador José Carlos Araújo. Celso Garcia era muito respeitado por todos no meio.

Mas seu maior feito (pelo menos para mais de 35 milhões de brasileiros) não foi alcançado no rádio. Há mais de 40 anos, precisamente na manhã de 28 de setembro de 1967, Celso Garcia mudou a história do Flamengo para sempre. Foi o dia em que o radialista levou para o Flamengo um menino franzino de 14 anos, mas com muito talento. Seu nome: Arthur Antunes Coimbra. Celso Garcia foi o descobridor do Zico.

O Galinho estava apalavrado com o América, onde era ídolo seu irmão Edu. Naquela manhã, Celso foi a Quintino, na casa dos Antunes, pedir para que Seu Antunes deixasse o filho ir treinar no time de coração. Convencer o pai foi fácil. Difícil foi fazer Modesto Bría, ex-jogador e ídolo paraguaio que comandava as categorias de base do Flamengo, acreditar que aquele frangote de menos de 40kg seria jogador de futebol. Celso conheceu Zico jogando futebol de salão pelo Juventude de Quintino, num jogo no River Futebol Clube, quando o garoto fez simplesmente 10 gols na goleada de 14 de seu time.

Usando sua verve de comunicador e se aproveitando de ser respeitado por todos, Celso Garcia armou uma situação e convenceu Bría a dar uma oportunidade para o menino. Zico então vestiu uma camisa do Flamengo, calçou suas chuteiras e entrou em campo no jogo-treino. Na primeira vez que tocou na bola, meteu a bola no meio das pernas de um marcador duas vezes maior que ele. Jogou muito, fez o gol da vitória, encheu os olhos do paraguaio, que não conseguia entender como aquele menino raquítico, com dentes tortos, dentro de um short que cabiam três dele, jogava tanto, e foi aprovado para ficar. O resto é História.

O corpo de Celso Garcia será enterrado hoje, às 17:00h, no Cemitério de Inhaúma, no Rio de Janeiro. No mesmo momento o time do Flamengo entra em campo em Belo Horizonte, contra o Cruzeiro, onde será observado um minuto de silêncio. O presidente Marcio Braga decretou luto de três dias no clube.

Tive a oportunidade de conhecê-lo na Gávea e agradecer pessoalmente pelo maior ídolo da minha vida. Celso Garcia sempre estava sorrindo. Agora ele deixa a Nação Rubro-Negra triste. Triste, mas agradecida por toda a eternidade.

Celso Garcia, muito obrigado em nome de todos os torcedores do Flamengo e de quem gosta de futebol. Descanse em paz.

sábado, 22 de novembro de 2008

Sorteio dos grupos da Copa das Confederações 2009

A FIFA realizou hoje, na anfitriã África do Sul, o sorteio dos grupos para a disputa da Copa das Confederações de 2009, evento que antecede a Copa do Mundo de 2010. O torneio engloba a Itália (campeã mundial), os campeões continentais Espanha (UEFA, Eurocopa), Brasil (Conmebol, Copa América), EUA (Concacaf), Egito (CAF, Copa Africana de Nações), Iraque (AFC, Copa Asiática), Nova Zelândia (OFC, Copa das Nações da Oceania), além da África do Sul, dona da casa.

O sorteio, que contou com as Misses dos países participantes, colocou no grupo A África do Sul, Iraque, Nova Zelândia e Espanha. No grupo B irão se enfrentar EUA, Itália, Brasil e Egito. Na primeira rodada teremos África do Sul x Iraque, Nova Zelândia x Espanha, EUA x Itália e Brasil x Egito.

Aparentemente bondoso com a anfitriã, o sorteio traz uma responsabilidade para o time de Joel Santana. Os Bafana Bafana têm obrigação de se classificar para as semifinais junto com a Espanha, sob pena de entrar em crise e ter seu técnico demitido a um ano da Copa. Se tivesse caído no grupo B, no lugar do Egito, a responsabilidade de eliminar Brasil ou Itália seria bem menor. Somente uma amarelada fará a África do Sul sucumbir em casa diante de Nova Zelândia ou Iraque. Quem deve estar rindo de orelha a orelha é Vicente del Bosque, técnico da Fúria.

Brasil e Itália fazem uma prévia do confronto em fevereiro, num amistoso que será disputado em Londres. O Egito é a grande força do continente africano, apesar de não ter resultados fora do continente de tanto destaque. Mas é o maior campeão africano e tem os clubes que dominam as competições continentais. Os EUA são uma incógnita, podem vir fracos como em 98, ou fortes como em 2002. É uma seleção que evoluiu muito. Apesar de tudo, Brasil e Itália têm a obrigação de se classificar.

Sinal de alerta aceso na Davis


Quando Rafael Nadal confirmou sua ausência da final da Copa Davis, uma onda de otimismo tomou a Argentina. Sem o número 1 do mundo, a Espanha não seria capaz de parar Juan Martin Del Potro e David Nalbandian, ambos em grande fase. Mas como, em qualquer esporte, o vencedor só sai em quadra, no fim do jogo...

Nalbandian abriu o confronto jogando em altíssimo nível, atropelando David Ferrer por 3 sets a 0, sem dar chance ao adversário, enchendo ainda mais de esperanças os hinchas. Del Potro, tenista número 1 da Argentina, viria a seguir, para enfrentar Feliciano Lopez, mais de 20 posições abaixo dos outros três no ranking.

Mas nem sempre dá a lógica. Delpo talvez tenha sentido a maratona de jogos (semana passada estava na China jogando a Masters Cup), sofreu uma distensão no adutor da coxa e foi derrotado por 3 sets a 1 por Feliciano Lopez, de virada. Lopez jogou muito, não se importou com a panela de pressão que se tornou o ginásio de Mar del Plata (veja o vídeo ao final do post, da hinchada argentina enlouquecida). Ao contrário de Feli, parece que Del Potro sentiu o peso da final em casa.


Jogo tênis e já tive uma distensão no adutor da coxa, abri um rombo de 5cm no músculo. E vou dizer: é praticamente impossível jogar tênis com esta contusão, principalmente pela quantidade de passadas laterais e piques de explosão dadas numa partida.

Agora o capitão Alberto Mancini encontra-se numa sinuca: anunciou que Nalbandian vai jogar a dupla hoje, para tentar minimizar o favoritismo espanhol neste jogo. Mas vai correr o risco de desgastar demais David para amanhã e passar o mesmo aperto que passou contra a Rússia, quando precisou fazer o mesmo. Mas, diferente da semifinal, provavelmente Luli Mancini não terá Del Potro para fechar o confronto.

E a final, que ameaçou ser um passeio argentino, pode acabar terminando numa tragédia espanhola...


Semana de altos e baixos

A semana da NBA teve como grande notícia uma quebra de recorde obtida pelo cracaço LeBron James. O ala do Cleveland Cavaliers se tornou o mais jovem jogador a atingir a marca de 11.000 pontos na carreira, ao marcar 31 contra o New Jersey Nets, na quarta-feira. LeBron alcançou a meta com 23 anos e 324 dias. O recordista anterior era Kobe Bryant, com 25 anos e 99 dias. Provavelmente todos os recordes de pontos por idade deverão ser quebrados pelo gênio Lebron James.

Apesar da grande notícia, a semana não teve apenas louros para o Cavs. No dia seguinte o time viu sua série de oito vitórias seguidas ser quebrada pelo Detroit Pistons, que já havia tirado a invencibilidade do Los Angeles Lakers na semana passada. Para piorar, LeBron teve uma péssima atuação (para os níveis dele, frise-se). O ala marcou 25 pontos, pegou 6 rebotes e deu 6 assistências. Ué, jogou mal? Pois é, às vezes os scouts enganam. LeBron foi parado pela fortíssima marcação do Detroit, que lhe forçou um pífio aproveitamento nos arremessos de quadra: 8 acertos em 21 tentativas de 2 pontos (38% de aproveitamento), 0 em 4 nos lances de 3 pontos.

Já o Detroit, depois da grande atuação contra o Cavs, foi surrado pelo Boston Celtics, no TD Banknorth Garden. Depois de terminar o primeiro quarto empatados em 21, o que se viu no segundo e terceiro foram verdadeiros bailes verdes. Nove pontos de vantagem no segundo, onze no terceiro. O Boston entrou no último período vencendo por 20 e puxou o freio de mão. Acabou o jogo com uma vitória por 98 a 80. Rajon Rondo foi o destaque, anotando 18 pontos e fazendo 8 assistências. Ainda teve o mérito de anular a principal força ofensiva do adversário. Allen Iverson anotou apenas 16 pontos, depois de ter marcado 10 no primeiro confronto entre as equipes, em Detroit, mostrando sua dificuldade quando enfrenta uma defesa forte.

Leste mais forte que Oeste

É comum escutar que, de modo geral, os times do Leste são mais fracos do que os do Oeste. Eu mesmo sou ardoroso defensor desta tese. Mas este início de temporada está mostrando um panorama diferente.

O Oklahoma City Thunder, ex-Seattle Supersonics, tem a pior campanha da NBA (1-12, 7% de aproveitamento). Apesar de o Washington Wizards ter a segunda pior, com 1-9 e 10%, Los Angeles Clippers (2-10) e Minnesota Timberwolves (2-9) reforçam as babas do Oeste. O Wizards ainda tem a desculpa de ter seu craque Gilbert Arenas fora de combate, contundido.

Do outro lado da balança, o Lakers (10-1, 90,9%) lidera a liga, mas está seguido de perto pelo Celtics (12-2, 85,7%). Cavs e Orlando Magic (9-3, 75%), Pistons e Atlanta Hawks (8-4, 66,7%), ainda têm campanhas melhores do que o segundo do Oeste, o Utah Jazz (8-5). Ou seja, o vice-líder do Oeste seria apenas o sexto no Leste.

Mostrando o imenso equilíbrio do Oeste, empatados com o Utah na vice-liderança, aparecem nada menos que Houston Rockets, Phoenix Suns, Portland Trailblazers e Denver Nuggets.

Primo Rico, Primo Pobre

Quem não tem altos e baixos é o Lakers, que segue fazendo a melhor campanha da liga, como visto acima. Mesmo com Kobe somando números modestos para seu padrão (médias de 24,7 pontos, 5 rebotes e 3,7 assistências), o time vem passeando em quadra. O técnico Phil Jackson tem escalado normalmente Vlad Radmanovic, Pau Gasol, Andy Bynum, Kobe Bryant e Derek Fisher como titulares. O técnico já declarou que prefere que seus titulares joguem menos de 34 minutos numa partida. Então, durante o jogo, lança Odom, Ariza, Vujacic e Farmar. O nível não cai. Todos sabem da importância vital de ter um bom banco de reservas no basquete. Vencer um time assim é bastante complicado.


Na quinta foi dada uma mostra desta força. O Lakers sacodiu o Suns, mesmo jogando em Phoenix. A surra poderia ter chegado facilmente aos 20 pontos, se Phil Jackson mantivesse os titulares por mais tempo. Resolveu poupar o time e venceu "apenas" por 105 a 92. Odom saiu do banco para deixar 13 pontos e 9 rebotes a favor do Lakers. Radmanovic acertou as cinco bolas de 3 que tentou.

Ontem foi ainda pior. Na partida contra o remodelado Denver Nuggets, mesmo com Carmelo, Billups e Nenê em quadra, nenhum titular do Lakers jogou sequer 30 minutos. Kobe, por exemplo, sequer pisou em quadra no último período. E mesmo assim o Lakers venceu por 104 a 90. A diferença no início do último quarto era de 21 pontos.

Imaginem como vai ficar quando Kobe resolver entrar em ação...

Enquanto isso, qual é (ou são) o(s) problema(s) do Los Angeles Clippers? Por que um time com Baron Davis, Marcus Camby, Cutino Mobley, Ricky Davis e Chris Kaman, apontado por muitos (eu inclusive) como candidato aos playoffs, joga tão mal assim? Seu ataque só não é pior do que o Charlotte Bobcats. Sua defesa é a quinta mais vazada.

O comentarista Fabio Sormani aponta para o técnico Mike Dunleavy. A melhor passagem de Dunleavy como técnico foi a final perdida para o Chicago Bulls, treinando o Lakers, em 1991. No comando do Clippers há seis temporadas, conseguiu apenas uma classificação para os playoffs. No campeonato passado terminou com patética campanha de 23-59 (28.0% de aproveitamento). Dunleavy inclusive arrumou confusão com Baron Davis, a principal contratação da equipe na temporada.

Grande Decepção

Até o momento, a grande decepção na liga é a campanha do New Orleans Hornets. Apontado como um dos favoritos à final de conferência, o time tem até o momento uma campanha de 6-5. Conseguiram inclusive a proeza de perder para o fraco Sacramento Kings em casa. Para piorar o cenário, o time californiano estava desfalcado de três titulares (Francisco Garcia, Kevin Martin e Mikki Moore).

Certamente a culpa do fiasco não é do armador Chris Paul. O craque lidera a liga em assistências, roubadas de bola e em número de double-doubles.

Mico da Semana

Na semana passada Shaquille O'Neal protagonizou uma cena tragicômica. Nesta, pagou dois micos. O pivô do Phoenix Suns foi expulso na partida contra o Pistons, ainda no primeiro tempo, depois de fazer duas flagrant fouls. Para piorar, na derrota contra o Utah Jazz, levou três tocos no último quarto, sendo que dois foram dados numa diferença 2 segundos, pelo russo Andrei Kirilenko. O primeiro foi dado dois minutos antes, por Paul Millsap (foto ao lado).

Mais do que impedir o adversário marcar pontos, os tocos encheram os donos da casa de moral. Carlos Boozer marcou 14 dos 21 pontos a partir daí e comandou a vitória do Jazz por 109 a 97.